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10 coisas detestáveis e irritantes em blogs

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

fotos_994_tombo feio

 

Sou um leitor voraz de blogs, não tenho predileção por nenhum assunto específico, apenas não abro mão de verificar a qualidade da escrita do blogueiro. Um blogueiro que articula bem as palavras ganha logo minha admiração e respeito.

 

O vertiginoso crescimento da blogosfera permitiu o surgimento indiscriminado de blogs de toda sorte e natureza. Portanto é relativamente fácil encontrar conteúdos de qualidade, como também conteúdos pífios. Não me refiro, obviamente, à questão do nicho para respaldar minha opinião, como eu disse anteriormente, o que levo em consideração para definir minha opinião não é o assunto, mas a forma de abordagem.

 

Pensando nas inúmeras nuances que permeiam esse latifúndio midiático, achei por bem elaborar uma lista com questões que considero totalmente descabidas e inexplicáveis na composição de blogs, mas que muitos insistem em utilizar.

 

1. Layout que mais parece uma vitrine de shopping, de tão colorido e ornado. Em pleno século XXI, tem gente que ainda pensa que o que chama a atenção em um blog é o número de widgets;

 

2. Artigos repletos de erros gritantes de português. E olha que costuma não serem palavras tão fora do habitual, são essas comumente utilizadas;

 

3. Publicação de vídeos baixados do Youtube e/ou imagens,  sem qualquer referência ou complementação pessoal. Gente que pensa que aquele vídeo e/ou imagem engraçada ainda é novidade;

 

4. Posts mal formatados, sem a devida atenção à estética. Uma linha aqui outra ali e as dificuldades são enormes para entender onde começa e onde termina cada coisa;

 

5. Abordagem de assuntos sem conhecimento específico e sem citação de fontes ou artigos para respaldar a opinião emitida. Ok, entendo que a liberdade de expressão é uma das maiores conquistas pós ditadura. Mas custa dar uma pesquisada sobre o assunto a ser abordado para evitar opiniões totalmente esdrúxulas e sem nexo?;

 

6. Falta de amarração, coerência e coesão no texto. Neguinho começa o texto falando de um assunto, muda no meio e no fim nem ele mesmo sabe sobre o quê está escrevendo;

 

7. Falta de periodicidade nas publicações. O sujeito publica um post hoje e outro daqui a 2 meses;

 

8. Prioridade dos anúncios em detrimento ao conteúdo. O espaço destinado aos anúncios é enorme, já o texto fica achatado num canto qualquer;

 

9. Execução de música automática na abertura do blog. Sinceramente, essa é a coisa que mais me irrita quando acesso um blog, simplesmente detestável, nunca mais retorno;

 

10. Demora excessiva na aprovação dos comentários. Entendo que numa época em que a trollagem está cada dia mais ativa, a moderação de comentários tornou-se obrigatória. Mas levar dias ou até semanas para aprovar os comentários, torra a paciência de qualquer um.

 

Está aí minha listinha básica, obviamente que a grande maioria deve ter percebido que omiti os blogs parasitas. Foi puramente intencional, já que esses nem merecem citação pela insignificância.

 

Alguns defenderão a tese de que os blogs mais acessados são justamente aqueles que publicam os famosos vídeos divertidos, piadas toscas e imagens bizarras. Bem, isso é relativamente uma verdade, mas prefiro viver no ostracismo do que ser incluído no temido rol  de blogs desprezíveis. Se você não se importa com isso, vá em frente! Afinal, a suas ações é que determinam o foco e o tamanho de sua ambição.

 

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros e palpiteiro no Dicas Blogger. Apaixonado por Música, informática, Twitter, Blogs e Futebol! Saudosista dos anos 80.

Blog pessoal: a válvula de escape dos blogueiros

quarta-feira, 8 de setembro de 2010


Válvula de escape: qualquer meio capaz de reduzir um sentimento ou uma tensão ( Dicionário Informal)
Já faz um tempinho que tenho notado uma forte tendência na blogosfera que é o crescente aumento dos blogs pessoais. Apesar de ter crescido a recomendação para criação de blogs com nicho, acirrando ainda mais o dilema Blogs com nicho X Blogs sem nicho mesmo com blogs de nicho específico, alguns blogueiros não abrem mão de ter um espaço só seu dedicado a falar de modo mais pessoal, vejo que muitos que não tinham acabam criando ou ainda irão criar visto que as emoções ficam cada vez mais incontroláveis. Veja o que achei na web sobre a definição de blogs pessoais:

Blogs Pessoais : São como diários digitais onde as pessoas falam sobre suas vidas, seus hobbies entre outras coisas. Muito popular entre jovens, as pessoas podem dar suas opiniões sobre os assuntos ou responder as questões colocadas pelo administrador. (Teksblog)
Weblogs pessoais: Os weblogs são escritos por pessoas sobre assuntos de natureza pessoal deste tipo de como seus gostos e desgostos, hobbies, pensamentos, e assim por diante. (e-article)

Um blog pessoal como muita gente diz e pensa é uma espécie de diário virtual sim, mas não expõe apenas fatos e opiniões que acontecem com o autor deste tipo de blog, nele também verificamos outras histórias contadas para nos fazer pensar ou apenas como mero informativo.

No meu blog pessoal Escritos Ideológicos por exemplo deixo bem abrangente as possibilidades de assuntos conforme a descrição dele: "Reflexões e visões sobre o mundo que me cerca.", com isto falo de vários assuntos que me interessam e que acabam interessando outras pessoas, certamente porque muitos de nós compartilhamos dos mesmos tipos de problemas, aflições ou ideias a respeito de algo.

Embora o autor de um blog desse gênero seja naturalmente o foco principal, não precisa ser ele o centro das atenções em todos os posts, há sempre outros campos a explorar, não somos seres limitados, o que nos ataca mais fortemente talvez seja a preguiça de pensar, ler, estudar outras fontes que nos possibilite maior produção e condições melhores para transitar em outros caminhos

Se eu fosse resumir um blog pessoal numa palavra eu diria: LIBERDADE

Porque ter um canto só seu, sem tema definido lhe inspira a soltar mais a franga, já que a casa é sua, até a abordagem pode ser diferente, mais leve, menos séria, menos formal, isto porque não precisamos ser úteis o tempo todo, se bem que essa coisa de utilidade e relevância pode ser bem subjetiva.

Talvez um blog pessoal seja um nicho como verificamos acima, mas talvez não traga tantos rendimentos financeiros, isso se justifica pela menor audiência que possuem quando comparados a outros blogs, as expectativas de um leitor de blog desse tipo são diferentes, os que procuram blogs pessoais querem compartilhar vivências, aprender e ensinar com aquilo que é passado pelo blogueiro ou simplesmente o puro entretenimento, os leitores de outros espaços querem coletar as informações adquiridas e transformar em algo que seja produtivo ou rentável de algum modo.

Semana passada eu li um texto interessante do @fjorgemota do Blogueiros na Web intitulado Nicho- até onde ele é importante? Como este texto dele também faz referência a blog pessoal  aproveitei e comentei neste post e transcrevo aqui o comentário para complementar o assunto deste post:
Entendo o que você quer dizer, em resumo o que entendi no teu texto foi o seguinte: 1. ter um blog de nicho ajuda na fidelização de leitores, mas que este nicho não precisa ser limitado demais, o tema escolhido precisa permitir maiores possibilidades de assunto. 2. ter um blog pessoal, quando focado apenas na vida pessoal do blogueiro pode não interessante a um grande número de leitores. Is
so foi o que entendi e realmente você tem razão, eu como tenho um blog pessoal acho que posso dá minha opinião, até escrevi um artigo sobre isso que em breve será publicado.
Sou da opinião de que blog pessoal também é um nicho, só que com algumas diferenças, visto que o público de um blog desse nicho é diferente de blogs de outros nichos, quem cria um blog de conteúdo mais pessoal não pensa primordialmente em torná-lo rentável, mas sim em compartilhar suas impressões pessoais a respeito de algum tema que lhe toca realmente. Entretanto, vale lembrar que ter um blog pessoal não quer dizer que devemos falar só da nossa vida, podemos falar o que pensamos e o que sentimos sobre o que lemos, percebemos, vivemos, observamos e também tudo que acontece a nossa volta, ou seja, um blog pessoal se difere de outros blogs de nicho por ser mais livre no que diz respeito a temas a ser tratados e porque não dizer que é um blog de opinião?
 O
s outros nichos de blog são criados pra atender uma necessidade especifica de uma clientela que busca um determinado tipo de informação técnica, mas o nicho de blog pessoal nasce prioritariamente para atender a uma necessidade do autor em se expressar a respeito de variados assuntos, agora se vai fazer sucesso, se vai ser útil, se vai fidelizar leitores, aí são outros 500 que dependerão de outros fatores não sendo apenas o nicho escolhido como um dos fatores determinantes para a ocorrência destes eventos.


Se você anda cansado de escrever sempre sobre as mesmas coisas, crie seu blog pessoal, extravasse suas emoções, não precisa entrar nas intimidades da sua vida, fale o que sente e o que pensa sobre coisas que acontecem a sua volta com você mesmo.  Até os grandes profissionais com grandes trabalhos na internet já possui seu canto, o mesmo ocorre com o Twitter, a maioria das pessoas não suportam muito tempo falar e agir de modo profissional, muitos querem desabafar, conversar, rir e etc.

Enfim, acho que dá pra ser feliz e ganhar dinheiro escrevendo, assim como dá para se emocionar e raciocinar com os escritos que produzimos, uma coisa é certa: blogar não é um caminho único, existem vários "eus" dentro de nós querendo explorar o mundo lá fora.

Deixe o seu "eu" falar e explore o que tiver de bom dentro de si, use sua válvula de escape!

Leia na íntegra os textos citados no post

Leia outros textos interessantes:

Crédito da imagem: masternewmedia

Sobre a Autora:
Ana Karenina

Ana Karenina - Autora do blog Escritos Ideológicos. Uma baiana, natural de Salvador, adora ler, blogar, tuitar e interagir na internet. Tem como única pretensão na blogosfera: ser feliz escrevendo sobre o que gosta.

Gerrard na Mão com Alguns Mascotes Adversários

terça-feira, 7 de setembro de 2010

 

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O meia e capitão do Liverpool e “English Team” é um “gentleman”, um típico lorde inglês. Parece até aqueles primogênitos que os demais irmãos respeitam como se fosse o próprio pai. Aos 30 anos, fisicamente, é um misto de Kevin Costner e Harrison Ford [não teria como ser mais bom moço…!].

 

Ocorre que, vez ou outra, o camisa 8 dos “Reds” [como são conhecidos os jogadores do Liverpool] Steven George Gerrard não vem sendo tratado com a mesma reciprocidade em sua demonstração de “fair play” com os mascotes adversários, ficando literalmente “na mão”…

 

Em 2007, contra o Chelsea do “Don Juan” John Terry, um mascote azul aprontou uma peraltice contra o nosso herói no vestiário, que apesar do constrangimento, ainda conseguiu se sair bem…

 

No último final de semana, contra o West Brom [por quê será que toda camisa de time europeu que tem a camisa listrada em preto e branco é mais bonita que a do Galo?], parece que o mascote alvinegro “travou” diante do ídolo. Gerrard, escaldado com este “déjà vu”, tratou de cumprimentar os jogadores adversários, “à francesa”…

 

Eu conhecia o “GIF” acima e resolvi editar e compilar os dois vídeos de 2007 e 2010. Fiz o “background” com a música “Song 2” dos ingleses do Blur.

 

O vídeo foi exibido no  programa “Esporte 56” da TVE de Paraopeba, canal 56, que foi ao ar no último dia 6 de setembro, e agora está no YouTube.

 

Confiram e comentem:

 

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, torcedor do Galo, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

10 dicas para não deixar o twitter te enlouquecer

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

loucos

 

Segundo o site Mestreseo as redes sociais são formas de compartilhamento de informações, gostos e ideias entre usuários com os mesmos gostos e estilos. Assim, um grupo de discussão é composto por indivíduos que possuem identidades semelhantes.

 

Conforme a definição acima as redes sociais, mormente no que tange ao twitter, foram criadas balizadas na perspectiva de interação intragrupos e como ferramenta de discussão. É importante salientar que a palavra discussão utilizada aqui possui a conotação de debate em que cada participante defende pontos de vista opostos, já que invariavelmente pessoas confundem discussão com entrevero.

 

Em que pese o sucesso de outras redes sociais como o Orkut, Facebook, LinkedIn, etc. O twitter logo caiu no gosto do público brasileiro, ganhando rápida ascendência perante um público bem específico.

 

De acordo com uma pesquisa realizada pela agência Bullet, a maioria (61%) dos usuários do Twitter no Brasil é composta por homens na faixa de 21 a 30 anos, solteiros, localizados nos estados São Paulo e Rio de Janeiro. Na maior parte, são pessoas com ensino superior completo e renda mensal compreendida entre R$ 1.000,00 e R$ 5.000,00. (Wikipédia)

 

Mesmo ainda perdendo em número de usuários para o Orkut, é inegável o crescimento do Twitter no Brasil. Segundo a comScore, Indonésia e Brasil são os dois países que puxam o crescimento do Twitter, que bateu a marca de 109% entre junho de 2009 e junho deste ano.

 

Pois bem, diante desse crescimento vertiginoso é comum que o Twitter atraia cada vez mais seguidores em busca dos encantos proporcionados pelo microblog. Ocorre que a grande maioria que ingressa neste serviço não tem sequer noção sobre o funcionamento desta ferramenta de interação, o que é até certo ponto normal, pois muitos ainda possuem resistência ao serviço.

 

Já outros foram atraídos pelo fascínio do passarinho azul e já não conseguem levar uma vida normal sem a companhia do mesmo.

 

Se você é daqueles que quando liga o computador a primeira coisa que faz e acessar o twitter para ver as novidades; enquanto não dorme fica pensando em possíveis tweets para o dia seguinte; vasculha todos os sites de notícias na ânsia de ser o 1º a tuitar alguma novidade bombástica; confere todo dia a lista de seguidores para ver se todos continuam lá e entra em profunda depressão quando perde algum; tuita algo e fica conferindo se alguém irá dar RT; vive vasculhando e seguindo perfis com bom número de followers, mesmo sem saber de quem se trata. Cuidado! Você possui indícios que te fazem uma vítima em potencial da síndrome de dependência twitesca.

 

A síndrome de dependência twitesca,  é um mal que normalmente acomete as pessoas que se enquadram nas características supracitadas ou outras como essas aqui enumeradas, e, pelos menos por enquanto, não existe um tratamento comprovadamente eficaz.

 

Para minimizar um pouco o efeito dessa neurose, passarei a enumerar algumas medidas que, longe de possuírem comprovação científica, tem o condão apenas de tentar contribuir para que você não se definhe e entre em depressão profunda por não conseguir a atenção desejada:

 

1 – Antes de ingressar no twitter, pesquise sobre o serviço, dependendo das suas intenções é melhor nem começar;

 

2 – Ao entrar não entre em desespero para conseguir muitos seguidores, eu tenho minha conta a mais de 1 ano e ainda não cheguei a 500. Obter seguidores em massa, somente o uso de script pode te proporcionar, e isso, além de não ser bem visto, está sendo seriamente combatido pelos criadores da ferramenta;

 

3 – Estude os perfis das pessoas que deseja seguir, não siga apenas porque determinada pessoa possui muitos seguidores, pode ser que o estilo não coadune com suas intenções;

 

4 – Faça inserções que você julgue pertinentes, não queira tuitar apenas para se fazer presente, flodar a timeline alheia é um convite ao unfollow.

 

5 – O twitter é uma ferramenta de interação, não force a barra para ser seguido, se você fizer participações inteligentes, logo será notado e seguido;

 

6 – O envio excessivo de links torna sua conta antipática, procure intercalar esse procedimento com opiniões sensatas;

 

7 – Não seja intrometido, se tem uma opinião sobre algum assunto em voga apresente-a, se não, apenas observe;

 

8 – Entrar em atrito com pessoas famosas para conseguir atenção é um ótimo caminho para o ostracismo;

 

9 – O tweet procedido de “RT por favor”, somente será bem aceito se for por uma causa comprovadamente genérica, se for em benefício próprio, é um tiro no pé;

 

10 – Não se martirize por um tweet que você pensou que iria receber inúmeros RT’s e passou despercebido, acontece com todo mundo.

 

Enfim, estão aí algumas “sugestões” que julgo pertinentes para tentar salvar algumas almas caridosas da loucura ON line.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros e palpiteiro no Dicas Blogger. Apaixonado por Música, informática, Twitter, Blogs e Futebol! Saudosista dos anos 80.

Os Destaques do Rock’n’Roll, por Década

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

 

rocknroll

 

O rock’n’roll sempre se notabilizou por ser mais que um gênero musical. É um estilo de vida e um estado de espírito, que combinam rebeldia, ousadia e inconformismo.

 

E nesse espírito libertário e anárquico, me atrevi a fazer uma lista bem pessoal, escolhendo em cada década, o artista mais expoente do gênero.

 

Anos 50 – Difícil escolher entre feras do calibre de Chuck Berry (um Tião Macalé engomadinho com um topetão rockabilly, guitarra semi-acústica vermelha e seu “The Duck Walk”), Little Ricard (com os seus falsetes psicóticos que inspiraram ninguém menos que Paul McCartney), Elvis Presley (simplesmente o Rei do Rock) e Jerry Lee Lewis (com as suas marteladas no piano). Porém, escolho Bill Halley and His Comets, pois foram os primeiros a gravarem uma música profana para os conservadores anos 50 (“Rock Around the Clock”, em 1955);

 

 

 

 

Anos 60 – Já começo a me arrepender em inventar uma lista dessas. É muita responsabilidade! Mas eu não posso pipocar! O que faço com Jimmi Hendrix, Janis Joplin, Stones, The Who, The Doors…?

Mas não há como não optar por eles: os Fab Four, por razões óbvias...

 

 

 

 

Anos 70 – O rock já é um adolescente a caminho da idade adulta e convivia com Led Zeppelin, Ramones, Pink Floyd, The New York Dolls, Black Sabath. Mas ainda precisava, com urgência, de algo com o furor e ímpeto adolescente: esqueçam os escrotinhos – eis os Sex Pistols!

 

Anos 80 – A década de 80 nos anos 80 (!), foi duramente criticada por ser pop demais, ainda que existissem o Kiss e o AC/DC. Passados trinta anos, pode ter sido a década do ápice da música pop: Tear For Fears, The Cure, The Police, B’52s, etc. Mas por mais que pareçam saturados para os anos atuais, são os irlandeses do U2 que eu indico.

 

Anos 90 – Na década que parecia ser o túmulo do rock’n’roll, eis que surgem três carinhas de uma longínqua e gelada cidade do extremo noroeste dos EUA, para dar um novo gás ao rock, que já se encontrava no CTI, respirando com a ajuda de aparelhos: Nirvana.

 

 

 

 

Anos 2000 – As músicas “gangsta” dominam as paradas mundiais e eis que surge uma “banda” inusitada, formada por apenas uma baterista e um guitarrista, com um som que parecia um Led Zeppelin “punk” e cujas vestimentas e equipamentos apenas combinavam três cores: o preto, o branco e o vermelho: The White Stripes.

 

Anos 2010 – A década só está iniciando e começando bem: funks proibidões e Fiuk...

 

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, torcedor do Galo, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

As redes sociais existem há muito tempo

sábado, 28 de agosto de 2010


Vejo texto de Marcos Morita "Redes sociais: as relações humanas ao longo tempo" e resolvo redigir esse post inspirado pelo tema. Diz o Mestre em Administração e professor:
 
"Apesar do tema redes sociais ser algo relativamente novo, o conceito remonta décadas ou mesmo centenas de anos. (...)"
 
O que me inspirou de fato foi a condição colocada de que a vida humana baseia-se primordialmente nas relações sociais. A grande verdade é que o ser humana precisa do outro. Sem querer aprofundar no plano biológico e muito menos filosófico, precisamos do outro. Eu preciso de você que me lê nas entrelinhas das palavras desse breve post. Que tenta decifrar o homem que está atrás da tela desse computador escrevendo coisas que agradam a uns e desagradam a outros.
 
Eu mesmo tento adivinhar quem irá querer ler esse post e quem vai comentá-lo. Mas não escrevo motivado por isso. Motiva-me simplesmente a necessidade de escrever. Sou humano. Preciso interagir com o outro, ainda que ele não queira interagir comigo. Somos assim.
 
A verdade é que o espaço invicioneiro me permitiu expandir esse exercício, que duplico no Poetopias. Faço-o com prazer e obstinação. Falar de redes sociais é falar de humanidade, de necessidades básicas, de oportunidades de crescimento pessoal e contribuição comunitária. Revelar-se é contribuir para melhorar a vida, a sua e a dos outros que interagirem.
 
Por isso não abandono esse espaço. Por isso escrevo. Por isso leio. Por isso...
 
"Por isso"
 
Voltando ao espaço de tempo em que meu pai vivia
Minha mãe sorria e me acalentava
Minha irmã ainda me abraçava
Meu irmão ainda estava
Presente como um presente que Deus mandara
Pai Tião, Mãe Raimunda, Irmã Lourdes, Mano Tiãozinho
Saudades de quem já foi
Quero mandar-lhes um twitter
Apenas para dizer como me sinto
Cheio de saudades...
O tempo passa mas não consigo esquecer
Queria que fossem meus amigos virtuais
Sei que hoje são anjos que me guardam e guiam
E que pudessem ler meus e-mails
E me respondessem com uma palavra qualquer
Para me acariciar...
Escrevo por isso...
Pela simples expectativa
De me manter ligado
Conectado à possibilidade
De um dia me encontrar...



Sobre o Autor:
The EDN
The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas

Quem são os chatos do twitter

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Todos que militam no twitter já presenciaram ataques histéricos de pessoas ensandecidos contra alguém e o fim da frase é sempre o mesmo: como esse sujeito é chato! Logo o conceito de chato ganhou um novo significado nos tempos de redes sociais.

 

Segundo o Houaiss, chato é: que ou o que é maçante, enfadonho ou insistente; que ou o que aborrece, perturba ou preocupa. Já nas redes sociais, normalmente é taxado de chato todo aquele que não concorda com o que dissemos ou aquele que por um motivo ou outro, não nos dá a devida atenção. Já a celebridade já vem com a chancela de chato desde seu ingresso. Aliás, grande parte das pessoas considera o próprio twitter chato.

 

Considero que a questão de ser chato, ou não nas redes sociais, é subjetiva, já que é comum alguns considerarem certa pessoa chata e outros não comungarem do mesmo pensamento. São os chamados preconceitos ou muitas vezes são estereótipos que nutrem um sentimento desfavorável formado sem conhecimento abalizado.

 

Os chatos não nasceram pra nada que seja útil, falam sem parar e falam tocando em você, atrapalham qualquer pessoa fazendo qualquer coisa em qualquer situação, em qualquer lugar e a qualquer momento. Eles têm consciência de que são inconvenientes, porque alguém já falou isso pra eles na lata, mas não têm desconfiômetro, uma qualidade que permite a uma pessoa saber a hora de calar a boca pelo menos por medo de não perder os dentes.[Desciclopédia]

 

Pra você taxar um indivíduo de chato é pré-requisito possuir certo conhecimento e relacionamento com essa pessoa em questão, não podemos considerar chatos pessoas com as quais só conhecemos de ouvir falar ou balizar nossa opinião em opinião de terceiros. Uma coisa é certa, o chato propriamente dito normalmente é unanimidade, quer sempre ser o centro das atenções. Se um número considerável de pessoas disser que determinado indivíduo é chato, é bem possível que de fato ele seja, mas é você que precisa se certificar disso.

 

Nas redes sociais, principalmente o twitter, diariamente surge um chato novo. E o que é de fato realidade é o que invencionice? Muitos consideram a pessoa que defende uma determinada opinião e seja intransigente chato, não concordo essa assertiva, nesse caso o sujeito pode ser inflexível, mas não é chato.

 

Quem um exemplo prático de chato no twitter? Esses “cagadores de regras” que vivem corrigindo a grafia da palavras #LEIÃO, #APRENDÃO, #CORRÃO, etc. Qualquer imbecil, mais ou menos alfabetizado, sabe perfeitamente que essas palavras de fato não existem na língua portuguesa e são usadas com o único intuito de dar destaque ao tweet. Mas os tecnocratas de plantão adoram ficar espezinhando pessoas no twitter quanto ao uso das mesmas.

 

Existem várias motivações para alguém querer ser chato. Alguns usuários fazem-no como uma experiência de desestabilização, tentando esgotar a paciência de outro usuário, como, por exemplo, numa disputa editorial, ou até mesmo tentando esgotar a paciência de grande parte da comunidade. Dessa maneira, tentam criar uma brecha que poderá ser útil na prossecução dos seus objetivos. Outros fazem-no por uma motivação mais egoísta: sentem prazer em serem chatos; mais precisamente: sentem prazer na reação que provocam nos outros ao terem esse comportamento. [Wikipédia]

   

Convenhamos, rotular pessoas de chatos no twitter é a coisa mais tosca que existe, coisa de neguinho que quer chamar a atenção de uma forma totalmente arcaica e desprovida. Acha que vai conseguir atenção e notoriedade chamando o Willian Bonner de chato. Outra coisa, se você considera o sujeito chato, pra que diabos você está seguindo ele no twitter? Vá pentear macaco.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros e palpiteiro no Dicas Blogger. Apaixonado por Música, informática, Twitter, Blogs e Futebol! Saudosista dos anos 80.

Blogs COM nicho X Blogs SEM nicho

terça-feira, 24 de agosto de 2010

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Este tema tem repercutido bastante na blogosfera, uns defendem os blogs com nicho e outros que pouco se importam em definir qualquer espécie de nicho para os seus blogs. Eu como participo dos dois tipos de blogs, acho que posso dar minha opinião a respeito deste assunto.

O grande pluralismo de finalidades, associado à semelhança que o formato agrega, faz com que os blogs sejam “difíceis de descrever, contudo, fáceis de
identificar”
(Fonte: BLOOD, Rebecca. O Livro de Bolso do Weblogue. Porto: Campo das Letras Editores S.A., 2004. )

Blogs com nicho

Um nicho pode ser definido como um tema específico, foco, assunto ou objetivo que um blog ou site pretende abordar. Nesta perspectiva, um blog com nicho específico teoricamente se alimenta de informações sobre aquele único tema ou outros que sejam relacionados ao tema central.

Exemplos de blogs com nicho específico:

  • Blogosfera Legalizada - um blog que visa divulgar informações a respeito sobre direitos autorais, plágios e segurançca digital para blogueiros.

  • Na Ponta dos lápis - um blog com o objetivo de abordar temas ligados a área de literatura, mercado editorial, dicas para leitores e escritores, contos, poesias e temas afins.

Analisando seu blog de nicho

Se o seu filhinho blog nasceu com um tema específico, um propósito definido para falar por exemplo só do reino animal, logicamente que não tem nada a ver você resolver de uma hora pra outra querer falar de culinária árabe e querer que todos os leitores aceitem e gostem dos novos temas abordados por você. Caso queira mudar completamente de foco e assunto o ideal é você criar outro blog para atender esta necessidade.
O que muitos blogueiros não entendem é que todo leitor gera uma expectativa em cima daquele blog que ele passou a acompanhar, devido ao assunto que interessou a ele em algum momento,.

Como exemplo, vamos supor que eu tenha um cãozinho e quero saber tudo sobre como cuidar dele então achei seu blog maravilhoso que aborda tudo sobre cães com textos que abordam exatamente o que eu buscava saber sobre este tema, além de conter as informações que preciso eu  ainda gostei muito de você  que me pareceu um blogueiro bastante interativo e atencioso com seus leitores.  Tudo ia bem até que de repente você resolve mudar seu blog de nicho sobre cães para blog  de culinária árabe, e outros assuntos nada a ver com a proposta inicial, nada tenho contra a culinária árabe nem contra você que resolveu mudar o tema do blog, mas não foi o assunto que eu procurava no seu blog e nem era o assunto que me tornou leitora fiel dele.

Nestas circunstâncias, como irei aproveitar seu conteúdo? Não sei você, mas pra mim só me resta parar de acompanhar seu blog, visto que meu interesse ali acabou a partir do momento que você deixou de ser de nicho e virou sem nicho, com isso inevitavelmente uma hora ou outra, seu blog sem nicho vai acabar virando lixo pra mim e pra muita gente, visto que não atende mais as minhas expectativas. Logico que ninguém deve blogar apenas pra agradar o leitor, mas desconsiderá-lo completamente também não é um bom caminho a se trilhar.

Blogs sem nicho

Creio que entra na categoria de blogs sem nicho aqueles que não têm um tema definido, pois já nasceu assim com a proposta de falar sobre variedades ou generalidades que brotassem naturalmente das mentes criativas de seus autores. São blogs que falam de tudo, sem parada obrigatória em nenhum tema único, tudo ali pode ser transitório e surpreendente. As possibilidades de temas a serem abordados nestes tipos de blogs parecem bem maiores, visto que o fato de não se prender a assuntos determinados deixam seus autores mais livres para explorar o terreno que quiserem.


Exemplos de blogs sem nicho especifico

  • O legal na web - é o blog do famoso twiteiro blogueiro @joamot30 que com seu jeito irreverente e debochado posta videos super engraçados, dá dicas para blogueiros e twiteiros iniciantes , bem como apresentando curiosidades diversas.
  
  •  Blogpaedia - é o blog do Isaías Malta, que também não se prende a  conteúdos, abordando várias nuances sobre o cotidiano, sociedade  e suas mazelas, só que sob um ângulo bem diferenciado, com listas e tópicos engraçados e fotos ilustrativas bem inusitadas.

 Analisando seu blog sem nicho

Agora analisando o outro lado da história...

Desde que seu filhinho blog nasceu, ele nunca teve nicho específico, você sempre falou de tudo nele, tudo que você gostava, pensava, sentia, via e lhe acontecia, por vezes seu blog se tornou ao mesmo tempo:  opinião, variedades e pessoal, isto porque sua opção foi sempre ser livre e não se prender a temas pré-definidos já que ao seu redor tem um universo de temas que te instigam sempre a pensar e escrever.

Além disso, você optou por abrir mais seu leque de assuntos porque notou que nem sempre tem aquela inspiração pra falar dos mesmos assuntos e também acontece tanta coisa diferente na sua vida que se fosse pra ter um blog especifico para falar de cada coisa você teria que ter uns mil blogs e muita paciência para administrar todos eles.

Outra coisa que notamos é que assim como todo mundo, sua vida é feita de fases, tem época que estamos mais românticos, mais apegados a determinados temas do que a outros, mas depois passa o tempo, vamos adquirindo outros interesses e conhecimentos, que por conta disso vamos nos interessando por umas coisas e perdendo o ânimo pra outras. Tudo isso assim do nada e sem explicação aparente. Isso é perfeitamente normal afinal o ser humano está sempre em constante transformação.

Com toda essa ebulição de ideias vagando na sua mente, será que cabe mesmo “nichear” seu blog? Por que temos que seguir todos os mesmos padrões e rezar na mesma cartilha? Se seu blog já nasceu sem nicho (sem assunto definido), no qual os que te conhece já sabem do seu estilo e até veio por conta dessa variedades de assuntos, pra quê te serve virar de uma hora pra outra um blog de nicho? Só porque disseram por aí que blog bom e de sucesso é o que tem nicho específico? Precisamos refletir melhor sobre isso...
 
Considerações finais

Não vim aqui pra defender blogs sem nicho, nem blogs com nicho, até porque curto todo tipo de blog, visto que me interesso por vários tipos de conteúdo, por isso acredito que tenha espaço pra todo tipo de assunto na blogosfera, cada leitor é que vai escolher o que mais atende aos seus interesses, cada pessoa se comporta de modo diferente, não dá pra padronizar gostos, conceitos e ideologias.

Os membros da multidão não precisam tornar-se o mesmo ou abdicar de sua criatividade para se comunicar e cooperar entre eles. Mantêm-se diferentes em termos de raça, sexo, sexualidade e assim por diante. O que precisamos entender, portanto, é a inteligência coletiva que pode surgir da comunicação e da cooperação dentro de uma multiplicidade tão variada. (Fonte: HARDT, Michael e NEGRI, Antonio. . Multidão. São Paulo: Ed. Record, 2004.)


Pra mim o que faz o diferencial mesmo é o seu interesse e comprometimento com aquilo que você faz com gosto, trabalhando duro, mas com prazer, porque é algo que você gosta de fazer e se realiza fazendo aquilo. Além disso, a química perfeita entre blogueiro e leitor quem faz são os dois, um falando sobre o que pensa e o outro gostando de pensar junto com ele.

Eu prefiro muito mais uma blogosfera mista sendo rica na sua diversidade do que vê-la engessada e presa nos antigos moldes da revolução industrial, lembra? Cada um fazia uma peça e o operário que fazia aquela peça não tinha a menor ideia de como funcionava o resto do processo industrial, o que houve com ele? Não se busca mais este tipo de perfil no mundo contemporâneo, no qual a bola da vez é a informação e a gestão do conhecimento.

Que tal mudarmos de paradigma?

Precisamos estar cientes de que os blogueiros são pares. Não há um cérebro
central que comande toda a produção cognitiva, mas um esforço conjunto que produz conteúdo através do intercâmbio de idéias. “A inteligência do enxame baseia-se fundamentalmente na comunicação” (Fonte: HARDT, Michael e NEGRI, Antonio. . Multidão. São Paulo: Ed. Record, 2004.)

As citações mencionadas  ao longo deste texto podem ser encontradas no seguinte artigo:

Leia mais sobre blogs e nichos:



Sobre a Autora:
Ana Karenina

Ana Karenina - Autora do blog Escritos Ideológicos. Uma baiana, natural de Salvador, adora ler, blogar, tuitar e interagir na internet. Tem como única pretensão na blogosfera: ser feliz escrevendo sobre o que gosta.