![]() |
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.
|
Manual prático para lidar com gente chata nas redes sociais
In Crônicas, In Humor, In Redes Sociaisquinta-feira, 13 de junho de 2013
A Liberdade de opinião é um Direito, não uma Obrigação
In Redes Sociais, In Reflexões, In Sociedadequinta-feira, 6 de junho de 2013
Três décadas de democracia ensinaram muito, mas ainda é preciso avançar. Começando pela ideia de que a liberdade de expressão não funciona como um guarda-chuva que abriga discriminação e intolerância. Pelo contrário. Os vários tipos de discriminação minam a conquista da liberdade ao representarem uma visão de mundo reducionista e excludente. [Luciana Andrade]
Utilizada, primeiramente pelos Estados Unidos, com finalidade bélica, a Internet passou, de mero meio de transmissão de informações a condição de local de encontro, debate e engajamento da defesa de movimentos sociais e políticos. Chegou a referido status devido, em grande parte, às facilidades oferecidas, dentre as quais se destacam a velocidade na transmissão de dados, o baixo custo e a facilidade de uso. [Letícia Bodanese Rodegheri, Noemi de Freitas Santos]
A liberdade de expressão precisa ser não apenas exercida, mas ensinada nas escolas. Como se expressar de forma ética e juridicamente correta? Como manifestar sua opinião, seu direito de protesto, sua reclamação de consumidor sem que isso se transforme em um abuso de direito. O limite entre liberdade e prática de crime é bem sutil. E faz toda a diferença a escolha do texto, qual palavra será publicada para expor no mundo, em tempo real, um pensamento. [Patrícia Peck Pinheiro]
![]() |
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.
|
E o Prêmio Quiabo do Ano 2013 vai para… Marco Feliciano!
In Atualidades, In Curiosidades, In políticasegunda-feira, 20 de maio de 2013
Desde 2006, a tradicional “Festa Nacional do Quiabo” é realizada em Paraopeba, no interior de Minas, cidade a cerca de 100 Km. de Belo Horizonte.
A festa acontece em todo final do mês de maio e início de junho, coincidindo com o aniversário de emancipação político-administrativa do Município. Pelos dados da EMATER, Paraopeba é o maior produtor nacional de quiabo.
Curiosamente, no interior de Minas, chamar alguém de "quiabo" é o mesmo que dizer que tal pessoa "possui habilidades para se esquivar de problemas” ou é “escorregadio”, “liso” ou “que nunca assume nada do que diz ou faz".
Durante a “Festa Nacional do Quiabo”, existe o prêmio “Quiabo do Ano” (ou “Kiaboo Prize”), honraria conferida pelo blog “Os Invicioneiros”, nos moldes do “Framboesa de Ouro”, à personalidade nacional ou internacional que mais se destaca no ato de “quiabar”...
Neste ano, o “Kiaboo Prize” vai para o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, e pastor evangélico conhecido por ter emitido opiniões polêmicas envolvendo homossexuais e negros.
Apesar de todas as pressões de ativistas de Direitos Humanos, o deputado se nega terminantemente a renunciar à função de presidente da Comissão de Direitos Humanos e chegou, inclusive, a propor: “Eu saio da comissão se os mensaleiros José Genoíno e João Paulo Cunha renunciarem à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania…!”. Tal proposta causou furor na cúpula petista.
Liso e escorregadio, o nobre parlamentar Marco Feliciano receberá em seu gabinete, em Brasília, uma caixa de 40 Kg da hortaliça…
Veja os vencedores dos anos anteriores e os motivos para a premiação, clicando nos nomes ou assistindo aos vídeos:
2006 - Silvinho do PT
2007 - Léo Messi
2008 - Ronaldo Fenômeno
2009 - Vanusa
2010 - Neymar
2011 - Aécio Neves
2012 - Demóstenes Torres
Sobre o Autor:
![]() | Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira. |
Leia esse artigo completo no blog Os Invicioneiros.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.
Os Embargos Econômicos
In Crônicas, In Opinião, In políticasegunda-feira, 13 de maio de 2013
Nestes tempos em que muito são pregadas a paz, a igualdade social e a sustentabilidade, as potências econômicas mundiais ainda insistem em aprovar os malditos “embargos econômicos”. Uma forma mais que radical para se tentar “enquadrar” nações tidas como de governos tirânicos, privando-as de comercializar com outras nações.
Na prática, é uma tentativa nada cristã de se punir o povo de determinada nação, privando-o do acesso aos gêneros mais básicos, com o objetivo de fazê-lo se rebelar contra o seu governo e demovê-lo do poder.
Ocorre que os efeitos desses embargos, também conhecidos como “bloqueios econômicos”, podem levar a situações ainda mais catastróficas, infligindo dor e sofrimento aos que não podem se defender: os mais pobres, crianças e idosos, acendendo assim os estopins para guerras de dimensões imprevisíveis.
Quando uma nação tem um governo radical, inflexível, de nada adiantam as sanções econômicas advindas de uma potência mundial como os EUA, por exemplo, pois a tendência é que tal governo se mantenha ainda mais firme em seus propósitos ao usar os próprios EUA como “inimigos externos”. Na verdade, quem sofre as consequências dos embargos é o povo da região ou país afetado, como observamos na Faixa de Gaza, região de conflito entre árabes e israelenses. Nestes momentos constata-se a ineficácia de tais medidas, pois o que assistimos é um espetáculo dantesco, com pessoas famintas e doentes tentando fugir da área bloqueada. Seres humanos se debatendo contra a inanição e a morte, enquanto não lhes são permitido o livre acesso aos gêneros de primeira necessidade, como comida e medicamentos.
Os embargos econômicos, na opinião de muitos economistas, ao contrário do pretendido, acabam fortalecendo ainda mais o governo local, como ocorreu com Saddam Hussein, Fidel Castro, Adolf Hitler, dentre outros, que apesar das medidas adotadas contra eles, sustentaram-se por muito mais tempo no poder. Alguns países como a Coreia do Norte adaptaram-se ao bloqueio e sobrevivem, isolados em seus regimes políticos e ameaçando a tudo e a todos.
Uma curiosidade envolvendo tais embargos, ocorreu durante as guerras napoleônicas. Em 1806, numa tentativa de bloquear economicamente o Reino Unido, criou-se o chamado “Bloqueio Continental”, que proibia as nações europeias de comercializar com os britânicos. Entretanto, na prática, tal bloqueio não teve como ser integralmente executado, por um detalhe: revelou-se mais prejudicial a outros países do que para a potência industrial britânica, por motivos óbvios...
Segundo especialistas, somente a diplomacia pode resolver tais impasses. As negociações devem se limitar aos planos político e humanitário, jamais ao econômico, respeitando-se a soberania e a autodeterminação dos povos, uma vez que os embargos transformam o próprio povo, que poderia ser um grande aliado contra o governo totalitário, no principal inimigo da nação ou nações que pactuam e impõem o bloqueio.
Em termos estratégicos, os embargos econômicos, além de ineficazes, revelam a face mais cruel e impiedosa do mundo globalizado capitalista: fazem do povo sofrido e faminto o seu refém.
[Crônica publicada na Folha de Paraopeba, edição de Março de 2013]
Sobre o Autor:
![]() | Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira. |
Ler e Escrever Bem Com o Auxílio dos Recursos Tecnológicos
In Atualidades, In Opinião, In Redes Sociaisquinta-feira, 9 de maio de 2013
Sempre fui muito adepto da frase que diz que todo bom leitor acaba se tornando um bom escritor. Acho que a leitura é fundamental para aperfeiçoarmos a nossa escrita. Através da leitura é possível expandir nosso conhecimento gerando novas ideias e pensamentos. É inegável o bem proporcionado pela leitura.
Dia desses eu ouvi uma frase também muito interessante: “para ler bem é preciso ler muito, e para escrever bem é preciso escrever muito”. Certamente a frase acima cria uma nova visão sobre o processo leitura/escrita. Penso não se tratar de uma receita infalível que pode ser usada por todos com resultados iguais, é óbvio que o alcance de tal metodologia vai depender muito da dedicação e empenho de cada um. Mas é fato que o treino é condição sine qua non para obtenção de resultados satisfatórios em quase todas as esferas.
Somos testemunhas do surgimento de uma nova linguagem, o internetês e o miguxês, que está cada vez mais presente, especialmente nas redes sociais. Alguns defendem o uso por se tratar de ambiente próprio, de minha parte eu prefiro não usar, pois como eu disse acima, a prática acaba nos aperfeiçoando, e se a pessoa pratica o errado, certamente quando precisar ela não saberá fazer o certo.
A leitura e escrita são processos muito complexos e as dificuldades podem ocorrer de maneiras diversas, além disso temos a aquisição da leitura e escrita como fator fundamental e favorecedor dos conhecimentos futuros; é uma ferramenta essencial, ou mesmo a estrutura mestra onde serão alicerçadas as demais aquisições. É apoio para as relações interpessoais, para a comunicação e leitura de seu mundo interno e externo. [Tânia Maria de Campos Freitas]
Eu sempre admirei as pessoas que conseguem se expressar bem através da escrita, que conseguem elaborar um texto que prende nossa atenção pela suavidade das palavras e clareza de expressão. Imagino que não deve ser uma tarefa das mais simples, pois exige muito treino e dedicação.
Recentemente o Jornal Nacional exibiu uma excelente reportagem sobre as dificuldades dos estudantes que buscam estágios, em virtude dos erros de português. Foi constato que os erros de português são a principal causa de reprovação de candidatos a estágios. [link aqui]
"O português útil é aquela habilidade linguística que deve vir de todos os sentidos, em especial o visual e o auditivo. A clareza do texto é fruto da clareza do pensamento, da coerência das ideias. No fundo, português é o reflexo da sua capacidade, bagagem, leitura e do seu investimento", afirma a mestre em Linguística e pesquisadora Laila Vanetti, diretora da Scritta, que oferece consultoria sobre habilidades de comunicação a empresas.
Vejo muitas pessoas relatando as dificuldades encontradas para escrever dentro das normas do nosso idioma, confesso que também tenho certa dificuldade, pois nossa língua pátria possui muitas variantes, que acabam nos causando muitas dúvidas. Mas com o fácil acesso aos meios tecnológicos tal tarefa está bem mais felicitada, dependendo, é claro, da dedicação de cada um.
Certamente que a habilidade com as palavras exige dedicação, e, atualmente, muitos preferem gastar o tempo, sobretudo nas redes sociais, compartilhando inutilidades que nada acrescentam ao nosso conhecimento. Se despendessem um pouco desse tempo lendo algo útil, poderiam adquirir um aprendizado enorme.
A internet é um ambiente extremamente encantador, hoje é praticamente impossível vivermos sem se utilizar pelo menos um ou alguns recursos midiáticos. Muitas das tarefas que antes nos roubavam um precioso tempo, podem ser resolvidas com poucos cliques. É inegável que os avanços tecnológicos trouxeram significativos progressos. Porém, é preciso ter sabedoria para transformar essa facilidade de informação em conhecimento e com isso obter um crescimento intelectual.
A tipo de interação proporcionada pelas redes sociais estreitaram os laços afetivos e alavancaram a comunicação de massa. Mas creio que tais recursos podem ser usados muito além da simples criação, atualização e interação entre perfis nas redes sociais. Podemos usar tais ferramentas como instrumentos para adquirir e levar conhecimento com toda praticidade que uma comunicação instantânea proporciona. Cabe a cada um decidir que tipo de utilidade esses recurso terão na sua vida, se serão somente instrumentos de lazer e diversão, ou se serão também ferramentas de aprendizado.
Sobre o Autor:
![]() | José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+. |
Preguiça de ler, o grande dilema das redes sociais
In Opinião, In Redes Sociaissegunda-feira, 1 de abril de 2013
Todos sabem que gosto muito do assunto redes sociais, talvez seja porque, através desse serviço e da diversificação de pessoas, seja possível acompanhar o comportamento e as manias de um número muito abrangente desses indivíduos.
Percebo claramente que existe uma certa tendência das pessoas para compartilhar as informações que exijam pouco raciocínio, mais especificamente, imagens sem muito texto. O motivo é quase sempre o mesmo: preguiça de ler. Se uma determinada postagem possui mais do que 5 linhas, poucas pessoas vão ler o texto todo.
O hábito de leitura é como um músculo que precisa ser desenvolvido. Se você não usar seus braços ou suas pernas por meses e depois disso tentar fazer um movimento com os músculos atrofiados, vai sentir dor, incômodo, exaustão…será chato pra caramba. Aí você vira para mim e diz: “Eu não gosto de me mexer!” Não é verdade. É incômodo pela falta de exercício, mas se você se sacrificar e ignorar o incômodo com o foco no objetivo maior, terá uma super recompensa ao final do esforço. [Vanessa Lampert]
Eu sempre gosto de destacar que tenho muito gosto pela leitura. Aprendi desde jovem a praticar esse hábito que acho fundamental para o desenvolvimento do nosso intelecto, da nossa redação, da nossa fala. A hábito da leitura nos torna cidadãos mais difíceis de serem manipulados, nós dá a confiança para sermos críticos e acima de tudo questionadores. Isso acaba nos fazendo ser mais respeitados, pois amplia nossos argumentos .
Sempre que posso gosto de estimular as pessoas a lerem. Pois é um hábito relativamente barato mas que traz benefícios incalculáveis para quem se dedica a este maravilhoso ofício.
Se você tem preguiça de ler por que não diz exatamente isso? Por que insiste em dizer que as pessoas escrevem muito? Hein? [Horlando Halergia]
A leitura e a escrita estão intimamente ligados, escrever bem exige muita dedicação e acima de tudo muita leitura. O ato de escrever está incondicionalmente atrelado à cultura, à sabedoria, à boa argumentação, ao poder crítico do autor. Semente se adquire tal bagagem de conteúdos através da hábito cotidiano da leitura. Por isso podemos afirmar categoricamente que por trás de um bom escritor está um grande leitor.
A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo. [Joseph Addison]
Interessante é perceber que o hábito da leitura acaba nos fazendo viciados, quando mais lemos mais queremos ler. O prazer da leitura acaba nos tornando dependentes, fazendo aos poucos, de forma imperceptível, que a preguiça nos abandone.
Muitos gostam de se apegar à célebre frase: “uma imagem vale mais do que mil palavras”, para justificar o pouco hábito da leitura. Muito comumente vemos alguém invocando tal adágio, mas é bom que se diga que as maiores discussões presentes nas redes sociais, são, quase sempre, provocadas exatamente pelas interpretações equivocadas que muitos fazem, sobretudo apenas “lendo” o que está ilustrado na imagem, sem se preocupar com o conteúdo presente no texto.
Um público comprometido com a leitura é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por ideias. [Mário Vargas Llosa]
Recomendo que todas as pessoas pelo menos tentem adquirir esse hábito, comecem lendo livros menores e aos poucos vá aumentando. Em pouco tempo você vai perceber que seu cérebro vai se habituar de tal forma com isso, que se tornará algo trivial. Se você não tem muita paciência com livros, adquira o hábito de ler o que está presente e disponível na internet ou nas redes sociais, garanto que tem muita coisa boa por aí só esperando o seu reconhecimento.
Além de fazer bem pro nosso intelecto a leitura nos torna muito mais críticos. Ser questionador, num mundo em que a informação chega cada vez mais rápido, tornou-se quase uma obrigação, haja vista que somos bombardeados diariamente por um grande número de mentiras e bobagens postadas pela web. Quem não possui senso crítico acaba aceitando como verdade tudo que é postado sem pestanejar ou questionar, pois fica com medo, ou com vergonha de não saber contra-argumentar. Sei perfeitamente que alguns pensam que ler é um sacrifício muito grande, mas diante dos benefícios acho que vale muito a pena o sacríficio, ou não?
Então a partir de hoje em sua vida, seja na leitura ou em qualquer outra coisa que esteja difícil por não ter se tornado um hábito, decida sacrificar sua vontade e fazer o esforço. A recompensa vale o sacrifício! Você vai ver o quanto vai ganhar não apenas por ler, mas por se dispor a sacrificar. [Vanessa Lampert]
Sobre o Autor:
![]() | José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+. |
Debates virtuais ou mera discussão? Quem decide é você!
In Opinião, In Redes Sociaissexta-feira, 1 de março de 2013
Rede social é uma maravilha, pois proporciona a todos os mesmos direitos. Qualquer um pode criar um perfil e começar a emitir opinião sobre os mais diversos assuntos. Não há ditadura, a não ser a política de uso dos serviços, se a pessoa não fizer nada muito fora do normal, qualquer opinião é aceita, inclusive as mais absurdas.
Assim sendo qualquer pessoa que tenha um perfil nas redes sociais, já emitiu opinião sobre algo colocando o ponto de vista. Conforme o assunto, isto pode acabar desencadeando uma polêmica sem precedentes, jogando para o campo de batalha a turma dos a favor X a turma dos contra. Nesse caso, o debate precisa ser permeado pelo respeito para não cairmos da vala comum das discussões frívolas, o que não é interessante pra nenhuma das partes.
O que põe o mundo em movimento é a interação das diferenças, suas atrações e repulsões; a vida é pluralidade, morte é uniformidade. [Octavio Paz]
Certamente muitas pessoas já devem ter presenciado discussões e mais discussões nas redes sociais. Algumas interessantes, outras pautadas pelo desrespeito, o que acaba evidenciando, de forma bem cristalina, o nosso antepassado primata, com todo respeito à nossa origem.
Sempre gosto de fomentar debates, levando para as redes sociais que participo, algumas opiniões sobre assuntos polêmicos. Aprendo muito com essas discussões, aprendo até mesmo com quem não tem opinião, ou com quem desvirtua um assunto para poder pelo menos participar.
Mas uma coisa sempre me intriga, o inquirição sobre o óbvio ululante. Quando eu emito uma opinião sobre determinado assunto, é óbvio que é o que penso. Outras pessoas podem, e têm todo direito de ter opinião divergente, contando que mantenham o mínimo de respeito, sobretudo, à minha inteligência.
Acho totalmente dispensável os comentários do tipo: “mas isso é o que você pensa, outras pessoas podem pensar diferente”. É claro que é, e é óbvio que podem, ninguém precisa me lembrar disso, é necessário apenas argumentar o ponto de vista no comentário, sem precisar deixar esse lembrete. Se alguém provar que meu pensamento está equivocado, não tenho vergonha nenhuma de reconhecer o erro e pedir desculpas.
Sabemos que as redes sociais podem representar um ótima ferramenta para a troca de informações, sendo que o seu imediatismo é o mecanismo ideal para o embate de ideias, pois proporciona a várias pessoas das mais diferentes regiões ou países, a participação simultânea. Além de ser ferramentas de interação, elas proporcionam múltiplas funções e oportunidades. Sendo assim, temos inutilidades pra todo gosto, assim como temos pessoas interessantes querendo compartilhar conhecimento. Cabe a cada um decidir o que vai consumir.
Se você usa sua rede social apenas para futilidades, é um direito seu, mas posso garantir que você está perdendo uma ótima ferramenta de aprendizado e troca de informações.
Sobre o Autor:
![]() | José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+. |
Amizades Virtuais X Amigos Reais, Como Conviver Com Esse Dilema?
In Opinião, In Redes Sociaisquinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
O aparato tecnológico a que somos expostos é hoje uma realidade com a qual é praticamente impossível não conviver. Muitos dos serviços que despendiam um tempo enorme para serem executados hoje custam poucos cliques de mouse. É necessário uma mudança de postura, pois trata-se de uma tendência irreversível, ou nos adaptamos, ou ficaremos dependentes de alguém que entenda um pouco mais do assunto.
Imagem: http://www.wambie.com
Não bastasse as pessoas terem que aprender a conviver com todo esse aparato eis que surge um novo paradigma nas relações interpessoais, as redes sociais, que segundo a Wikipédia é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns.
Quase todos que frequentam o universo virtual conhece ou se faz presente em alguma rede social. Hoje em dia é praticamente impossível existirem pessoas que não estão conectadas a alguém, virtualmente falando. Porém tal tendência acaba gerando um dilema que muitas pessoas ainda não devem ter se dado conta: as pessoas reais estão recebendo o mesmo tratamento dispensado aos amigos virtuais?
Muito possivelmente a maioria irá responder que não. O medo constante da violência urbana tem ocasionado uma certa resistência das pessoas aos relacionamentos interpessoais. No universo virtual, apesar de existirem também alguns riscos, eles são menores se levarmos em conta o número de ocorrências noticiadas diariamente nos meios de comunicação. Mas não podemos simplesmente substituir os amigos reais pelos virtuais, erguendo uma barreira instransponível para o convívio humano. Em que pese os relacionamentos virtuais serem figuras cada vez mais constantes na nossa vida, nada substitui o calor humano.
Pesquisadores da Universidade Flinders , em Adelaide, na Austrália, mostraram que os idosos com uma rede social efetiva têm 22% menos chance de morrer num prazo de dez anos. Por "rede social efetiva", os estudiosos entendem aqueles contatos com amigos e conhecidos que acontecem tête-à-tête, por telefone, carta ou e-mail. Eles afirmam que o contato físico é mais eficaz, mas quaisquer das outras três formas de contato teve mais influência na sobrevida dos voluntários do que a convivência com crianças ou família. [Revista Galileu]
É evidente que não estou aqui querendo instituir um “caça as bruxas” aos relacionamentos virtuais, eles existem, e em alguns casos podem fazer bem as pessoas. Porém não podemos pensar que o fato de termos dezenas, centenas e até milhares de pessoas no nosso perfil virtual, significa um igual número de amigos, ou que somos potenciais candidatos ao estrelismo. Precisamos ter cautela, na maioria dos casos, os amigos virtuais são voláteis e não gostam muito de fincar raízes.
Gosto sempre de alertar que na vida virtual as pessoas nem sempre são o que apresentam. Muitos, na busca pela popularidade, moldam um perfil para torná-lo atraente para outras pessoas, mas que na realidade não passa de um personagem. Por isso é sempre bom ter cautela nas informações que repassa nas redes sociais para os amigos virtuais. Protegidos pela falsa segurança de estar camuflado pelo do computador, a pessoa acha que contar detalhes da sua vida pessoal não lhe trará transtornos, mas as experiências que são noticiadas sobre isso pela internet são bem aterrorizantes, por isso não conte nada sobre o que possa se arrepender depois.
"O contato real entre as pessoas é ótimo para a amizade , mas compartilhar algo importante com alguém, mesmo que online, também faz bem à saúde". Para que os benefícios apareçam, é preciso levar para o mundo virtual as atitudes que tornam saudáveis as amizades com contato físico. Dar ajuda e sustentação emocional é um exemplo de atividade que pode ser exercida pela internet e que terá efeitos sobre o "amigo". [Revista Galileu]
Sei perfeitamente que alguns amigos virtuais são muito amáveis e de fácil relacionamento, pra não dizer atraentes. Nesse caso pinta um desejo quase incontrolável de transformá-lo num divã para os problemas do dia a dia. Mas é bom que se diga que nesse caso o amigo virtual nem sempre conhece detalhes da sua vida pessoal e muito provavelmente não vai conseguir dar o conselho mais adequado para um problema, pois não convive com sua realidade.
Outro agravante é que praticamente impossível saber se uma conversa pelo Facebook, ou qualquer outra rede social, está sendo levada a sério pela outra pessoa. Não temos como mensurar isso, nessa hora, a frieza da internet atrapalha muito tal avaliação.
É fato que algumas pessoas possuem a incrível capacidade de fazer nosso dia mais feliz com uma simples mensagem postada no perfil. São pessoas que possuem uma percepção muito interessante, pois conseguem postar exatamente o que precisamos ouvir naquele momento.
Enfim, o que podemos perceber é que nada substitui o calor humano, em qualquer comparação que se faça o amigo real sempre irá levar vantagem, pois nada pode substituir um abraço de verdade quando estamos passando por momentos difíceis e felizes também. Por isso, aproveite seus amigos virtuais, mas não se esqueça de dar especial atenção aos seus amigos reais, pois na hora do aperto são eles que irão te socorrer.
Sobre o Autor:
![]() | José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+. |
Futebol & Malandragem
In Crônicas, In Esporte, In Futebol, In Humorsegunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Após um longo e tenebroso inverno (êta clichezinho!), retorno à caserna. Tempo e inspiração escassos, até que um lance de futebol do meio da semana passada serviu de motivação para eu escrever este post.
Os ídolos Ronaldinho Gaúcho, do Atlético Mineiro, e Rogério Ceni, do São Paulo, saíram da Mesmice Futebol Clube e protagonizaram um dos lances mais inusitados dos últimos tempos, no confronto pela fase de grupos da Libertadores.
Após ser atendido pelo “bom samaritano” goleiro são-paulino e se saciado com alguns goles de água, Ronaldinho matreiramente recebeu, “na banheira”, uma bola da cobrança de lateral e rapidamente centralizou para a chegada do centroavante Jô empurrar para o fundo das redes, abrindo o placar da vitória atleticana por 2 x 1.
Nenhum jogador do Soberano reclamou, afinal não existe impedimento em cobrança de lateral...
Na saída do primeiro tempo, Ronaldinho, sitiado pelos repórteres, apenas limitou-se a dizer que aquele foi um lance casual, “de sorte”… Sorte e astúcia na “sede” de vitória do Camisa 10 do Galo!
Com base nesse lance, eu pesquisei no Youtube e separei mais dois outros que, coincidentemente, ocorreram nos gramados de Minas. São lances lendários que mostram a malandragem dos atacantes e a lerdeza eventual dos goleiros (em situações constrangedoras e hilariantes).
Ronaldo versus Rodolfo Rodríguez
Pelo Brasileirão de 1993, o Cruzeiro goleou o Bahia no Mineirão. Porém, o que ficou marcado foi o lance em que o lendário goleiro uruguaio Rodolfo Rodríguez, estressado com os seus zagueiros sonolentos, esqueceu a bola no chão, após fazer uma boa defesa. Ronaldo - na época um garoto franzino - furtivamente tomou-lhe a bola e chutou para o fundo do gol.
Malandragem e esperteza daquele que se consagraria como um fenômeno no futebol mundial. O lance marcou a carreira do bom goleiro Rodolfo Rodríguez que, antes desse episódio, havia tido uma passagem de destaque pelo Santos.
Fábio “de Costas”
Na primeira partida da decisão do Mineiro de 2007, o Atlético Mineiro acabava de marcar o terceiro gol sobre o Cruzeiro, até que na reposição de bola do meio do campo, os jogadores do time azul batem cabeça e o atacante pesadão do Galo, Vanderlei, rouba-lhes a bola e percebendo que o goleiro Fábio estava de costas para o campo, rola a bola para o gol praticamente vazio.
O lance ficou célebre, rendeu muitas gozações e ficou conhecido como “o gol Fábio de costas” e “o gol do retrovisor”. Só não acabou com a carreira do goleiro cruzeirense porque o Fábio sempre foi um goleiro incontestável.
Agora, se você, caro(a) leitor(a), se lembrar de algum lance de malandragem em que atacantes tenham ludibriado os goleiros e resultado em gol, diga aí e, se possível, poste o link dos vídeos!
Sobre o Autor:
![]() | Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira. |
Novo
In Poesia, In Reflexão, In Religião, In Vidasegunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Cá estamos novamente
Diante da perspectiva de mais um ano
Conceber o que está cima do humano
Deve estar em nossa mente
Não é fácil entender a vida
Muito menos conceber verdades
Nossos erros e acertos também
Na longa estrada percorrida
Nossos defeitos e nossas virtudes
E até o que está muito mais além
Do que podemos perceber
O importante mesmo é ser...
Ser gente acima de tudo
Neste novo ano que se aproxima
Não vai fazer diferença a rima
Nem a metáfora obscura do verso
O que importa mesmo é agradecermos
Por estamos junto mais uma vez
Daqueles que amamos profundamente
Importa lembrarmos aqueles que não estão aqui mais
Pois estarão sempre presentes em nossos corações
Na essência do que somos e seremos
Feliz novo ano!
Lembre-se de ser
Simplesmente
Cada vez mais humano
Agradeça sempre a Deus
Ame profundamente os seus
Compartilhe sempre o que você é
E nunca deixe de exercer sua fé.
![]() | The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas |
Ano novo, já pensou em mudar de atitude?
In Dicas, In Opiniãoquinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Todo fim de ano é quase a mesma coisa, a esperança se multiplica. A limiar de um novo ano parece encher de expectativas todas as pessoas, o ano novo traz consigo as já tradicionais resoluções de ano novo, as esperanças se renovam, como bem profetizou Augusto dos Anjos: A Esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a Crença. Vão-se sonhos nas asas da Descrença, voltam sonhos nas asas da Esperança.
São diversas as promessas feitas no final do ano para serem cumpridas no novo ano: “vou começar um regime alimentar, vou entrar pra academia, vou trocar de serviço, vou viajar mais, vou trabalhar menos, vou ser mais compreensível, vou entrar pra uma faculdade”, e por aí vai.
É bom que se diga que essas intenções são saudáveis a todo ser humano. É importante pensar positivo e acreditar que dias melhores virão. Mas além da intenção é necessário sobretudo a ação, é preciso fazer acontecer, tomar as rédeas da própria vida e mudar a rotina. As mudanças não acontecem de fora pra dentro é preciso que elas nasçam no íntimo de cada um.
Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço. [Immanuel Kant]
Todos temos algum sonho a se realizar e pra isso é preciso atitude, não basta simplesmente viver pelos cantos reclamando dos infortúnios da vida. É necessário partir para ação, as nossas ações é que irão determinar o tamanho dos nossos resultados.
O ano que se inicia pode realmente significar algo novo, pode significar mudança pra melhor, mas pra que isso ocorra é necessário deixar de lado o comodismo e partir pra medidas efetivas de mudança. É preciso superar desafios, e, pra que isso ocorra, é necessário dar o primeiro passo, já percebeu que toda longa jornada começa com o primeiro passo? Você tem tudo que precisa pra começar essas mudanças dentro de você, só esperando seu reconhecimento, faça acontecer.
Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. Mas toda mágica é ilusão . E ilusão não tira ninguém do lugar onde está. Ilusão é combustível de perdedores. [Roberto Shinyashiki]
É preciso ser protagonista da própria história, mudar de atitude, o ano que se inicia pode representar isso. O começo de um novo tempo na sua vida. A questão fundamental é não aceitar passivamente as situações que são impostas como normais, é aprender a lutar contra as condições adversas pra atingir nossos objetivos. É correr atrás dos sonhos, e, pra isso, é preciso persistência, não podemos desanimar no primeiro obstáculo. A vitória só é possível pra aqueles que não desistem no meio do caminho.
É importante não ter medo do fracasso, pois ele faz parte do nosso aprendizado. O fracasso é apenas uma nova oportunidade pra fazer melhor, trata-se apenas de uma alteração de rota temporária no caminho para o sucesso.
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. [Fernando Pessoa]
Faço do ano que se inicia algo diferente, ao invés de apenas promessas de mudanças, mude de atitude e parta para ação. São exatamente essas ações é que irão determinar e farão a diferença na busca por seus objetivos.
Que a chegada de um novo ano represente o início das mudanças que todos vocês que leem meu blog almejam. Que vocês tenham fé nessas mudanças e tenham sobretudo atitude pra fazer com que elas aconteçam. De minha parte eu torço pra que você tenha essa atitude de mudança e que acredite no seu potencial pra alcançá-las, o resto virá por acréscimo.
Não abra mão dos seus sonhos!
Sobre o Autor:
![]() | José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+. |
Dead Dog Greatest Hits 2012
In Cartuns, In Filosofia, In Humor, In Quadrinhosquarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Resolvi postar aqui no blog as 12 tirinhas da série Dead Dog que o pessoal mais comentou, publicadas em 2012 no dominical “Supimpa” do Supernotícia, que tem como editor o aclamado chargista Duke, de quem eu tenho o maior orgulho de ser colaborador nesse projeto, que tem como objetivo nobre a divulgação do trabalho dos cartunistas mineiros.
Desta feita, eu selecionei as 12 + do filósofo cãozinho Paintbrush, protagonista da série:
Não deixem de acompanhar esta e outras tirinhas, aos domingos, no Supernotícia.
Thanks: @DukeChargista
@MarcioTulioMoura
Sobre o Autor:
![]() | Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira. |

















