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De criança para criança

A tecnologia que nos uniu, é a mesma que nos separa.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

 

Vivemos num tempo em que a correria do dia a dia é quem dita o ritmo. O mundo evoluiu, a tecnologia facilitou nossa vida. Mas ainda não encontraram nada para substituir o calor humano.

 

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Grande parte de nossa nostalgia não é oriunda da falta de habilidade em lidar com a modernidade, mas um misto de saudade e tristeza por lembrar do tempo em que as relações humanas eram mais importantes do que atualizar o perfil numa rede social.


Temos tempo para tudo, para baixar nossas músicas, para atualizar nosso perfil, para ler diversos sites de notícias, para manter nossos amigos no Whatsapp informados a nosso respeito. Mas não temos tempo para conversar pessoalmente com eles.

 

A evolução tecnológica nos tornou mais egocentristas, sem que percebêssemos. Talvez seja esse o motivo da depressão ser hoje o mal do século.

 

A causa  muitas vezes pode ser ocasionada por essa falsa ilusão de que a tecnologia nos uniu, quando na verdade somos só nós e o computador, o tablet ou o smartphone. Quando nos damos conta disso, percebemos que vivemos ricos de modernidade e pobres de materialidade.

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

Achado não é roubado! Mas e a ética e a moral, onde ficam?

quinta-feira, 17 de julho de 2014

 

Que me desculpem os mais otimistas mas hoje estou um pouco decepcionado com o ser humano. A gente que exige tanto ética e  moral dos nossos governantes, que deveríamos ser os primeiros a dar exemplo. Exemplo de honestidade, de retidão, de caráter. Estou especialmente decepcionado por um fato que aconteceu com minha esposa ontem no shopping de uma cidade vizinha a nossa, mais especificamente em Sete Lagoas.

 

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Por ser feriado religioso na minha cidade aproveitamos a folga para fazer umas compras e passear com nossos filhos. Em dado momento minha esposa se dirigiu ao fraldário do shopping para amamentar meu filho recem-nascido e como eu tinha que resolver outras coisas acabei por tomar outro rumo.


Qual não foi minha supresa ao receber a ligação dela de outro telefone dizendo que tinha perdido seu celular. Quando a encontrei novamente ela me relatou que foi amamentar nosso filho e acabou colocando o celular numa bancada próxima, ao sair acabou esquecendo o aparelho. Quando deu falta dele acabou voltando ao fraldário e encontrou uma senhora que limpava o local, essa senhora disse que havia acaba de entrar uma moça loira passando mal e que percebeu quando ela saiu carregando um celular amarelo, certamente o da minha esposa.
Não estou aqui fazendo mencão à questão material do bem, que é totalmente insignificante perto do valor sentimental. Esse aparelho eu dei de presente pra minha esposa por ocasião de seu aniversário em junho passado. Justamente para que ela pudesse registrar os momentos de crescimento de nosso filho. O aparelho tinha várias fotos e vídeos dele.


Me entristece muito é perceber como algumas pessoas não possuem o mínimo de educação, de moral, de ética. Esses valores foram os primeiros ensinamentos dos meus pais. O que é meu é meu o que é do outro é do outro. Eu carrego comigo esse ensinamento desde a infância. Jamais faria algo semelhante. Até mesmo porque a gratidão da pessoa quando devolvemos algo que ela perdeu não tem dinheiro que pague.


Percebemos que em nosso país existem pessoas honestas, mas existem corruptos. Muitos deles no poder. E sabemos perfeitamente porque eles estão lá. Eles são o reflexo de alguns que não possuiram uma formação moral por parte da família. Pessoas comuns, que convivem conosco em muitos casos reclamando dos nossos políticos. Mas incapazes de devolver um simples aparelho que não lhe pertence. Minha tristeza não é pela perda do bem, mas pela decepção de perceber que em nosso meio existem mais corruptos do que se imagina, pessoas cujo dinheiro é mais importante do que qualquer valor ético ou moral.

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

Reflexões sobre a copa, ou não…

segunda-feira, 14 de julho de 2014

 

E agora José? A copa acabou, o legado atrasou, a conta sobrou. Não fomos campeões, e nem merecemos. Qualquer um que entenda mais ou menos de futebol sabia que as apresentações da nossa seleção não inspiravam confiança. Torci mesmo assim, como muitos outros também torceram, por acreditar no sobrenatural de almeida que sempre abunda pelo universo futebolístico. Mas desta vez o melhor venceu.

 

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Ficou na boca aquele gosto amargo de derrota. Nesse momento não sabemos o que se destaca mais, o vira-latismo ou o puxa-saquismo. Alguns querem atribuir ao futebol a culpa que, por grau de importância, ele não carrega. Se dentro de campo não brilhamos, muito pelo contrário, demos um vexame histórico. Fora dele a organização não foi um desastre que muitos previram. Muitos estrangeiros voltaram para casa maravilhados com o país que eles só conheciam pelo Google, e, diga-se de passagem, com as piores notícias possíveis.


Gastamos mais do que devíamos num momento inoportuno de nossa economia. Isso também é fato. Qualquer governante de bom senso não teria aceitado tantas imposições custeadas com recursos públicos, sobretudo num país carente de investimentos primários.


Porém, devemos ser realistas no balanço, para perceber que perdemos em alguns aspectos e ganhamos em outros. Nossa seleção foi um fiasco, obras superfaturadas, recursos públicos jogados no ralo, pesam em desfavor da copa, para tristeza dos puxa-saquistas.  Porém, a receptividade do povo brasileiro, os bons estádios, e a organização do evento de um modo geral, foram pontos positivos, para quem esperava o caos total, esses aspectos foram dignos de comemoração, para irritação dos vira-latistas.


Em resumo, creio que a copa vai ficar marcada de alguma forma. Eu só lamento que a falta de noção acabe levando pessoas aos extremos. Não admitindo que você goste de futebol sem dissociar isso das questões políticas e sociais. Perdemos dentro de campo, mas ainda assim, apesar do superfaturamento das obras, a copa não foi esse desastre todo que muitos alardearam.


Sigamos nossa vida, em outubro teremos um compromisso importante pela frente. Que saibamos ser patriotas nesse momento de festa da democracia, escolhendo com seriedade nossos representantes.

 

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

Rousseau e a Raça Uruguaia

terça-feira, 1 de julho de 2014

 

 

 

Que o atacante uruguaio Luis Suárez é um craque, trata-se de um consenso mundial.

 

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Porém, a sua mordida no ombro do zagueiro italiano Giorgio Chiellini, na partida entre Uruguai e Itália, válida pela Copa do Brasil 2010, ficará marcada mais que o seu talento para fazer gols. E tal polêmica, certamente, renderá alguns longas-metragens, documentários e biografias (confesso que sempre tive uma empatia por atletas polêmicos: eles fazem o esporte ser menos chato e mais humano!).

 

Suarez

 

Eu concordo que o Luisito necessite de tratamento psicológico, mas discordo, data vênia, da punição excessivamente rigorosa imposta pela FIFA: suspensão por nove partidas pela “Celeste Olímpica”; multa em torno de R$250.000,00 e afastamento dos gramados por quatro meses (!).

 

E já escuto o coro dos puritanos: “Mas ele é um reincidente!”. Tudo bem, mas é um profissional. Puni-lo e recomendar tratamento, sim, mas privá-lo de seu trabalho não me parece razoável.

 

Se para o craque francês Rousseau, o homem é o fruto do meio, atrevo-me a ir mais além e denunciar: a atitude bizarra de Suárez é consequência da tão propalada “Raça Uruguaia”!

 

Isso mesmo. Essa mística de que os jogadores uruguaios são aguerridos, raçudos, fez o futebol da ex-província Cisplatina involuir a esse ponto: carrinhos, socos, pontapés, cotoveladas, voadoras, rabos-de-arraia, dedo no olho, enxadadas e, agora, mordidas!

 

O glorioso Futebol Uruguaio não pode limitar-se a isso. Lá têm jogadores de talento. O próprio Suárez é uma estrela mundial!

 

Entretanto, há algum tempo, tenho assistido aos jogos envolvendo uruguaios, cujos lances faltosos são de causar vergonha a qualquer botinudo.

 

Na Copa aqui no Brasil, por exemplo, vi os caras, em nome da “raça”, da “vontade” e da “virilidade”, darem entradas tão violentas, tão desleais, que mais pareceram cenas de um filme pastelão. Coisas que não se veem sequer em peladas de fim de tarde!

 

Claro que todo torcedor quer ver o jogador de seu time jogando com determinação, brio, raça, vontade, entrega. Mas isso não é tudo. É preciso saber jogar futebol. A arte pela arte.

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

Salve a tecnologia!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

 

Salve a tecnologia! Que facilitou a nossa comunicação; que nos permitiu acumular amigos nas redes sociais; que fez com que as distâncias fossem encurtadas; que nos faz companhia mesmo estando sozinhos; que nos permite contato instântaneo com os amigos; que mudou nossa forma de relacionar com as pessoas; que nos deu o computador, o celular, o tablet, o smartphone.

 

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Essa tecnologia maravilhosa que aproxima quem está longe e afasta quem está perto. Não preciso mais de abraço, de contato físico, de calor humano, me basta um wifi para eu poder alimentar minhas carências.


Salve a tecnologia! Que veio para mudar a forma de relacionamento. Que entrou em nossas vidas, aparentemente para ficar, e que nos tornou solitários sem que percebéssemos. Essa tecnologia maravilhosa que tem o dom, inclusive, de nos tornar egocêntricos.


Não quero mais diálogo tête-a-tête, meus inúmeros amigos virtuais são muito mais divertidos.

 

Salve a tecnologia! Você é hoje indispensável, mas entre as coisas menos importantes é a mais importante. Um dia vou me dar conta de que você roubou um tempo precioso da minha vida. E que meus amores, amigos, parentes, muitos deles se foram, sem que eu nem percebesse.

 

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

Porque eu não vou torcer contra o Brasil.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Moro num país onde é público e notório o descaso das autoridades legalmente constituídas na gestão dos recursos públicos. Por isso é muito comum ficarmos indignados quase que diariamente, pois todos os dias algo de podre sai do cenário político. Mesmo assim, EU SOU BRASILEIRO.

 

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Ainda que eu não tenha motivos para comemorar as conquistas que todos almejamos e sempre citamos como : saúde, educação, transporte público, segurança, saneamento básico, etc. EU SOU BRASILEIRO.


Ainda que a política desse país pareça regredir ao invés de evoluir. EU SOU BRASILEIRO.


Ainda que eu tenha inúmeros motivos para não acreditar num país mais justo e com melhor distribuição de renda, eu não desisto. EU SOU BRASILEIRO.


Ainda que eu veja com olhos o povo saindo do estado de letargia em que se encontravam para ir para as ruas protestar e exigir um país melhor. EU SOU BRASILEIRO.


Eu sei, e todos também sabem, que nosso país tem vários problemas, muitos deles desde o descobrimento. Mas torço a cara e fico indignado quando algum jornalista estrangeiro critica nosso país. Eu posso reclamar da minha pátria, eles não. Pois, EU SOU BRASILEIRO.


Ainda que tenhamos motivos para desejar, não acredito que o fracasso da Copa do Mundo irá propiciar melhora significativa para esse país. Aliás, acredito até que isso pode acarretar mais problemas que que soluções. Isso eu não quero, pois EU SOU BRASILEIRO.


Expus isso tudo para finalmente dizer que, ao contrário de alguns, eu não vou torcer pelo fracasso do Brasil na copa. Eu não consigo. Sempre que vejo a bandeira do país sendo hasteada em disputa e ouço nosso hino nacional, um dos mais lindos do mundo, diga-se de passagem, eu torço a favor, mesmo que seja contrariado pela condição do país de um modo geral. Acho impossível não desejar ver minha pátria no degrau mais alto do pódio, isso me enche de orgulho. Poderíamos, é certo, ser campeões em outras áreas, mas não somos. Ainda que seja no esporte, meu coração ufanista fala mais alto, por isso, vamos Brasil, eu acredito em você, afinal, SOU BRASILEIRO.

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

Prêmio Quiabo do Ano 2014

sexta-feira, 30 de maio de 2014

 

 

 

Desde 2006, a tradicional “Festa Nacional do Quiabo” é realizada em Paraopeba, no interior de Minas, cidade a cerca de 100 Km. de Belo Horizonte.

 

Frango_Quiabo

 

A festa acontece em todo final do mês de maio e início de junho, coincidindo com o aniversário de emancipação político-administrativa do Município.

 

Pelos dados da EMATER, Paraopeba é o maior produtor nacional de quiabo.

 

Curiosamente, no interior de Minas, chamar alguém de "quiabo" é o mesmo que dizer que tal pessoa "possui habilidades para se esquivar de problemas”, ou é “astuto”, “escorregadio”, “liso”, ou ainda “que nunca assume nada do que diz ou faz". E isso funciona tanto para o bem quanto para o mal…

 

Durante a “Festa Nacional do Quiabo”, existe o prêmio “Quiabo do Ano” (ou “Kiaboo Prize”), honraria conferida pelo blog “Os Invicioneiros”, nos moldes do “Framboesa de Ouro”, à personalidade nacional ou internacional que mais se destaque no ato de “quiabar”...

 

Neste ano, o “Kiaboo Prize” vai para o lateral-direito titular da Seleção Brasileira de Futebol, Daniel Alves, que durante uma partida do Campeonato Espanhol, foi insultado de forma racista por alguns torcedores do Villarreal, que atiraram-lhe bananas enquanto o craque do Barça iria cobrar um escanteio.

 

Sem se fazer de rogado, Dani Alves pegou a banana no chão, descascou-a e foi à luta, cobrando o córner…

 

Dani_Alves_Banana

 

O seu ato inusitado teve grande repercussão na mídia e na internet, como demonstração pacífica de combate à intolerância racial.

 

Pela sua habilidade e presença de espírito, tornou-se um exemplo de “Quiabo do Bem”. Desta forma, Daniel Alves receberá na Granja Comary, uma caixa de 40 Kg da hortaliça…

 

Veja os vencedores dos anos anteriores e os motivos para a premiação, clicando nos nomes:

2006 - Silvinho do PT

2007 - Léo Messi

2008 - Ronaldo Fenômeno

2009 - Vanusa

2010 - Neymar

2011 - Aécio Neves

2012 - Demóstenes Torres

2013 -­ Marco Feliciano

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

Diga Alto!

quarta-feira, 7 de maio de 2014




Nada contra os que aderiram à comilança de bananas - via instagram ou outros aplicativos e redes sociais - em solidariedade ao gesto do craque Daniel Alves, em partida válida pelo Campeonato Espanhol (embora achei que o brasileiro foi de uma coragem danada ao comer aquela banana atirada por um torcedor do Villarreal, que poderia estar “batizada”!).

barcelona_daniel_alves_banana_racismo

O que eu acho é que às vezes hoje, tudo vira modismo, febre ou “hype”, e as causas e consciências, em si, acabam perdendo o sentido e relegadas a um segundo plano.

Eu creio que só posar  para fotos, comendo uma banana apenas para “aderir à causa de combate ao racismo nos estádios”, não irá resolver o problema e nem servirá de conscientização às pessoas de índole racista. O braço estendido com o punho cerrado dos Panteras Negras tinha um simbolismo e um efeito muito maior!

panteras-negras
Nessas horas eu lembro de James Brown, o “Padrinho do Soul”, que, de forma pacífica, sem modismos e sem se fazer de vítima, teve a coragem de gritar bem alto: "Sou negro e tenho orgulho disso!", em plenos anos 60 de uma América racista e opressora:
"Say It Loud - I'm Black and I'm Proud"
[Tradução: "Diga Alto: Sou Negro e Tenho Orgulho Disso"]
Diga alto: sou negro e tenho orgulho disso!
Diga alto: sou negro e tenho orgulho disso!
Algumas pessoas dizem que sou um malandro
Alguns dizem que tenho o pavio curto
Mas eu digo que não vou parar de me mover até que tenhamos o que merecemos
Fomos uma raça que resistiu e temos sido desprezados
Fomos tratados como coisa ruim, falaram que éramos apenas ossos
Mas, assim como é preciso dois olhos para fazer um par,
Irmão, não podemos parar até chegar a nossa vez!
Diga alto: sou negro e tenho orgulho disso!
Diga alto: sou negro e tenho orgulho disso!
Mais uma vez!
Diga alto: sou negro e tenho orgulho disso!
Eu trabalhei com os meus pés e as minhas mãos
Mas todo o trabalho que eu fiz foi para um senhor
Agora exigimos a chance de fazer as coisas para nós mesmos
Estamos cansados de bater a nossa cabeça contra a parede
E trabalhando em vão
Diga alto: sou negro e tenho orgulho disso!
Diga alto: sou negro e tenho orgulho disso!
Diga alto: sou negro e tenho orgulho disso!
Diga alto: sou negro e tenho orgulho disso!
Somos pessoas,
Somos como os pássaros e as abelhas
Preferimos morrer em pé
Do que viver ajoelhados!
Diga alto: sou negro e tenho orgulho disso!
Diga alto: sou negro e tenho orgulho disso!
Diga alto: sou negro e tenho orgulho disso!
Diga alto: sou negro e tenho orgulho!"


Por aqui, no início dos anos 80, Sandra de Sá (na época apenas “Sandra Sá”) emplacou um “hit” também emblemático:

"Olhos Coloridos"
Os meus olhos coloridos
Me fazem refletir
Eu estou sempre na minha
E não posso mais fugir...
Meu cabelo enrolado
Todos querem imitar
Eles estão baratinado
Também querem enrolar...
Você ri da minha roupa
Você ri do meu cabelo
Você ri da minha pele
Você ri do meu sorriso...
A verdade é que você
(Todo brasileiro tem!)
Tem sangue crioulo
Tem cabelo duro
Sarará, sarará
Sarará, sarará
Sarará crioulo...
Sarará crioulo
Sarará crioulo...
Os meus olhos coloridos
Me fazem refletir
Que eu tô sempre na minha
Não! Não!
Não posso mais fugir
Não posso mais!
Não posso mais!
Não posso mais!
Não posso mais!
Meu cabelo enrolado
Todos querem imitar
Eles estão baratinados
Também querem enrolar...
Cê ri! Cê ri! Cê ri!
Cê ri! Cê ri!
Cê ri da minha roupa
Cê ri do meu cabelo
Cê ri da minha pele
Cê ri do meu sorriso...
Mas verdade é que você
(Todo brasileiro tem!)
Tem sangue crioulo
Tem cabelo duro
Sarará, sarará
Sarará, sarará
Sarará crioulo...
Sarará crioulo
Sarará crioulo...



Sobre o Autor:
Harley Coqueiro
Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

A Caixa Preta da Petrobrás

quarta-feira, 16 de abril de 2014

 

 

 

Na charge da próxima edição da Folha de Paraopeba, que antecipo  aqui neste blog, retrata a crise político-institucional envolvendo o Governo Dilma e a Petrobrás em ano eleitoral.

 

caixa_preta

 

Considerada um dos maiores patrimônios do povo brasileiro - e uma das poucas empresas públicas que se salvaram da onda de privatizações do governo FHC, justamente por ser o petróleo de nosso subsolo um patrimônio nacional e não de governo “a” ou “b” - na charge há a comparação entre a crise da Petrobrás e o misterioso acidente com o avião da Malaysia Airlines, que desviou de sua rota inicial da Malásia para a China, desaparecendo com 239 pessoas a bordo, com alguns destroços encontrados no Oceano Índico.

 

Por aqui, o Governo terá de trabalhar duro para que essa crise não se reverta em votos maciços para a oposição. Só não sabemos se essa missão será mais ou menos fácil que localizar a caixa preta do avião da Malásia nas profundezas do Oceano Índico…

 

Mas se conseguiram até inocentar o piloto e os donos de um helicóptero abarrotado de cocaína, pertecente à família de um senador mineiro… No Brasil, nada é impossível!

 

 

Charge_Harley_Coqueiro_Caixa_Preta_Petrobras

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

Filosofia Para as Massas

terça-feira, 15 de abril de 2014



Um professor do ensino médio de uma escola do Distrito Federal causou controvérsia ao apresentar uma questão mencionando a cantora de funk carioca Valesca Popozuda como “grande pensadora contemporânea” numa prova de filosofia.

Prova_Popozuda

Segundo Antônio Kubitschek, o responsável pela prova, a ideia da pergunta surgiu a partir de um debate em sala de aula sobre a formação moral da sociedade e sobre a construção de seus valores. "Discutimos em sala que a escola só aparece na mídia em contextos ruins. Há vinte dias fizemos uma exposição de fotos e nenhum veículo de comunicação deu atenção. Então eu decidi colocar uma questão como essa na prova, esperando a repercussão nas redes sociais e na imprensa.".

Lecionando há quase vinte anos na rede pública, o mestre defendeu a forma como se referiu à funkeira. "É um fato engraçado. Se eu tivesse colocado Chico Buarque como grande pensador contemporâneo, não geraria polêmica nenhuma! Mas a partir do momento em que a Valesca traz uma música e a imprensa diz que 'fulano de tal deu um beijinho no ombro', ela está passando um conceito. Se a gente pegar uma corrente filosófica de que todo mundo pode ser um pensador desde que consiga criar um conceito – e aí vêm os filósofos franceses, então eu acho que a Valesca é, sim, uma pensadora!", justificou o professor, que usou o termo "grande pensadora contemporânea" sem aspas na prova, por ter a convicção de que a funkeira exerce influência sobre a sociedade. "Ela acabou criando um conceito. Se ela influencia a sociedade com o que ela pensa, eu a considero, sim, uma pensadora.".

E com isso o professor alcançou o seu intento. Fez os fins justificarem os meios, e, ainda que tenha “forçado a barra” com o enunciado da questão, conseguiu provar para os seus alunos como a mídia e a internet são ferramentas poderosas na sociedade, e o quanto essa mesma sociedade se encontra dominada por aquelas, a ponto de se ver influenciada por uma artista de um gênero musical tido como tosco e maldito.

A meu ver, muito além de se reconhecer a cantora como pensadora ou não ainda mais em nosso país que, paradoxalmente, orgulhamo-nos das conquistas no futebol mas não temos um Prêmio Nobel sequer percebe-se o quanto o preconceito e o recalque já fizeram metástase em nossas almas. Tivesse a cantora nascido na Zona Sul e frequentado as escolas mais tradicionais do Rio, a questão da prova, certamente, teria passado em branco. Mas não, a pensadora em questão é mulher, favelada, funkeira, desbocada e jamais pertencerá à “elite cultural brasileira”.

O amigo Antônio Souza observou bem: “Pelo jeito, o tal professor conseguiu mostrar ao mundo o que é filosofar atingindo todos os públicos. Não se filosofa só com a parede.

Muitos acusarão o professor candango de banalizar o ensino de filosofia. Mas ele foi suficientemente corajoso ao, involuntariamente (ou não), iniciar um processo de “deselitização” da filosofia (perdoem o neologismo!). O docente está desembrulhando a filosofia de seu invólucro de papel alumínio dourado e está para servi-la numa “quentinha” bem temperada para as massas, tornando-a mais palpável, mais acessível, menos abstrata e menos maçante.

Por outro lado, nunca ouvi uma música da Valesca. Mas toda a discussão e muitos comentários que li nas redes sociais chegam a assustar. O Brasil dá indícios de estar caminhando a passos largos para um neofascismo. Embora entenda que ninguém é obrigado a gostar de funk carioca, percebo que uma horda de fariseus tem o prazer de manifestar todo o seu radicalismo, toda a sua intolerância contra aquilo o qual não se afeiçoa, estética ou ideologicamente.

Também não sou fã do funk carioca. Mas gosto de rock, reggae, samba e de Racionais MCs que, coincidentemente ou não, são ritmos e gêneros musicais que tiveram as mesmas origens nas camadas sociais mais pobres e excluídas. E tanto quanto o seu “primo pobre carioca”, também penaram muito por serem rotulados como ritmos marginais, profanos, indecentes, demonizados, proibidos pelas elites, combatidos pelas autoridades e talvez por tudo isso também venerados pelas juventudes de ontem e de hoje.

E afinal: tudo o que desafia o senso comum não pode ser filosófico? Ou Sócrates foi envenenado por acaso?


Bonus Track I:




Bonus Track II:




Sobre o Autor:
Harley Coqueiro
Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

Estamos carentes de originalidade na rede

terça-feira, 11 de março de 2014

 

É decantando em prosa e verso o fato de não haver regras nas redes sociais, no tocante sobretudo a liberdade dos perfis. Tal situação é facilmente identificada quando passamos a frequentar mais assiduamente as redes sociais. Sim, de fato não existem regras, mas é bem perceptível que existem tendências, e tais tendências acabam fazendo com que a maioria opte por fazer aquilo que outros fazem.

 

REDES SOCIAIS


Talvez por isso seja tão difícil encontrar perfis originais, ou seja, pessoas que optam por quebrar paradigmas e fazer diferente do que a maioria faz. Sair do contexto exige sabedoria, estilo, vontade, e, sobretudo, originalidade.


Encontrar perfis que façam diferente não é uma tarefa fácil, a maioria cai na definição popular do mais do mesmo. São apenas replicadores de conteúdo que dificilmente postaram ideias próprias que levem a discussão e a troca de informações. Sigo com meu pensamento de que as redes sociais são espaços públicos e como tal cada um deve fazer o que bem entender.


Porém, também acho que elas poderiam ser usadas muito além da simples postagem de mensagens de auto-ajuda, gifs animados e piadas. Alguns me questionarão: isso é errado? Não, errado não é, eu também costumo postar isso. Mas não custa nada intercalar tais postagens com conteúdos próprios, pois, ao contrário do que muitos pensam, aqui também pode se trocar conhecimento.

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

O Gol e a Comemoração

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

 

 

 

De todas as futilidades dessa vida, o futebol é uma das mais apaixonantes. E como não poderia deixar de ser, volta e meia surgem discussões futebolísticas fúteis que, com o perdão da redundância, nada de útil acrescentam, sequer para o esporte em si.

 

Quarentinha_Botafogo

 

Uma das mais recentes que eu vi/ouvi enquanto assistia a uma partida de futebol pela TV, veio de uma “prodigiosa” enquete sobre a obrigação ou não do artilheiro em comemorar o gol sobre o seu ex-time. A pérola que eu ouvi de um nobre comentarista foi de um puritanismo que faria enrubescer até a Madre Tereza de Calcutá:

 

O gol é o momento maior do futebol e, como tal, é a celebração do esporte, não se justificando a falta de comemoração por um jogador que venha assinalar contra a sua ex-equipe!

 

Concordando em parte, não diria que tal afirmação soou reacionária, para não constranger ainda mais a saudosa Madre Tereza. Ocorre que, na minha modesta opinião de boleiro, um artilheiro comemora, se quiser, o gol por ele marcado contra qual time for. Não enxergo como profano o ato de não se comemorar um gol!

 

Obviamente que o mais importante no futebol é o gol e não a sua comemoração. Não haverá espetáculo, não haverá triunfo, nada acontecerá se não pintar um gol, pelo menos um golzinho aos quarenta e oito do segundo tempo. O gol, feio ou bonito, um “frango” ou de placa, é o objetivo; a comemoração nada mais é que uma consequência.

 

Em tempos de jogadores mercenários, que só se identificam e se comprometem com os seus milionários contratos e direitos de imagem, é tocante ver um craque reconhecer toda a admiração da torcida de seu ex-clube (Alô, Obina! Alô, Fred!).

 

Para o torcedor, em geral (ou na antiga e romântica “geral” que a FIFA tratou de acabar!), não faz diferença se o artilheiro de seu time comemore ou não o gol marcado contra o ex-time. O torcedor não ficará constrangido em comemorar por ele!

 

O lendário Quarentinha, o maior artilheiro do Botafogo e detentor da média histórica de um gol por jogo pela Seleção Brasileira, nunca comemorou os seus gols. Tímido e introvertido, ele tinha a convicção de que fazer gols nada mais era que o seu ofício, a sua missão. A torcida, por sua vez, fazia a festa!

 

Enfim, se em todos os gols houvesse a necessidade de comemoração, os autores de “gols contra” teriam de comemorar, também...

 

 

 

*Crônica publicada na Folha de Paraopeba, edição fevereiro/março de 2014.

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.