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Compaixão e Redenção

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

 

 

 

Uma das passagens bíblicas que mais me emociona e que, para mim, carrega um dos mais simbólicos ensinamentos do Cristianismo é a redenção da mulher surpreendida em pecado capital, narrada no evangelho de João (também conhecida como a “Perícopa da Adúltera”).

 

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Conquanto muitos ainda acreditem que Maria Madalena seja a protagonista daquela história, estudiosos concluem que não se trata da mesma pessoa.

 

Flagrada em adultério (embora não haja pistas se a acusada era casada ou não) numa sociedade marcada pela intolerância religiosa, uma mulher indefesa é humilhada e arrastada até à presença de Jesus, o Cristo, por homens e religiosos (escribas e fariseus). Oportunistas, eles vêm a oportunidade que tanto queriam para criar uma cilada para Jesus e desmoralizá-lo diante do povo e de seus discípulos.

 

Na minha cabeça, imagino uma cena de cinema, com toda a carga da dramaticidade psicológica de um Martin Scorsese: no meio da multidão, Jesus, cabisbaixo, sentado na beira do caminho, sob um sol escaldante, desenhando figuras disformes no chão; à sua frente, uma mulher apavorada, subjugada nas mãos de uma turba de fanáticos sedentos por sangue e desgraça.

Mestre, esta mulher foi pega em adultério. Devemos apedrejá-la?

Aquela pergunta corta o ar como uma adaga. Instantes tornam-se uma eternidade. À mulher, resta-lhe a resignação de uma ovelha esperando pela imolação...

 

Os homens ao redor, bufando e empunhando pedras, aguardam impacientes o veredito para malharem a mulher.

 

Alguém repete a pergunta. Jesus, sem interromper os seus rabiscos, com um meneio de cabeça, apenas admoesta, quase sussurrando:

 

Quem dentre vós, não tiver pecado, atire a primeira pedra.

 

Um silêncio paira sobre todos os presentes, sendo quebrado pelos passos envergonhados dos homens afugentando-se do local como uma revoada de abutres espantados da carniça.

 

Passado um breve momento, Jesus finalmente levanta a cabeça e mira apenas a mulher ajoelhada e cabisbaixa, imersa em soluços.

 

Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?

 

Ninguém, senhor!

 

Nem tampouco eu te condeno. Vá, e não peques mais.

 

Essa última frase, partindo de quem a proferiu, é de arrepiar. Os meus olhos não resistem!

Confesso que jamais vi nas Sagradas Escrituras, outra passagem onde a misericórdia e a redenção triunfassem de forma tão arrebatadora, tão humana (Aliás, nunca vi isso em nenhum outro lugar na História da Humanidade!)!

 

Acredito que, de todos os prodígios, de tudo o que Jesus pregou e praticou (mais até que a expulsão dos vendilhões no templo), o que foi mais determinante para a sua crucificação foi justamente esse episódio: como poderia, numa sociedade machista e puritana, admitir-se que uma mulher, flagrada em ato indecoroso, escapasse de uma punição e os seus “santos carrascos” ainda fossem “chamados” de pecadores aos olhos de todos?

 

Naquele contexto, um jovem messiânico com “tais ideias subversivas e controvertidas”, e com um imenso carisma sobre as massas, representava muito mais perigo para os poderosos que a própria dominação romana. Àquele Justo, não restava outro destino, senão a crucificação pelos seus próprios conterrâneos. E isso, para eles, valia muito mais que o cumprimento de uma profecia ou a remissão dos pecados da Humanidade...

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

Twitter, Facebook ou Google+, quais são as diferenças?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

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Sou um usuário assíduo das redes sociais. Gosto do estilo de interação que esses serviços proporcionam. Se bem utilizados, são excelentes ferramentas para expandir os contatos e adquirir conhecimento. Com base nesse uso contínuo, passei a observar o comportamento das pessoas nas redes sociais que mais uso e percebi alguns detalhes interessantes:

 

twitter
O Twitter parece um serviço mais elitista. Grande parte das postagens não têm quase nenhum compartilhamento ou curtida. Parece que cada pessoa quer aparecer de alguma forma, porém, é muita informação para pouca repercussão. Aparentemente as pessoas adicionam contatos apenas pela grau de relevância, sem se preocupar com a interação que eles possam proporcionar.  Foram implementadas vários recursos que antes não existiam, mas ainda acho que o número limitado de caracteres é um inibidor do pensamento. Noto também que os grandes portais tem ali um bom local para repercussão de suas matérias. No quesito informação em tempo real, talvez seja o serviço mais completo. Foi a primeira rede social da qual eu participei mais ativamente, mas acabei perdendo o interesse e me afastando. Hoje uso muito esporadicamente. O twitter aparenta estar perdendo o fôlego, não me assustarei se o serviço for descontinuado num futuro próximo.

 

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No Facebook é um serviço mais popular, não é atoa que lidera o mercado das redes sociais atualmente.  Normalmente as postagens possuem mais comentários e compartilhamentos, no entanto a falta de noção também é bastante acentuada. Mais da metade dos que se aventuram a comentar ou compartilhar as informações postadas parecem não entender bem do que se trata. São milhares de usuários usando e tentando se fazer notar. Por isso todo tipo de postagem está presente, inclusive aquelas de gosto muito duvidoso mas que geram repercussão (acidentes, tragédias, e todo tipo de desgraça) . Notei também que as pessoas tendem a ser mais agressivas, sobretudo nos assuntos que discorda. O Facebook é mais parecido com o Orkut, que se tornou um serviço bem popular durante alguns anos, porém foi engolido pela falta de novidades.

 

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No Google+ embora muitos consideram o serviço uma cidade fantasma, sou um dos inúmros usuários que não compartilham desse pensamento. Vejo que nesse serviço as pessoas se preocupam mais com a interação, embora nem todas as postagens tenham boa repercussão, os seguidores são mais fiéis e interativos. O fato de poder separar os assuntos por Coleções e Comunidades, é um facilitador do serviço. Acho que o Google apostou alto no serviço, como uma forma de substituir o Orkut. Porém, a intenção era criar algo inovador, diferente dos concorrentes Twitter e Facebook. Noto que o serviço sofreu uma queda no número de usuários após as recentes mudanças. O fim das postagens populares deixou muita gente perdida, pois muitos tinham o hábito de acompanhar os assuntos mais polêmicos por lá. O Google+ abriga aquele grupo de pessoas que não se adaptaram aos serviços mencionados acima. Os usuários tendem a ser mais criteriosos na escolha dos contatos, usando, sobretudo, a afinidade. Percebo, porém, que o Google não obteve o sucesso desejado com o serviço. Percebo também que o serviço acabou ficando em segundo plano, sem os investimentos necessários para sua popularização e consolidação no mercado.

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

O Maldito Complexo de Vira-latas

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

 

Nosso país é uma maravilha, disto ninguém duvida. As belezas naturais faz do Brasil um dos destinos turísticos mais desejados do mundo. Temos por aqui, dezenas, e por que não dizer, centenas de atrativos que engradencem essa nação. Porém, o que mais chama a atenção é a mania que o próprio povo possui de negativar toda e qualquer situação.


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Temos vários atores que se destacam no cinema internacional, mas o que ganha repercussão é a derrota numa disputa por prêmio;


Temos uma seleção que ganhou 5 títulos mundiais no futebol, mas o que ganha repercussão é a derrota de 7 x1 para a Alemanha;

 

Temos o ganhador do prêmio Puskas de gol mais bonito do ano de 2015, mas o que ganha repercussão é a derrota do Neymar como melhor jogador;


Temos inúmeros notícias de pessoas honestas, que vivem fazendo o bem, mas o que ganha repercussão são os corruptos;


Temos alunos exemplares capazes de se destacar por aqui e também pelo mundo, inclusive ganhando concursos internacionais, mas o que ganha repercussão são as "pérolas do ENEM";


Temos escritores que gozam de grande prestígio pelo mundo, mas o que ganha repercussão são os analfabetos funcionais;


Temos cantores brilhantes que lotam casas de shows pelo mundo, mas o que ganha repercussão são as músicas descartáveis;

 

Temos paisagens paradisíacas que encantam todo mundo, mas o que ganha repercussão são os arrastões;


Temos políticos corruptos, mas o que ganha repercussão são as legendas partidárias;

 

Temos grandes empreendedores, mas o que ganha repercussão é o jeitinho brasileiro;

 

Temos o Paulo Coelho, mas o que ganha repercussão são os 50 tons de cinza;

 

Temos o Senna, mas o que ganha repercussão é a lerdeza do Barrichelo;

 

Temos o Pelé, mas o que ganha repercussão são as trapalhadas do cidadão Edson Arantes do Nascimento;

 

No fundo Nelson Rodrigues é que estava certo. Esse maldito complexo de vira-latas é o que mais atravanca o crescimento desta nação.

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

A bomba da Coreia do Norte

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

 
 
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É muito triste saber hoje que ainda existem países, como a Coreia do Norte, que promovem o uso de arsenal atômico como forma de defesa. É inconcebível perceber que a insanidade de uma família de ditadores possa comprometer o futuro da humanidade.

 

Não sou de debater política, muito menos política internacional, porque a concebo de forma diferente da que as pessoas do meio entendem e praticam. Vejo a política como uma maneira de conciliar percepções de vida e organização social diferentes por parte dos indivíduos de uma sociedade e, dessa forma, promover as regras mais aceitáveis para que haja uma convivência saudável. Infelizmente, a política tem sido um palco de egos e disputas que não consideram em momento algum o bem comum da sociedade.

 

Sobre o episódio em questão, vejo-o como mais uma prova da imbecilidade de um “líder”, ou melhor, um ditador que não demonstra nenhum tipo de respeito ao ser humano. É mais um “que faz na vida pública o que deveria fazer na privada”...

 

“O imbecil”

 

Na etimologia da palavra imbecil vem do latim “imbecille”, cujo significado é “sem bastão, termo formado de ‘im’: sem, e ‘bacillu’, diminutivo de ‘baculu’.

 

Para nós é “idiota, tolo, néscio”, entre outros. Lima Barreto, em seu “Diário Íntimo”, ao descrever um personagem, diz:

 

“Esse chefe de polícia, Cardoso de Castro, é a besta mais imbecil que há no Brasil. Irritado, ignorante, esfomeado de dinheiro, babuja-se todo para ficar no lugar em que está”.

 

Caberia essa descrição para Kim Jong-um, atual líder norte-coreano, bem como para seus familiares antecessores. Promotores de uma política extremista e cruel, justificada pelo falso nacionalismo ufanista, cujo único propósito é a manutenção do poder. Se pensarmos bem, considerando a etimologia da palavra, podemos dizer que Kim Jong-um personifica um bacilo que traz consigo a doença do autoritarismo absoluto e intransigente, que não permite o diálogo para solucionar os problemas da sociedade.

 

Queria escrever uma poesia sobre o imbecil...

 

Não deu... não merece...

 

Vai esse tosco texto que você leu...

 
 
 
 
 
Sobre o Autor:
The EDN
The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas

Será que vai ter Impeachment?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

É muito claro que a presidenta Dilma e seus asseclas do partido vermelho não possuem a menor condição de governar o país, isso é fato, diante da enxurrada de notícias e números a respeito da economia.

 

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O mundo mudou, a economia mundial também, mas o Brasil manteve uma polícia econômica de décadas passadas, por pura incompetência de se fazer os ajustes necessários. Sim, esses ajustes deveriam ter sido feitos há muitos anos, mas foram equivocadamente e convenientemente colocados em segundo plano. Tudo em nome de um projeto de perpetuação no poder.


Tudo de bom que o país conquistou ao longo desses anos de certa estabilidade econômica proporcionada pelo Plano Real (que foi implantado no governo Itamar Franco, pelo então ministro da fazenda Fernando Henrique Cardoso), está indo pelo ralo.


É fato, o país caminha a passos largos para o caos econômico total. Reacendendo os famigerados efeitos colaterais que pensamos já estarem extirpados do nosso convívio, como: economia frágil, inflação alta, aumentos sucessivos de preços, queda no poder de compra, desvalorização do real frente ao dólar, etc.


Na esteira desse quadro sombrio, eis que surge a proposta do impeachment da atual presidenta.


Ainda que não exista, ainda, nenhum tipo de acusação contra a presidenta, não podemos perder de vista que os escândalos recentes, sobretudo os ocorridos na Petrobras, são de natureza gravíssima.


Como foi divulgado na mídia eles não começaram agora, mas continuaram durante seu mandato, nesse hipótese teríamos 2 situações: ou ela realmente não sabia, nesse caso foi negligente, ou ela sabia e nada fez, nesse caso sendo conivente. Em qualquer uma das situações ela teria sua parcela de culpa.


Mesmo reconhecendo que são inegáveis e irrefutáveis as evidências de total incompetência, e, ainda, diante dos sucessivos escândalos de corrupção amplamente divulgados na mídia, o processo de impeachment mais atrapalha do que ajuda, explico:


O pt (com letra minúscula mesmo, pelo grau de importância) sempre se notabilizou por ser um partido de oportunistas. É muito provável que, mesmo diante das provas evidentes, eles se coloquem com vítimas de um complô da elite branca desse país para derrubá-los do poder a qualquer custo. Assim sendo, dirão que estão sofrendo uma perseguição infernal porque sempre ajudaram a classe mais pobre (uma mentira deslavada, mas que muitos acreditam).

 

Se aproveitando de tudo isso, aparece o barbudo mentiroso de 9 dedos, com suas falácias de sempre. Abrindo caminho para que ele possa voltar ao poder em 2018, o que seria, enfim, uma tragédia de proporções inimagináveis.


Diante de tudo isso, e, levando-se em consideração que a nossa presidenta, mesmo não tendo competência alguma para administrar até mesmo uma lojinha de 1,99, foi eleita democraticamente pelo voto popular. Sabe-se lá como. Mas tirá-la agora seria um erro histórico, pois o país está quebrado e qualquer outro que assumir pode levar a culpa de tê-lo jogado no buraco. Assim sendo, nada mais justo do que deixar a presidenta acabar de afundar o país, pelo menos assim estaremos enterrando junto o tal partido vermelho.

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

E a tal Pátria Educadora, onde foi parar?

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Assim que se iniciou o novo governo da atual presidente uma das primeiras providências foi substituir o slogan do Governo, passando da esdrúxula PAÍS RICO É PAÍS SEM POBREZA, para a esperançosa PÁTRIA EDUCADORA. Tal mudança, a primeira vista, poderia significar uma quebra de paradigmas no já conhecido desdém com o que a educação é tratada nesse país.

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Passados alguns meses tomamos um choque de realidade ao perceber que uma simples frase nunca vai servir de base para uma mudança significativa nesse país, sobretudo se a mesma não vier acompanhada de uma mudança de postura por parte dos que detém o poder nas mãos.

Os cortes recentes, de verbas e programas, por parte do Governo Federal, ferem de morte os já combalidos recursos da educação.

Qualquer pessoa mais ou menos esclarecida sabe que a educação em nosso país nunca foi prioridade, aliás, ela sempre foi tratada com desdém pelos nossos governantes. Sabemos também que todo investimento em educação se reverte em imensurável benefício pra toda sociedade.

É impressionante perceber como um assunto que deveria ser prioridade, sempre é colocado em segundo plano. Cada governante inventa uma desculpa esfarrapada pra fugir desta responsabilidade. Diante desse quadro nossas escolas, cada vez mais, em vez de formar cidadãos, estão formando analfabetos funcionais. Não é difícil perceber o motivo, pessoas esclarecidas são mais difíceis de manipular, enquanto analfabetos funcionais tornam-se apenas massa de manobra, sem poder de discernimento, sem bagagem suficiente pra lutar pela injustiça e pela desigualdade social.

Pros nossos governantes, quanto mais ignorante for o povo, melhor pra eles. Pois suas ações de corrupção podem ser mais intensas e tranquilas, já que ninguém vai se mobilizar contra isso.

Fato é que, enquanto a educação não for tratada como prioridade, nosso país nunca avançará como uma nação desenvolvida. Sinto pena dos profissionais da educação, que são cada vez menos valorizados, pois falta investimento na estrutura, no material didático e principalmente no profissional, sobra boa vontade, mas falta o básico na infraestrutura.

Alguns já no desespero de clamar por ajuda são sumariamente demitidos por expor a situação na mídia (link abaixo), ou seja, em vez de buscar soluções, alguns governantes preferem o lado da injustiça e da covardia, que é mandar embora quem reclama por melhores condições de trabalho. Aliás, essa professora não está querendo nada demais, apenas que se cumpra o que preceitua nossa Constituição Federal. Por mais que sejam corriqueiros esses lamentáveis fatos, ainda fico impressionado com o caradurismo das explicações. Acho que nenhum brasileiro merecia passar essa vergonha.

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Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

Mau-caratismo virtual, doença ou prazer?

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Vendo os acontecimentos recentes pela internet, no que se refere às ofensas que exaltam o que há de mais abominável no ser humano, como o racismo, a homofobia a intolerância religiosa e o preconceito de um modo geral. Acabei parando para refletir sobre o tema. Como isso tem acontecido com certa frequência, chego a pensar que o fato não é apenas retrato de uma mente doentia.

 

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Acho que pessoas, talvez pensando estar protegidas pelo anonimato, se aproveitam de certas situações para criar polêmica e com isso gerar repercussão sobre determinado assunto ou perfil. Normalmente famosos.


Nesse caso estaríamos diante de um quadro muito mais assustador, que é o prazer em ser percursor de determinados espetáculos de humilhação. Fica parecendo que existe uma competição entre essas pessoas para ver que é mais ousado.

 

A prática tem se acentuado muito nos últimos tempos e a vítima mais recente foi a atriz Thaís Araújo que teve comentários racistas publicados em seu perfil no Facebook.

 

Parece inconcebível que uma determinada pessoa se disponha a criar um perfil em rede social apenas para ofender ou descarregar sua frustração em alguém. Mas o universo virtual acabou por criar personagens que sequer imaginaríamos que pudesse existir, esse seria mais um desses casos inacreditáveis.

 

Algumas pessoas são capazes de qualquer coisa para ganharem alguns segundos de fama virtual, pra isso não medem consequência. Alguns desses, inclusive, são capazes de coisas inimagináveis na busca por uma fagulha de notoriedade, nem que seja de forma totalmente negativa.

 

Mocinhos e vilões se espalham com relativa rapidez pelo universo virtual. A ousadia tem nos revelado o lado mais sórdido do ser humano. E a internet tem nos apresentado um lado sombrio e assustador. Precisamos repensar nos atos, a humanidade carece de mais amor e menos oportunismo.

 

O avanço tecnológico e as ferramentas que hoje dispomos devem ser utilizados com sabedoria. A comunicação instantânea proporcionada por uma rede social  não é uma obrigação, mas uma necessidade. Percebe-se que a busca frenética por fama está fazendo nascer uma geração de psicopatas cibernéticos.


Que os responsáveis sejam identificados e punidos exemplarmente.

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

Você sabe o que é Stalker?

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Certa vez uma amiga do mundo virtual me apresentou uma palavra que ainda não conhecia: STALKER, uma palavra de origem inglesa que no nosso idioma significa "perseguidor".

 

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O termo é novo, surgiu após o advento da internet e, sobretudo, da popularização das redes sociais. Que acabou criando uma nova forma de relacionamento, pois estreitou o convívio entre as pessoas. Hoje, qualquer pessoa que tenha conta em rede social, consegue ter contato com um número cada vez maior de pessoas.

 

Esse estreitamento de relação, atinge, sobretudo, o convívio entre pessoas comuns e celebridades. Hoje é possível manter contato, ou saber sobre o dia a dia de pessoas que antes só víamos pela TV.

 

Essa nova forma de se relacionar criou também um novo conceito para definir aquelas pessoas que, por inveja, ou frustração, acha que é ofensivo ser famoso. São os chamados STALKERS. Que em linhas gerais serve para definir alguém que importuna de forma insistente e obsessiva uma outra pessoa que, em muitos casos, é uma celebridade. A perseguição persistente pode levar a ataques e agressões.

 

Eu convivo com redes socais já há algum tempo. Mas entre as coisas que mais me intriga nesse espaço, está a obsessão que alguns possuem de ofender os outros, sobretudo celebridades.

 

Alguns, por inveja ou mau-caratismo puro e simplesmente. Optam por seguir pessoas famosas apenas para, em certo momento, despejar sua fúria. Como se o fato de alguém ser bem sucedido, servisse de desculpa para o mau comportamento.

 

Mas esse comportamento obsessivo não é privilégio apenas das pessoas famosas. Essa prática atinge também perfis comuns, normalmente aqueles que possuem um número maior de seguidores.


Eu tento, e não é de hoje, entender o comportamento de alguns nas redes sociais, mas até o momento não consegui êxito.


Me recuso a acreditar que determinadas pessoas possuem a capacidade de criar uma conta em rede social para explicitar a ignorância e disseminar o ódio. Porque se assim o for, realmente a humanidade está perdida.

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

Escrevo escravo

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

 
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(Imagem retirada do Google Images)
 
Leio poema de Paulo Leminski, dos quais gosto muito (não, caro leitor, não há erro de concordância: gosto muito de todos, pessoa, autor e obra). Inspiro-me a escrever sobre. Leiamos o poema do Paulo:
 
 
                                                                       Razão de ser
 
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
 
(Paulo Leminski)
 
 
Não tenho feito isso ultimamente... Não escrevo há muito... Não é falta de tempo. Não é falta de inspiração. Não é falta. Tem de ter por quê?
 
Não é a falta que me faz escrever, nem a plenitude em mim. O que me impulsiona não sei. Palavras são arbitrárias e arbitram meu escravo arbítrio. Quanto a elas, palavras me faltam, as palavras não me faltam. Ordenam-me, comandam o que digo e o que não falo, quando me calo.
 
Levam-me ao estupor e ao torpor estúpido da consciência inconsciente e inconsequente da criação. Recrio o escritor no frio da cama, da chama estética, enquanto a poética veia pulsa, soluça no pensamento que flui como um rio. Rio de mim mesmo e não consigo conter a lágrima atrevida que se impõe na minha vida como marca indelével de minha sensibilidade, a verdade que me mantém no curso, na rota de uma rota folha de papel onde li Leminski.
 
Tem que ter por quê?
 
 
 
Sobre o Autor:
The EDN
The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas

Coração de Caçador

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

 

 

 

Certa vez, folheando uma revista sobre cinema, deparei-me com um título de um filme que me chamou muito a atenção: “Coração de Caçador”.

 

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Esse filme, de 1990, com a direção e atuação de Clint Eastwood, narra as peripécias do consagrado diretor de cinema John Huston nos bastidores das filmagens de “Uma Aventura na África”, nos idos de 1950, quando o megalomaníaco diretor esteve muito mais interessado em matar elefantes no continente africano do que propriamente dirigir o filme.

 

Embora nunca tenha tido oportunidade de assistir ao filme “Coração de Caçador” (apesar de pouco conhecido, é apontado por muitos críticos como o melhor da carreira de diretor de Clint Eastwood), achei genial o seu título em português. Um achado com uma metáfora forte, selvagem, uma evocação aos nossos ancestrais caçadores. Conquanto também eu nunca tenha caçado nada nesta vida, conheci alguns caçadores, e tenho comigo que o coração de um deve pulsar assim mesmo: furtivo, instintivo, impiedoso, no compasso da dualidade da vida e da morte.

 

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A pessoa que teve a ideia de fazer a versão em português do título, conseguiu, no meu modesto entendimento, superar o título original (“White Hunter Black Heart”), que também é muito interessante e, traduzido, seria “Caçador Branco, Coração Negro”, numa referência aos cidadãos americanos anglo-saxônicos e os seus safáris nas savanas africanas.

 

E já que estou falando em safáris, como deve pulsar o coração daquele até então bem-sucedido dentista norte-americano, Walter Palmer, que, por um punhado de euros, pagou para ter o estranho prazer de, inadvertidamente, atrair, ferir, perseguir e matar o leão Cecil, símbolo do Zimbábue?

 

Afora as inúmeras manifestações de “protesto de nenhuma estima” contra o dentista americano, que, segundo ele, matou “um leão macho velho” (com a emenda saindo pior que o soneto), entendo que não deveria ser permitida a caça aos leões, elefantes ou a qualquer outro animal na face da Terra. Pagar para ter o prazer em matar um animal em seu habitat é algo que denuncia uma perversão, um desvio psiquiátrico. E nesse particular, o desejo do dentista Palmer se confunde com o do cineasta Huston: uma sensação de que o dinheiro confere poderes ilimitados e desenfreados para se decidir entre a vida e a morte de um animal indefeso. No caso da morte do leão Cecil, ainda há um agravante: os seus seis filhotes deverão ser mortos pelo novo macho alfa do grupo, com o fim de estimular as fêmeas para cruzamento. É a natureza seguindo o seu curso...

 

Lamentavelmente, ainda prevalece na Humanidade a convicção de que o poder econômico compra tudo e todos. Mas o quê aproveita ao homem ter o coração de caçador e a alma empalhada?

 

 

Leia também:

 

Dentista Americano é Acusado de Matar o Leão mais Famoso do Zimbábue

 

Live and Let Die

 

O Curso da Natureza

Quando Dois e Dois São Cinco

quarta-feira, 10 de junho de 2015

 

 

 

Finalmente o Supremo Tribunal Federal “resolveu” a polêmica envolvendo as tais “biografias não autorizadas” de celebridades, cuja ação foi iniciada pelo cantor Roberto Carlos, que se posicionou contrário à liberação de tais biografias. No outro lado da lide, havia o interesse da imprensa e dos biógrafos, defensores destes tipos de biografia e que entendem que a não liberação configuraria uma censura prévia às mesmas.

 

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Sem adentrar no mérito, eu inicialmente escrevi a palavra “resolveu” entre aspas porque, na minha opinião, o STF “jogou para a torcida”, ou melhor, fez “uma média” descarada com a imprensa e os biógrafos.

 

Em nome do “fim da censura”, a mais alta Corte de Justiça Brasileira decidiu, de forma unânime (lembrou alguma frase de Nelson Rodrigues?), que qualquer um pode escrever e publicar um livro sobre a vida do outro, ainda que este não concorde, em detrimento das liberdades e garantias individuais asseguradas pela “Constituição Cidadã”. A vida pública não pode ser confundida com a vida privada, o que muitas vezes acontece nestes tipos de biografia.

 

Tal decisão do STF, a meu ver, só atende aos interesses de certos biógrafos oportunistas, que vivem às custas da vida dos outros. Por outro lado, é evidente que havia o temor por parte dos ministros da Suprema Corte em verem os seus rostos estampados nas capas das Vejas e Épocas da vida, ao lado de verbetes do tipo “censura”, “obscurantismo”, etc.. Ainda mais depois que assistiram aos ícones Chico Buarque de Holanda e Roberto Carlos serem massacrados pela imprensa, em razão das suas posições contrárias à liberação de biografias não autorizadas…

 

Claro que quem sou eu para discutir alguma decisão do STF. Mas o que me incomoda é que o “Guardião da Constituição”, já há algum tempo, deixou de sê-lo. Já não vimos mais aquele STF corajoso de outrora (ainda que polêmico), que enfrentava a opinião pública em nome dos princípios e direitos constitucionalmente garantidos. O Pretório Excelso de hoje, parece manietado pelos grandes grupos de comunicação do Brasil.

 

E eu que sempre achei que as tais “biografias não autorizadas” não passavam de jogadas de marketing para render milhões aos biógrafos e às editoras, pude perceber, pelas manifestações de Chico Buarque e de Roberto Carlos, que o buraco é bem mais embaixo quando se trata de ter as suas vidas íntima e familiar devassadas e expostas em livros para a posteridade que, não podem sequer ser chamados de biografias, por se limitar apenas aos boatos, fofocas e mentiras. Creio que deveria haver uma limitação ética para isso.

 

E o que é ético, não é censurável!

 

O jornalista Geneton Moraes Neto conseguiu deixar Voltaire enrubescido de vergonha com a sua crônica no G1 (site pertencente à Rede Globo de Televisão - ex-fiadora da Ditadura Militar) intitulada “Roberto Carlos Estava Certo - Como Dois e Dois São Cinco”, ao atacar pessoalmente Roberto Carlos e o seu advogado, por defenderem ideias contrárias à liberação das fatídicas biografias não autorizadas. Soa muito paradoxal um jornalista falar em defesa da liberdade de expressão, atacando a liberdade de expressão alheia…

Detalhe: o nobre jornalista Geneton também é um biógrafo...

 

Para finalizar, vale uma reflexão: Jesus, o Cristo, teve quatro biógrafos e ainda assim, acabou crucificado...

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

Acho Que a Humanidade Está Involuindo

terça-feira, 9 de junho de 2015

 

Estamos vivendo um tempo estranho em nossa sociedade no que diz respeito aos valores. Talvez tal fenômeno seja oriundo da popularização da internet, que propiciou uma maior liberdade às minorias. Hoje, qualquer pessoa ou grupo pode dar uma opinião, ou reivindicar algo através, sobretudo, das redes sociais. Assim sendo, tal fenômeno acabou por dar repercussão a fatos que antes eram restritos a um número ínfimo de pessoas.

 

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Estou presente nas redes sociais há muito tempo. Gosto da agilidade em que as coisas acontecem  nesse recinto, onde as informações viajam na velocidade de clique. Muitas situações que antes passavam despercebidas, hoje ganham repercussão mundial através do compartilhamento.


Mas percebo também que esse recurso talvez não esteja sendo utilizado com sabedoria por muitos. O que acaba causando mais desinformação do que informação. Isso também se reflete na defesa da liberdade individual ou de determinados grupos. Hoje, o politicamente correto é que dá a tônica, somos policiados a todo momento, e, qualquer palavra mal colocada pode dar início a uma hecatombe de críticas e ameaças. Aliás, diga-se de passagem, muitas vezes tais polêmicas são fruto mais do erro de interpretação do que foi escrito, do que efetivamente daquilo que foi dito.

 

As piadas de hoje precisam de revisão para que não causem embaraços, e para que determinados grupos não se sintam ofendidos. Assim, criamos um novo paradigma na sociedade, você tem liberdade de dizer o que quiser, desde que essa liberdade não esteja em desacordo com o que os outros vão entender. Ou seja, hoje em dia a gente não precisa se preocupar apenas com o que diz, temos também que pensar em como as pessoas vão entender. Como se fosse tarefa simples saber o que pode ser entendido como ofensa.

 

Na esteira dessa confusão interpretativa ainda temos que conviver com a reação dos ofendidos, que muitas vezes conseguem ser mais preconceituosos na resposta do que a própria ofensa.

 

Parece que o mundo caminha a passos largos para uma nova guerra, a guerra de egos. A tendência agora é: EU NÃO TE COMPREENDO E VOCÊ NÃO ME ENTENDE. Assim acabamos por gerar mais intolerância do que compreensão. Porque, como se sabe, o respeito não impõe, ele se conquista.

 

Nessa nova ordem mundial estão inseridos os diversos rótulos: xenófobo, misógino, homofóbico, racista, direita, esquerda, torcedores de futebol e também os grupos religiosos ou não.

 

Modismos geram excessos, acirram retaliações e podem voltar ao esquecimento sem nenhum ganho real. Virou mania dizer (e acreditar) que o mundo é gay. E não é. Ele é dos gays, héteros e vários outros gêneros inventados a cada semana. De fato, algumas mudanças de paradigma só acontecem se fomentadas pelo exagero revolucionário, mas aqueles que levantam bandeiras também precisam aceitar que nem todo mundo é obrigado a sentir-se à vontade vendo mastros trançando à sua frente. [Bruno Fernandes – Jornalista]

 

Parece que estamos voltando ao tempo em que o diferente era tratado como inimigo e desta forma, precisava ser aniquilado. Todas as guerras que se tem notícia, tiveram início na necessidade de alguém ou algum grupo impor a sua condição. Eu mato o inimigo que pensa diferente, assim criamos uma sociedade apenas com os igualitários.

 

Na atual conjuntura as coisas não são muito diferentes: para que meu grupo tenha direito, eu preciso acabar com o direito do outro. A incompreensão é mútua, o ofendido de hoje é o ofensor de amanhã. Ninguém quer conquistar nada através do diálogo, querem apenas impor. Seja ela uma opinião ou uma condição. Somos vítimas da nossa própria liberdade.

 

A confusão recente tem como estopim a tal Parada Gay. Onde os diversos grupos trocam acusações e ironias. No meio dessa mixórdia, fica difícil saber que tem ou não razão, se é que alguém tem. O que fica claro, pelo menos pra mim, é que estamos perdendo uma ótima oportunidade de discutir tais questões de forma séria e educativa. O viés ideológico tem falado mais alto do que o diálogo e a compreensão.

 

Fato é que estamos pagando um alto preço por não saber usar a liberdade que os recursos tecnológicos nos proporcionaram. Ao invés de disseminar o respeito e o amor. Estamos alimentando, cada vez mais, o ódio e a incompreensão. Basta dar um olhada nos sites de notícias. Diariamente somos bombardeados por notícias que tornam cada vez mais evidentes as demonstrações de ódio e preconceito. Muitos grupos estão  querendo se impor empurrando goela abaixo dos outros uma determinada condição. Esse tom impositivo, já sabemos que não funciona, aliás, ele mais atrapalha do que ajuda.

 

A humanidade sangra, talvez ferida de morte.

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.