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Santos Reis

Infravermelho: Não Vá Ao Cinema Sem Ele!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

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O expressionismo alemão é um movimento de vanguarda artística, que surgiu entre o final do século XIX e o começo do XX. O contexto de época foi marcado pelo desamparo e o medo da sociedade que passara, recentemente, pela primeira unificação da Alemanha, mas que ainda não apresentava sinais de evolução industrial.

 

Eis que não só ocorriam mudanças políticas e econômicas, mas também intelectuais e culturais: foram rompidas as crenças religiosas – principalmente a católica – e a existência de um deus já não mais era incontestável, aumentando ainda mais os questionamentos acerca dos mistérios da vida e da morte. O homem passara a ser responsável por si próprio e por seu futuro; a vida após a morte já não era certa.

 

Foram tais incertezas que resultaram no medo, na angústia, na solidão e nos sentimentos mais sombrios que a sociedade poderia sentir.

 

Deste movimento surgiram inovações marcantes na arte, especialmente no cinema e na pintura.

 

No cinema, desenvolveu-se uma inventiva técnica de luz e sombra, que resultara num visual impactante, apoiado em incrível cenografia gótica. O filme “Nosferatu[bb]”, de 1922, mudo e em P&B, apesar de hoje parecer meio ridículo, na época foi o pesadelo de gerações. É uma clássica produção cinematográfica expressionista, que utilizou locações reais na Romênia e fotografia sombria que envolvem os personagens em um clima fantasmagórico. Veja o trailler:

Nas[bb] artes plásticas, os aspectos mais significativos são o distanciamento da representação figurativa e o uso arbitrário de cores e traços fortes, com formas contorcidas e dramáticas. O grande precursor do movimento foi ninguém menos que Vincent Van Gogh.

E o que tem a ver o expressionismo alemão com o fato de se ter que ir ao cinema com infravermelho?

 

Ocorre que o movimento expressionista inspirou a produção de filmes noir em Hollywood, nas décadas de 30, 40 e 50, principalmente os filmes de gangster. E por tabela, inspirou os filmes das décadas de 80 e seguintes.

 

As produções cinematográficas atuais seguem inpiradas por esta “técnica de penumbra” que já dá ares de saturação.

 

Um dia desses, por exemplo, assistindo a um filme no Supercine da Globo, eu consegui enxergar apenas os vultos dos personagens durante a exibição. Pensei até que a minha TV estivesse com problemas no ajuste de imagens ou que a minha miopia tivesse piorado de vez!

 

Claro que eu concordo que a técnica noir / expressionista é primorosa, principalmente para filmes de suspense. Mas já encontra-se deveras exaustiva. Às vezes há filmes que visualmente são um breu, um quadro negro, em que você apenas escuta o diálogo dos personagens e a música incidental. Está ocorrendo o inverso dos primórdios do cinema:antes mudo e com imagens em movimento; agora, falado mas (quase) sem imagens!

 

E o pior é que tal técnica transcendeu as artes, influenciando de simples entrevistas aos talk shows. O mundo parece estar cada vez mais dark e sombrio em tom pastel. Um mundo neoexpressionista!

 

A impressão que fica é que nos EUA e na Europa[bb] estão eternamente sob um tempo nublado e com constante racionamento de energia, e que o sol apenas brilha ao sul do Equador.

 

Se eu já cheguei a usar óculos 3D no Cine Paraopeba, hoje só consigo assistir aos filmes e seriados com luz infravermelha.

Por Harley Coqueiro

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