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Santos Reis

Nem James Cameron Nem Real Madrid

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

 

B52_Invicioneiros

 

 

Avatar” encontra-se em cartaz e nem preciso vaticinar que certamente arrebanhará muitas estatuetas do Oscar 2010. Alguns amigos cinéfilos já até me recomendaram o filme.

 

Particularmente, eu não estou com a menor vontade de assistí-lo, pelo menos momentaneamente, por inúmeras razões, sendo a principal delas a manjada estratégia marqueteira de James Cameron, de propalar aos quatro ventos, de que se trata de “uma das produções cinematográficas mais caras da história”.

 

E é esse detalhe que me causa ojeriza em relação aos últimos trabalhos de Cameron. Eu disse “últimos”, porque considero “O Exterminador do Futuro” um dos melhores filmes de ficção científica que já assisti. Se bem que esse também não é um dos meus gêneros favoritos.

 

Quando “Titanic” entrou em cartaz, foi a mesma história: produção milionária e marketing megalomaníaco como o próprio transatlântico que naufragou. Resultado: o maior sucesso cinematográfico de todos os tempos. A maioria das pessoas que eu conhecia, havia assistido no cinema e me deu a impressão de que “jamais na história”, haveria filme tão ou mais emocionante. Eu, um iceberg do desdém, dava de ombros e me orgulhava em dizer que jamais assistiria ao filme. O velho chavão: “não vi e não gostei”...

 

Quase uma década mais tarde, confesso que acabei assistindo ao “Titanic” na Globo. Talvez movido mais por uma curiosidade mórbida: eu queria ver o chato do Leonardo DiCaprio morrendo congelado (brincadeirinha!). Conclusão: embora ainda não me empolgasse, não era um filme ruim, apesar da alardeada centena de milhões de dólares investida em sua produção e os óscares cooptados. Na década de 80, no programa “Acredite se Quiser” do lendário Jack Palance, eu vi um documentário sobre o histórico naufrágio, que ficou bem mais espetacular.

 

Eu já tentei buscar as razões que me levam a pensar e a agir assim. Talvez por ser mineiro e pobre (inclusive de espírito), desconfio sempre de ações que envolvam ou que dizem envolver muito dinheiro. Por exemplo, se eu fosse espanhol, dificilmente torceria pelo Real Madrid ou Barcelona. Pode ser ingenuidade minha, mas por mais que tentem me convencer do contrário, torcer para times que podem comprar os melhores jogadores do planeta, na hora em que bem entenderem, não tem graça. É artificial demais. Não sei se é porque o meu time, quebrado, já chegou ao cúmulo de não ter dinheiro sequer para pagar o salário do porteiro do clube...

 

Por isso eu sou daqueles que torcem pelo Davi diante do Golias. E assim sendo, continuarei sempre a torcer pelos moleques palestinos contra os soldados do exército mais poderoso e “abençoado” da terra.

 

 

[Gif by Harley Coqueiro]

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