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A Liberdade de opinião é um Direito, não uma Obrigação

O sensacionalismo na imprensa

terça-feira, 23 de março de 2010

 

É muito difícil julgar o papel da imprensa quando nos deparamos com momentos como o atual, em que um fato de grande relevância como o julgamento dos Nardoni ocupa espaço quase que exclusivo em toda a mídia nacional. Cabem sempre questionamentos sobre qual é o limite disso tudo.

 

 

O jornalista Luciano Martins Costa, em seu texto “O espetáculo do júri” de 23/3/2010 no sítio do Observatório da Imprensa, comenta sobre o espetáculo público que virou o julgamento e coloca em suspeita o veredicto que o júri tomar, devido à enorme carga emotiva instaurada sobre o caso. Martins Costa usa as seguintes palavras:

“Os jornais de terça-feira (23/3) procuram reproduzir o que foi o primeiro dia do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá. Eles são personagens centrais no caso do assassinato da menina Isabella, que foi atirada do sexto andar de um edifício em São Paulo, no dia 29 de março de 2008. (...)

 

De qualquer maneira, seja qual for o veredicto, não haverá como assegurar que a Justiça terá sido feita. A invasão do local do acontecimento por policiais sem nenhuma coordenação, a demora na lacração do apartamento, a ação indiscriminada de repórteres e populares nas redondezas podem ter prejudicado as provas periciais. (...)” (Luciano Martins Costa, in “O Espetáculo do Júri”, no sítio do Observatório da Imprensa)


Vale ler também o texto “Uma conveniente amnésia jornalística”, de Sylvia Moretzsohn, publicado em 23/3/2010 no mesmo Observatório da Imprensa. Faz-nos lembrar que a notícia passa a ser um grande artigo de venda publicitária para as empresas de comunicação e, na grande maioria dos casos, não há nenhum senso ético envolvido.

 

lendo um jornal

O que posso comentar a respeito nesse post é aquilo que coloquei no início: é muito difícil julgar o que seria ético. Até mesmo postar neste blog algo a respeito do caso pode parecer oportunismo. Mas, sinceramente, não foi a intenção. Quero apenas chamar a atenção para sermos mais críticos em relação ao que vemos/lemos/ouvimos na mídia nacional, especialmente quando percebemos que, em torno da notícia, armou-se um grande circo. A imprensa tem um papel conscientizador e formador de opinião. Essa responsabilidade é grande e deve ser exercida eticamente.

 

 

Quando vemos situações assim como o caso Isabella, percebemos que certamente existe algo mais do que o simples interesse da imprensa em divulgar a notícia e informar a sociedade.

 

Ao invés de versos, para os quais não sou conduzido neste momento, deixo-lhes uma tirinha buscada no Google, que achei conveniente para o fechamento desse post.

 

menina_isabella

 

 

Sobre o Autor:
The EDN

The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas

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8 comentários :

jornalistamasini disse... Responder comentário

A justiça não deve ser jornalística e tão pouco o jornalismo fazer justiça.

[ ]'s

Marcos Masini
http://www.pugnus.com.br

24 de março de 2010 08:46
Zé da Fiel disse... Responder comentário

A impunidade e o sensacionalismo da imprensa são agravadas pela maxima: "- Se é relevante é noticia." Mas tem um questionamento aí. Relevante pra quem?

A revista Veja RJ no ultimo domingo fez uma materia gigantesca sobre o envolvimento de Vagner Love e Adriano como os traficantes do Rio de Janeiro, os arguments obvios e sensatos do tipo: " eles vieram dessas comunidades, e sairam de lá por terem se tornado jogadores e pra eles é um lugar aprazivel e eles não são traficantes por andarem com que trafica." Foram aterrados pelos argumentos hipcritas de: "- Eles são exemplos."
Porra é logico que eles não são exemplos, não nesse sentido, nenhuma criança, nenhum jovem vai virar bandido por que viu eles no morro, vão virar bandidos por que não tem o que comer e vivem largados pelos pais que não são resposaveis nem por si mesmos.

Essa canalha jornalistica tecem centenas de argumentos pra escoderem sua real intenção, VENDER JORNAL. Em tempos dessa merda de big brother essa pessoas parecem ter perdido o discenimento do que é restito a intimidade individual e oque é um fato jornalistico. No fundo ninguem está interressado na pobre menina que morreu, mas sim na reação que a divulgação certos "factos" vai ter na população; Como a mãe se sentiu ao prescenciar os ultimos suspiros de sua filha? Ela odeia os ex-marido? E os avôs oque acham que aconteceu? Como era a vida escolar da menina, os professores e amiguinhos? E os vizinhos?

Pra quem interessa estas informções? Nós realmente temos que observar tudo isso? Essa semana eu evitei assistir os jornais, por que eu na minha ignorancia, não gostaria de dividir meu sofrimento ao vivo e em cores pro Brasil inteiro.

24 de março de 2010 08:50
Harley Coqueiro disse... Responder comentário

Como diria o Inácio Rolim :"onde é que assino?".

"Post" maduro, imparcial e questionador.

É muito sério o que você transcreveu da matéria do jornalista Luciano Martins Costa: independentemente se culpados ou não, o casal Nardoni já está condenado e isso é muito grave num Estado Democrático de Direito.

Fariseus atiram as suas pedras a esmo num espetáculo medieval do flagelo humano.

Chego a seguinte conclusão: os maiores condenados nesta história triste são os filhos do casal - um de colo e o outro de uns 5 anos - com os quais os "justiceiros de plantão" não estão nem aí.

Moral da história: triplo infanticídio midiático...

24 de março de 2010 09:23
theednpoetopias disse... Responder comentário

Prezados Jornalista Masini, Zé da Fiel e Coqueiro, acredito que, diante de tanta divulgação, fica difícil para qualquer um ficar isento. De minha parte, como educador e como cidadão, discuto com aqueles com quem tenho oportunidade o quanto temos que ser críticos diante do que a mídia nos traz. Muitas vezes, a tirania impera nos órgãos de imprensa e democracia, direito de resposta são ignorados. Sítios e programas de TV como o do Observatório da Imprensa prestam um bom serviço à sociedade quando questionam e esclarecem as notícias. Uma pena que existam tão poucos serviços assim disponíveis.

24 de março de 2010 14:14
Douglas disse... Responder comentário

Realmente disse Harley Coqueiro perfeito o texto. Não tenho o que comentar sobre o "circo" eu posso dizer que já não aguento mais ouvir, todos os canais nacionais a mesma coisa, os tele jornais chega a entrar em contradição do que um disse ao que o outro disse.
Se justiça vai ser feita creio que não, devido à grande "massa" de notícias transmitidas e retransmitidas dia e noite.
Parabéns pelo artigo ;)

24 de março de 2010 14:14
José Márcio disse... Responder comentário

Muito pertinente seu artigo sobre o assunto em questão. Interessante que li um artigo do Ricardo Kotscho no IG, que trata justamente sobre o tema. No referido artigo ele faz o seguinte questionamento: "Não se fala de outra coisa desde segunda-feira. A pergunta que me faço diante deste espetáculo: a imprensa mobilizou seus batalhões para atender a um interesse do público ou o público não fala de outra coisa diante da overdose da cobertura do julgamento em todas as mídias?"

Pelo visto, parte da imprensa extrapolou os limites da informação e transformou o julgamento num espétaculo dantesco e massificante cujo único objetivo é a audiência.

24 de março de 2010 14:31
memorialdeleituracidda disse... Responder comentário

Sinto-me tão triste a cada momento em que vejo o rostinho da Isabella Nardoni na tela...
Acho que a maioria de nós não suporta mais ouvir recontados a forma como a menina morreu, os sofrimentos pelos quais deve ter passado e torcemos para que termine logo o julgamento.
Espero que Deus dê serenidade ao júri para que a justiça seja feita, seja ela qual for, apesar de todo esse bombardeio sobre todas as mentes.

24 de março de 2010 17:31
THIAGO disse... Responder comentário

E O PIOR: SO DA ATENCAO OS CASOS Q A INTERESSA.
PENSEM: TODOS OS CASOS MAIS FOCADOS PELA IMPRESA, ACONTECEM CORRIQUEIRAMENTE. A DIFERENCA? QUANDO É ALGO LOCAL, OU SEJA, SAO PAULO OU/ E PRINCIPALMENTE RIO DE JANEIRO. É ASSIM Q ESSES ESTADOS REFORCAM SUAS IMPORTANCIA NACIONAL, MESMO SENDO CASOS RUINS. O Q IMPORTA NA VERDADE É NOME 1 BILHAO DE VEZES REPETIDOS: SAO PAULO, RIO, RIO, RIO, RIO, RIO, RIO, RIO, RIO,.....

FORTALEZA RECENTEMENTE TEVE O MAIOR ASSALTO A BANCO DA HISTORIA DO BRASIL. A IMPRESA ANUNCIOU, CONTUDO MORREU ALI MESMO.
AGORA IMAGINA SE FOSSE NO RIO: ERA O ANO TODINHO O FALOTORIO

9 de abril de 2011 12:08

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