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A Liberdade de opinião é um Direito, não uma Obrigação

Português correto não é opção, é obrigação…

sexta-feira, 26 de março de 2010

Desde os gregos e romanos, dominar uma língua, na sua variante padrão, indica ter o poder, centralizar o que podemos chamar de hierarquia de poucos sobre muitos, e isso é, ainda hoje, é uma realidade social. [Gutemberg Magalhães Oldack Barbosa]

 

Quem nunca se equivocou na grafia de alguma palavra, ou na concordância, que atire a  primeira pedra. Esse blogueiro que vos fala, mesmo se cercando de todos os cuidados, vezes ou outra, acaba cometendo deslizes e sacrificando o português culto.

 

ortocerto1

 

"Fracassar não é cair; fracassar é continuar no chão." [Desconhecido]

 

Muito oportuna as discussões arvoradas pelos mestres Hordones e Bauru acerca do uso correto do português nos blogs, essa iniciativa alvoroçou a blogosfera e deu origem a vários outros posts correlatos ao tema, inclusive este.

 

Já acendi outra calorosa discussão quando disse que a regra do twitter é não ter regra, por isso decidi colocar mais lenha na fogueira. Ao contrário do Twitter onde prevalece o gosto pessoal, no caso dos blogs, particularmente, acho que blogueiro que não domina o idioma coloca em xeque sua credibilidade. Para mim, não pode prosperar essa lorota de público específico ou  público alvo para justificar o linguajar desleixado, já que, diferentemente do Twitter, os blogs são abertos ao público em geral.

 

Vivemos em um país que adotou como idioma OFICIAL o português, que embora oriundo de Portugal, possui algumas peculiaridades que em muito o diferencia de seu precursor Luso. Ora! Se o idioma oficial é o português não existe motivos ou pretextos para uso de derivações (ou seriam aberrações?) baseados na logomaquia do público alvo!

 

Outro fator a se destacar é que é de suma importância não confundir a língua com a fala:

 

A língua, segundo o linguista Ferdinand de Saussure, “é a parte social da linguagem”, isto é, ela pertence a uma comunidade, a um grupo social – a língua portuguesa, a língua chinesa. A fala é individual, diz respeito ao uso que cada falante faz da língua. Nem a língua nem a fala são imutáveis. Uma língua evolui, transformando-se foneticamente, adquirindo novas palavras, rejeitando outras. A fala do indivíduo modifica-se de acordo com sua história pessoal, suas intenções e sua maior ou menor aquisição de conhecimentos. [Klickeducação]

 

pombo_portugues

 

Evidentemente que não estou condenando ao extermínio quem não utiliza o português culto, até mesmo porque não sou nenhum especialista, mas a grafia correta das palavras e a concordância deveriam ser obrigação, não só dos blogueiros, mas para todos que se comunicam dentro do nosso território. Muitos  apregoam que a língua portuguesa é muito difícil e colocam nesse mito a culpa pelo desmazelo com o idioma.

 

O português tem uma quantidade imensa de formas verbais, é verdade. Mas longe de isso ser um "luxo inútil", essas várias formas contribuem para que possamos transmitir com precisão as noções de tempo, modo, aspecto etc. Uma língua que não tem toda essa riqueza verbal precisa utilizar outros recursos para transmitir as mesmas noções, o que apenas desloca a complexidade do verbo para outro "setor". [Bruno Maroneze]

 

Não precisamos ir muito longe para vermos o quão importante é o uso correto da língua, quem não gosta de ouvir um discurso ou explanação que respeita as normas corretas de  linguagem? Ou então ler um artigo ou post bem articulado dentro dos padrões ortográficos e gramaticais? Faço minhas as palavras do Bauru: “O povo pode espernear o quanto quiser, mas quando vejo um erro gritante "perco a vontade" de terminar a leitura.”

 

Erros de português limitam a atuação do profissional [Claudia Cattoi]

 

Defesa da Lingua Portuguesa

 

O assunto traz à baila uma questão que é alvo de luta incessante dos catedráticos da língua pátria como os brilhantes professores: Bauru, Ernane, Jô Angel e afins,  contra a tosquice tupiniquim que insiste em dar méritos extremos ao lixo produzido em blogs que nem se dão ao trabalho de usar um dicionário.

 

Um blogueiro que domina bem a língua transmite confiabilidade, defende com mais relevância o ponto de vista, agrega conteúdo e valores. É evidente que  o português culto é dispensável em situações onde a simplicidade resolve. Poucos, por exemplo, entenderiam a frase: “Colóquio sonolento para gado bovino repousar”, mas saberiam perfeitamente meu intento se dissesse: “História pra boi dormir” ou quem sabe: “Impulsionar a extremidade do membro inferior contra a região glútea de alguém”, em vez de “Dar um pé na bunda”.

 

É importante ressaltar que existem diferentes formas de fala, mas nenhuma apregoa que os parâmetros ortográficos e gramaticais não sejam respeitados. É fundamental também se abster de utilizar gírias ou expressões tipicamente regionais que possam dificultar a compreensão dos usuários que não utilizem a sua variante da Língua Portuguesa.

 

Os dois grandes níveis de fala, o coloquial e o culto, são determinados pela cultura e formação escolar dos falantes, pelo grupo social a que eles pertencem e pela situação concreta em que a língua é utilizada. Um falante adota modos diferentes de falar dependendo das circunstâncias em que se encontra: conversando com amigos, expondo um tema histórico na sala de aula ou dialogando com colegas de trabalho. [Klickeducação]

 

O que se pretende com esse post não é impor a norma culta como parâmetro essencial aos blogs, mas sim, alertar sobre a importância da escrita correta mesmo nas frases mais simples do dia-a-dia. Pode parecer absurdo, mas já vi blogueiro escrever  “concerteza”, “cinsero”, “escluir”  e “otras cositas mas”. Isso sem citar as constantes ausências de coerência e coesão nos posts. Estão previamente perdoados os deslizes acidentais, mas erros grosseiros, como os supra mencionados, que me desculpem os autores, são um ultraje.

 

Não posso encerrar esse post e me esgueirar de render minhas homenagens especiais aos professores: @O_Bauru, Jo_Angell, @enanre, guerreiros obstinados em prol da nossa língua pátria.

 

Você pode gostar também:

10 coisas detestáveis e irritantes em blogs

Cuidado com o que você escreve nos blogs

Blogs, pior do que tá pode ficar!

 

Eu indico:

#Livros e Afins: 9 modos simples de evitar erros ortográficos de português, escrever certo e nunca mais passar vergonha.

#Piadas e Piadas: Piada: Vamos Falar Um Português Correto

#Bruno Maroneze: "Português é uma língua difícil"

 

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, mineiro de Paraopeba/MG, canceriano, engraçado, calmo, Cruzeirense. Apaixonado por Música, informática, Twitter, Blogs e Futebol! Saudosista dos anos 80.

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24 comentários :

theednpoetopias disse... Responder comentário

Prezado José Márcio, defender nossa língua é defender nossa cultura, é defender a essência de que somos feitos. Claro que não podemos nos esquecer de que a chamada "norma culta" representa uma ínfima parte do fenômeno que é a língua, mas também devemos lembrar que, como uma manifestação social na práxis da fala, ela permite aos indivíduos a interação. Não precisamos absolutamente ser adeptos do preciosismo linguístico, mas o bom uso da norma culta, especialmente no universo dos blogs abordado por você em seu post, permite que o mesmo cumpra melhor o seu papel de comunicar. Particularmente, como professor de língua portuguesa, não tenho nem posso ter absolutamente nenhum tipo de preconceito em relação às diversas variações que ela permite, pois isso é intrínseco ao fenômeno. Não vou me estender no assunto, que é apaixonante. Quem sabe eu escreva também um post a respeito, completando o meu raciocínio... Vamos aguardar os comentários dos demais leitores.

26 de março de 2010 11:13
Ana Karenina disse... Responder comentário

Olá José Márcio

Quero dizer que gosto muito dos seus posts e são eles que têm me motivado a vir aqui de vez em quando. rs

Quanto ao seu post tenho algumas coisas a dizer:

Embora você tenha sido claro quanto a dizer que escrever em blogs com atenção especial ao português correto é importante visto que estamos usando a modalidade escrita da língua neles, ainda assim surgirão pessoas que não vão entender o seu post e dizer que você está tendo preconceito linguístico, sendo ortodoxo e rígido demais com os falantes da língua, sabe por quê? Porque as pessoas não estão sabendo discernir o que é usar a língua escrita em um veículo de comunicação como blog e o que é usar a língua falada entre amigos e outras situações da vida. Mas vejo que você se preocupou em diferenciar o uso do português nessas situações, mas ainda assim haverá discordantes que interpretarão mal você, eu, os que você citou e a Manu Najjar que já postou recentemente sobre isso no Sem preceito e tantos outros que também defendem a mesma bandeira.

Com isso, vejo que as pessoas não estão notando que a questão chave é:

“estamos pregando que você escreva direito quando postar no seu blog, porque ele é público e acessado por muita gente e por isso você tem a obrigação de saber usar bem o português quando for escrever nele, deslizes acontecem, mas eles não podem e não devem virar rotina. Além disso, sabemos que a língua coloquial é diferente da linguagem escrita e por isso não queremos que você fale com sua mãe da mesma forma que você escreve no seu blog, mas o contrário (você escrever no blog da mesma forma que conversa com sua mãe) não é adequado.”

Não estou querendo fazer propaganda, mas eu já escrevi sobre isso num post chamado “preciso ser gramático pra escrever?”, lá eu falo da diferença ideológica entre gramáticos ortodoxosXlinguístas, e vejo que a forma como você interpreta estas questões é que induz você ao erro e a falta de conhecimento é que faz você seguir ideias que você nem sabe se são boas ou não, mas como muita gente diz você acaba dizendo amém(concordando) também.

Eu acho que quando as pessoas começarem a entender realmente isso, não precisaremos mais ficar explicando estas questões que pra nós está muito claro e bem óbvio, mas até lá vamos ainda nos defrontar com muitos debates de ideologias e egos inflamados. Mesmo assim é bom falar e debater sobre isso, é bom plantar a semente de coisas que valem realmente a pena prestar atenção.

É isso meu caro, um abraço 

26 de março de 2010 11:58
Jô Angeℓ disse... Responder comentário

Maravilhoso post, querido. Só agora pude vir realmente aqui. Muitíssimo obrigada pela homenagem. Realmente defendo a escrita correta como forma de expressão. E é interessante e válido tantos blogueiros dissertando sobre esse assunto.Abraços!

26 de março de 2010 18:46
Profº Júnior Lima disse... Responder comentário

Muito boa a matéria em epígrafe. Na verdade, tenho visto e lido cada coisa por aí que faz vergonha até mencionar. É de suma importância escrever com clareza e coerência. Isto implica, entre outras coisas, o abandono da prolixidade e da verborragia, principalmente quando o canal de comunicação é a blogosfera. Parabéns, mais uma vez, pelo texto. Delicioso e leve.

27 de março de 2010 16:36
Lilian Honda disse... Responder comentário

Há vários erros conceituais no seu texto no que diz respeito a variação linguística, norma culta e norma padrão.

Primeiramente, é bom que se saiba que a norma padrão brasileira foi criada no século XIX, tomando por base escritores do romantismo português, quando os românticos brasileiros já haviam introduzido mudanças por aqui. Se considerarmos que havia essa diferença dentro da elite cultural da época, imagine que abismo não existia entre o que se falava nas ruas e a recém criada norma padrão. Imagine agora, no século XXI, o quanto a língua que é praticada por nós difere daquilo que foi determinado na época.

Sobre a norma culta, é outra questão delicada. Qual norma culta? s universidades brasileiras estão fazendo o levantamento do que seria a norma culta em pelo menos oito capitais brasileiras. A pesquisa, chamada Projeto NURC (Norma Urbana Culta), deve ter três décadas e ainda está longe de terminar, mas tem dado um belo resultado (há vários livros do NURC com artigos interessantíssimos).

Quando você diz que "existem diferentes formas de fala, mas nenhuma apregoa que os parâmetros ortográficos e gramaticais não sejam respeitados" é uma afirmação duvidosa. Na fala, não há o que respeitar em termos de ortigrafia, porque não se trata de escrita. Na fala, há uma gramática própria. Um respeitadíssimo gramático chamado Ataliba Teixeira de Castilho organizou e publicou recentemente a Gramática do Português Falado, pela editora da Unicamp. A grámática a que você se refere é a gramática normativa, ela própria cheia de diferenças entre um autor e outro (sem falar nas gramáticas escolares, feitas de pura colagem). Portanto, que parâmetros gramaticais devem ser respeitados na fala, se a gramática da fala é outra? É na fala, convém lembrar, que surgem as mudanças na língua que irão se tornar "oficiais" ali adiante, a despeito de choro e ranger de dentes.

Outro ponto: não existem dois níveis de fala, coloquial e culto, como você afirma. Entre a fala e a escrita há um sem número de variações. Por exemplo: um bilhete que vc deixa para a mãe colado na geladeira tem muito mais a ver com a fala prototípica do que com uma conferência proferida por alguém (neste caso, se aproxima mais da escrita, em muitos aspectos). Há uma espécie de continuum que vai da escrita prototípica à fala prototípica, variando na proporção de formalidade e outra características.

Além disso, quando se trata de variação linguística, há que se considerar aspectos geográficos, condição sociocultural, faixa etária, origem... tantas coisas! Não existe norma padrão. Existem várias normas linguísticas numa sociedade. O que se convencionou chamar de norma culta é apenas aquela que é praticada pelo grupo de maior prestígio social - e, ainda assim, ela varia de região para região.

Com uma coisa, concordo: quem usa a norma culta tem mais chance de se sair bem profissionalmente. Por isso mesmo, cabe aos educadores ensinarem seus alunos a se tornarem "poliglotas na própria língua", como diz o grande gramático Evanildo Bechara. Isso significa: respeitar e valorizar a(s) norma(s) praticada(s) pela comunidade em que vive o aluno, ensinando-o a usar adequadamente a dita norma padrão quando assim for necessário. É mais ou menos como aprender a usar a roupa adequada para cada ocasião.

Infelizmente, as ferozes críticas ao português alheios, tão tipicamente brasileiras quanto as colunas de beletrismo nos jornais, só servem para promover o preconceito e refirmar o status de quem critica.

28 de março de 2010 00:36
Anônimo disse... Responder comentário

José Márcio, tu é cara do Nicolas Cage!!! =D Brincando.
Você está certo. As pessoas deveriam dosar o uso de gírias e abreviações na escrita. Às vezes, eu também cometo meus erros, principalmente na internet, pois revisar texto é um processo chato. Entretanto, quem deseja ser lido tem que se dar esse trabalho. Boa sorte nessa luta.

28 de março de 2010 03:23
Anônimo disse... Responder comentário

Eu num intendi direito esse post. hehehe

28 de março de 2010 14:30
Anônimo disse... Responder comentário

o principal objetivo de uma lingua é transmitir mensagens, comunicaçao, a grafia é so uma parte...leiam o livro chamado preconceito linguístico e vcs entenderão

28 de março de 2010 15:34
Anônimo disse... Responder comentário

O importante é a informação ser de fácil compreensão. NÃO importa como ela foi falada ou escrita.

28 de março de 2010 16:10
Vivis disse... Responder comentário

Ótimo post, parabéns!
Infelizmente os que cometem estes tipos de erro não lerão esta excelente dica.

28 de março de 2010 17:07
Anônimo disse... Responder comentário

Eim portugueiz eu çou fera!!!

29 de março de 2010 00:46
José Márcio disse... Responder comentário

Theednpoetopias, acho que esse texto ficaria muito mais rico se fosse escrito por você, como eu disse, não sou especialista.

Ana Karenina, o que você previu que aconteceria, realmente aconteceu, é só ler alguns dos comentários acima.

Jô Angel, homenagem mais do que justa aos heróis da resistência.

Profº. Júnior Lima, obrigado pelo comentário, vindo de um especialista me deixa duplamente feliz.

Lilian Honda, pelo visto você é uma especialista na área, quem sou eu para discordar de suas explanações, mas vou tentar fazer alguns esclarecimentos:
1º - deixei bem claro no texto que não sou especialista, portanto meu texto não tem a finalidade de abordar os assuntos de forma sistêmica. O objetivo principal é alertar para os erros gritantes de português presentes em alguns blogs.
2º - sobre sua colocação: ["não existem dois níveis de fala, coloquial e culto, como você afirma."] É bom que se esclareça que eu não afirmei nada, se você se atentar a esse trecho, ele está destacado com referência e link do local de onde foi retirado. Aceito sua opinião, mas prefiro continuar com a opinião do site Klickeducação sobre o tema.
3º - citei a questão da fala e da escrita somente para deixar claro que não é tudo que a gente fala no cotidiano que devemos escrever.
4º - diante de sua facilidade em abordar o assunto de forma técnica, sugiro que faço um texto com sua visão, creio que será bem útil.
Por último reafirmo que escrever o português correto é obrigação para blogueiros, principalmente as palavras mais triviais.

Anônimos, obrigado pelas opiniões.

29 de março de 2010 08:58
The EDN disse... Responder comentário

Prezada Lílian Honda, você "pegou pesado" com nosso editor-chefe! Mas agradecemos sua contribuição e a dos demais pra esse assunto tão apaixonante: nossa língua.
Conforme disse no primeiro comentário:
"Claro que não podemos nos esquecer de que a chamada 'norma culta' representa uma ínfima parte do fenômeno que é a língua, mas também devemos lembrar que, como uma manifestação social na práxis da fala, ela permite aos indivíduos a interação. Não precisamos absolutamente ser adeptos do preciosismo linguístico, mas o bom uso da norma culta, especialmente no universo dos blogs abordado por você em seu post, permite que o mesmo cumpra melhor o seu papel de comunicar. Particularmente, como professor de língua portuguesa, não tenho nem posso ter absolutamente nenhum tipo de preconceito em relação às diversas variações que ela permite, pois isso é intrínseco ao fenômeno."
A língua é um fenômeno, mas no universo dos textos eletrônicos específicos, como é o caso dos blogs, creio que temos que considerar o perfil de cada página. Um blog é, como premissa, uma página pessoal. Quem o publica deve fazê-lo com a intenção de divulgar sua linha de pensamento sobre algum assunto específico. Se entendermos assim, partimos do princípio de que ele quer que alguém leia. Mas ele não sabe quem vai ler. Aí está o "xis" da questão: como o público de blogs é bastante variado, para que o "blogueiro" possa atingir convenientemente um número maior de pessoas, sem que haja problemas de comunicação, o pressuposto é que ele deve usar um padrão de linguagem, digamos, mais "padronizado". É uma utopia querer sistematizar todo o fenômeno representado pela língua em um conjunto de normas, mas é importante que se tente criar um padrão para que essa língua não se perca. Por mais que haja estudos importantes como o que você citou (NURC), essa discussão sobre a distância da chamada norma culta e da língua falada sempre existirá. E não apenas na língua portuguesa, mas nas diversas línguas "gramaticalizadas" no mundo.
É um assunto polêmico e apaixonante e sua contribuição para esse post foi muito positiva, repito. Volte mais vezes...

29 de março de 2010 09:04
Bauru disse... Responder comentário

José Márcio, creio que a principal qualidade de um leitor é entender o texto e os pressupostos que há nele. Como usuário da norma padrão no exercício de minha profissão, não posso deixar de valorizar suas intenções com este post. É importante mencionar que a discussão sobre norma culta, norma falada, padrão culto e tralalá é deveras complicada, pois varios cordéis devem ser considerados. Não discordo do que a Lílian Honda disse, mas prefiro acreditar naquilo que você se propôs a fazer aqui. Como blogueiros devemos sim escrever corretamente. Quando nosso blog é uma extensão de nossa vida e posicionamentos diante de assuntos polêmicos, devemos mais ainda escrever corretamente. Que fique claro que "escrever corretamente" na minha fala significa escrever de forma que o pensamento torne-se comum para o leitor e que se leve em consideração o contexto de produção do enunciado. Não acrescento mais nada, pois acredito que o professor EDN falou o que precisava ser dito.

P.s.: tenho receio de receber certa visita no meu blog agora...

29 de março de 2010 22:13
José Márcio disse... Responder comentário

Prof. Bauru, fiquei extremamente feliz com sua opinião, assim como dos também professores The EDN e Júnior Lima, mostra que pelo menos parcialmente consegui atingir os objetivos do post.

30 de março de 2010 08:35
Ricco Lima disse... Responder comentário

Muito apropriado o comentário de Lilian Honda. Na página www.facebook.com/linguabrasileira há reflexões interessantes sobre a norma que de fato é padrão no Brasil. A página procura descrever como funciona a língua brasileira e faz refletir sobre a arbitrariedade da norma.

24 de setembro de 2010 11:20
rcadesign disse... Responder comentário

Para The EDEN

o pressuposto é que ele *deva* usar um padrão de linguagem.

27 de outubro de 2010 10:59
laisandrade disse... Responder comentário

Concordo que tenhamos que 'escrever certo', pelo menos a grafia e a concordância, mas não precisamos tanto assim do que você chama de 'língua culta', já que não a falamos no nosso dia (pelo menos da grande parte, e principalmente dos que acessam blogs, que são em sua maioria, jovens), pois muito do que se tem na 'norma culta' já se tornou arcaica de tanta falta de uso da mesma no 'falar popular'. Dizer que determinada escrita e/ou fala é culta traz consigo um tanto de preconceito. Eu acho que faltou você citar um grande autor linguista, Marcos Bagno. Se não leu, leia Preconceito Linguístico.

E por fim, discordo do título: não acho que seja 'obrigação', acho que é mais contexto, meio social.

Ah, no mais, bom post.

7 de junho de 2011 16:01
Dr. Diêgo E. disse... Responder comentário

Primeira vez de muitos acessos nesse humilde blog,eu não ligava muito para a escrita correta mas ultimamente venho me empenhado em aprender, a cada dia que passa o gosto pelo português correto aumenta e à cede de escrever e falar bem corretamente aumenta! Mais enfim, gostei do blog e das variações de argumentos e opiniões!
Estou com todos vocês que aponham o português correto.
Que Deus vos abençoes todos vocês ♥

4 de outubro de 2011 08:53
Anônimo disse... Responder comentário

O mais interessante de seu comentário são os poucos "erros", ou discrepâncias, com a norma padrão comumente usada no Brasil.
Quer dizer, seu discurso critica o que sua prática defende!

11 de outubro de 2011 20:28
Anônimo disse... Responder comentário

SR: jose marcio,sou Ahmad kalil... Libanês de nacimento e estou morando no Brasil e falo muito pouco português suas ideias seus pensamentos me tarz enteder essa ligua portuguesa ..... a vezes não é tão facíl assim....... obrigado

23 de outubro de 2011 21:40
Bufo et Squarcino disse... Responder comentário

"Agora eu pergunto: Quem é este cidadão que atende por este patronímico para propagar esta verrina não só vexante como metuenda? Apenas um rapsodo, veabolante, sorrelfa e tramposo. Prolificentíssimos em chocarrices e parastes e que em uma das janelas de jar aguateiros e falta de profícuos que fazeres teve o ousio de profilgar o léxico copátrio com esta objurgatória quentóxina. Escuse-me o impertérrito semáculo por acometer contra as suas oiças com expressões tão simples, esquisapapalvas. Mas o assunto deve ser pendorado com toda clareza como estou fazendo. Não espere o proditor minhas profalsas por tal assertiva que nada mais é do que um vitupério, um menoscabo, procedimento soez - característico dos procazes valdevinos, mel hortes , zagorrinos e pataratas. O que é litigável litiga-se, diga-se de passagem. Será ele um folas que necessite de égide ou, quem sabe, um aclófobo que busca malsinação. Frenopata não é, pois, quando ainda subjacente, o vi fornecer a um médium de sorte um autógrafo chibunte, e, ao que me consta, cotriba não quis ser por zumbaia e nenhuma quizila, diga-se de passagem. (Podes crer. Podes crer, amizade.) Não sou um nubívago, nem me julgo um hermeneuta a viver barbialçado com ignaros a me sorrabar, porque a mim ninguém sorraba. Ele, sim, adora ser sorrabado pela simples razão de se achar um aríolo. Realmente, ele tem frenesia ror. Mas e daí? Qual é a dele? Sejamos debatiços. Saiamos da hebetude desta sorda panície undíflua diante à que estamos da gambérria de um pacóvio que já canonizou por alboroqueses que hoje rebimbado plebeíza nossa língua. Mas quem é que não entende o português? Nosso idioma é de uma clareza vítria, ebúrnea, de facílima captação. Os hodiernos é que tudo me choutearam com uma verbiagem que nada mais é do que um mistifório com palavras impedientes de qualquer entendimento. Falei simples como eu falei do pródromo desta parlanda usando os verbetes que usaria uma criança ainda pulcra e não haverá apodos ora, porra."

10 de abril de 2012 18:35
José Márcio disse... Responder comentário

#Bufo et Squarcino, você acaba de ser agraciado com o troféu Yolhesman Crisbelles, foi escolhido por unanimidade. Aguardo contato pra definir o local e data da entrega. Abraços!

11 de abril de 2012 08:41
The EDN disse... Responder comentário

@rcadesign
Respondendo para RCAdesign: na citação em questão, usei o modo indicativo mesmo, pois não quis expressar hipótese, mas sim AFIRMAR que se deve de fato usar uma forma padrão de expressão linguística no caso em discussão.

30 de maio de 2012 08:08

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