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Santos Reis

Os 11 jogadores mais problemáticos do futebol

quarta-feira, 28 de abril de 2010


Fui atiçado pelo colega invicioneiro Coqueiro em relação à temática futebolística e, nessa linha, não pude furtar-me a publicar uma lista com os jogadores, craques ou não, que marcaram suas carreiras não só pelo futebol, mas pelas confusões armadas dentro e fora do campo por eles. Como sempre, a lista é aberta, por ser essencialmente subjetiva e polêmica. Como é um espaço democrático, os leitores desse blog estão livres para discordar da mesma e sugerir a própria lista nos comentários. Um detalhe: a lista não contempla todas as posições do time.

Vamos à lista…

Jose Luis Chilavert (Paraguai) – esse goleiro paraguaio, entre outros problemas, em plenas Eliminatórias da Copa do Mundo, deu uma cusparada no rosto de Roberto Carlos, durante uma partida entre Brasil e Paraguai. Tinha mania de sair jogando como um zagueiro, driblando os adversários (embora várias perdesse a bola e entregasse o ouro para o adversário), além de ser um excelente cobrador de faltas e de pênaltis. Foi um dos primeiros goleiros artilheiros da história do futebol. Era um brigão e um grande frangueiro, falhando em momentos cruciais. Na segunda partida da Copa de que participou, contra a Espanha, errou grosseiramente feio ao sair num cruzamento, que resultou num dos gols da vitória de 3 a 1 da “Fúria”. Na partida seguinte, o Paraguai venceu por 3 a 1, mas Chilavert levou o maior frango da Copa, numa bola besta, cruzada da direita, que bateu em seu pé, passou pelo meio das pernas e entrou.
 
 


Mário Sérgio - A destreza com a pelota desse verdadeiro “pau de bosta”, como se diz na minha terra, era a mesma para suas língua afiada. Aprontava todas em campo e fora dele e era o terror de técnicos e juízes. Certa vez, quando jogava no São Paulo, a torcida começou a criticar o time que tinha jogado mal, reunida em torno do ônibus da delegação no interior de São Paulo. Mário Sérgio pegou o seu revólver e atirou para o alto, pondo para correr os torcedores.
 
 


Zidane - Um dos maiores e mais premiados jogadores da Seleção Francesa de todos os tempos, Zinédine Yazid Zidane, o meia francês de origem argelina era tido como um dos melhores jogadores da história do futebol mundial. Durante a carreira, defendeu equipes como Juventus e Real Madrid, estando presente também, na fase mais vitoriosa da história da seleção francesa, que conquistou uma inédita Copa do Mundo e o segundo título da Eurocopa de sua história. E foi numa final de Copa que Zidane trocou a habilidade pela luta livre e deu uma baita cabeçada no peito do zagueiro italiano Materazzi. Foi expulso e a Itália ficou campeã da Copa de 2006.
 
 


Paulo César Caju - De opinião radical, foi um grande jogador brasileiro. Seu nome era Paulo César Lima, nascido na favela da Cocheira, no Rio de Janeiro. Ele tinha o sonho de fazer sucesso no futebol e sair da miséria. Como a favela onde fora criado ficava no bairro de Botafogo, nada era mais natural do que ele fosse tentar a sorte no alvinegro de General Severiano. Atuou pelo Botafogo dos fins dos anos 1960 ao início dos 1970. Seu futebol habilidoso e provocador foi chamando a atenção. Em pouco tempo se tornou conhecido em todo o Brasil, por causa das confusões dentro e fora do campo.

PC, na época em que jogou pelo Botafogo, vivia em rodas com jornalistas e intelectuais . Divulgava as ideias do movimento americano Black Power e dos Panteras Negras, que pregavam igualdade entre negros e brancos, a cultura negra, e divulgavam as idéias dos grandes ídolos negros na época. Não foi à toa que PC recebeu o pai do reggae, Bob Marley, em uma de suas visitas ao Brasil. Em sua passagem pela França se tornou uma pessoa influente, frequentava festas da alta sociedade, regadas a quantidades exorbitantes de bebida e drogas, principalmente cocaína. Andava com belas mulheres, restaurantes, festas, passeios de iate e lancha. Ganhou o apelido de “Caju”, por ter comprado um carro com a cor dessa fruta com o dinheiro que ganhou na transferência para o Olympique e de ter usado os cabelos descoloridos, para combinar com o carro em suas saídas pela noite carioca.
 
 


Djalminha - filho do grande jogador Djalma Dias (ex-craque da Seleção Brasileira e de grandes clubes brasileiros, inclusive o Atlético Mineiro), Djalma Feitosa Dias, o Djalminha não negou o DNA e se tornou um craque também. Jogou no Flamengo e no Palmeiras, mas foi no Deportivo La Coruña, da Espanha onde passou a maior parte da carreira. Formado nas divisões de base do Flamengo, Djalminha fez tinha um futuro promissor na Gávea, mas após uma discussão e troca de empurrões, com o então companheiro de equipe Renato Gaúcho, deixou o clube pela porta de trás.

Do Flamengo jogou no Guarani, e no futebol japonês. Não se adaptando à vida no Japão, no mesmo ano em que saiu, retornou ao Guarani. Em 1995, Djalminha foi contratado pela Parmalat para jogar no Palmeiras que tinha grandes jogadores como Cafu, Júnior, Flávio Conceição, Rivaldo, Müller e Luizão. Com esse timaço, o Palmeiras venceu o Campeonato Paulista de Futebol de 1996, quando seu ataque atingiu a histórica marca de 102 gols anotados. A carreira de Djalminha atingiu seu ponto máximo em 1997, quando conquistou a Copa América atuando Seleção Brasileira. Depois deste sucesso na Seleção, foi defender o Deportivo la Coruña, de 1997 a 2002, tornando-se ídolo, conquistando o inédito Campeonato Espanhol de 1999/2000. Mas em 2002, aprontou mais uma confusão, durante um treino, Em um treino do La Coruña, em 2002, não concordou com a marcação de uma falta e não teve dúvidas: depois de chutar a bola para longe, atingiu o técnico Javier Irureta com uma cabeçada no estilo Zidane. Por seu comportamento indisciplinar, acabou fora da Seleção Brasileira de Luís Felipe Scolari que disputou a Copa do Mundo de 2002 e foi penta-campeã. Djalminha tinha uma habilidade invejável com a bola dos pés, mas pecava pelo seu temperamento explosivo.
 
 


Edmundo e Romário - A dupla de craques cariocas jogou lado a lado em vários clubes ao longo da carreira. Falar das confusões em que eles se envolveram é coisa difícil, pois os dois não eram fáceis, principalmente o jogador Edmundo, apelidado justamente de “Animal”. Os bad boys fizeram até um rap juntos. Vejam alguns trechos:
“Romário meu amigo sou Edmundo animal / posso aprender contigo tu é o mestre ideal. / Fazer gols é a nossa diversão e o point preferido / quiosque Viajandão, / Onde encontro a rapaziada / Tem muito futevoley e o pagode é da pesada (...)”

 
 

Gascoigne - jogador inglês, criador de confusões dentro e fora de campo, Paul John Gascoigne iniciou sua carreira no tradicionalíssimo Newcastle United em 1985. Passou pelo Tottenham Hotspur, pela Lazio, pelo Glasgow Rangers, pelo Everton e pelo Burnley. Neste último, fez quatro jogos e se aposentou do futebol, planejando o retorno após a Copa do Mundo de 2002. Foi convocado para a Copa do Mundo de 1990. Na semifinal, contra a Alemanha Ocidental, acabou sendo centro de uma das imagens mais marcantes da história da Copa do Mundo: após uma disputa de bola contra um adversário, foi advertido com cartão amarelo pelo árbitro brasileiro José Roberto Wright, significando que, se a Inglaterra vencesse, Gascoigne ficaria de fora da final por ser seu segundo amarelo na Copa. Ciente disso, começou a chorar compulsivamente. O Mundial de 1990 foi o único de sua carreira; a Inglaterra não se classificou para a Copa do Mundo de 1994 e na Copa do Mundo de 1998 ele foi barrado pelo técnico Glenn Hoddle. Sua carreira foi marcada pelo alcoolismo e pelo envolvimento com drogas.
 
 


Éder Aleixo - Éder Aleixo de Assis começou sua carreira pelo América Mineiro (MG), como ponta esquerda. Após se transferir para o Grêmio, foi comprado por um dos rivais do América: o Atlético Mineiro. Lá permaneceu a maior parte de sua carreira, e lhe rendeu convocações para a Seleção Brasileira durante muitos anos. Éder recebeu a Bola de Prata do Campeonato Brasileiro em 1983. Jogou 52 partidas (5 não oficiais) pela Seleção Brasileira. Atuou na Copa do Mundo FIFA de 1982. Seu apelido era “A Bomba de Vespasiano”, uma vez que, supostamente, ele tinha o chute mais poderoso do mundo. Marcou um belo gol contra a União Soviética nesta copa, o qual constantemente é listado como um dos mais fantásticos gols marcados em uma Copa do Mundo. Depois que seu companheiro de time, Falcão, deixou a bola passar entre suas pernas, Éder ajeitou com seu pé esquerdo antes de estourar a bola na rede com o mesmo pé a uma distância de 25 metros. Dasaev, goleiro soviético - considerado o melhor goleiro do mundo - sequer se moveu.

Mas Éder se tornou conhecido também por sua intempestividade. Era constantemente expulso por discutir com juízes e adversários. Raramente brigava fisicamente, tendo uma vez corrido do lateral Nelinho (na época no Cruzeiro) mais de 200 metros no Mineirão, em um jogo Atlético X Cruzeiro, vencido pelo Galo. Depois de uns anos, Nelinho e Éder se tornariam grandes amigos e jogariam juntos vários anos no Atlético.

 
 
 

Palhinha - Vanderlei Eustáquio de Oliveira começou a carreira na região do Barreiro, em Belo Horizonte, aos 10 anos. Descoberto pelo treinador Lincoln Alves no futebol de salão do Cruzeiro aos 14 anos, onde jogou como ala esquerdo, já revelava uma característica que marcaria sua carreira: a catimba e a capacidade de irritar o adversário. No ano seguinte, foi jogar no juvenil do futebol de campo e, aos 18 anos, estreou nos profissionais., embora fosse complicado disputar posição com fenômenos do futebol como Dirceu Lopes, Tostão e Evaldo. Acabou como um reserva de luxo do grande time celeste da época.

Mas após Tostão ter sido vendido para o Vasco em 1972, passou a ser o titular. Conciliava a velocidade com a inteligência. Era um artilheiro, que a base de valentia e muita catimba, furava as defesas adversárias. Era difícil um jogo em que um jogador adversário não era expulso devido a uma agressão (ou tentativa de agressão) contra Palhinha. Não se sabe o que ele dizia aos adversários, mas conseguia irritá-los também com os dribles desmoralizantes e a insistência em marcar a saída de bola (coisa rara entre atacantes na época em que jogou), muitas vezes roubando a bola e fazendo gols. É até hoje o maior artilheiro brasileiro em uma só Libertadores, por ter marcado 13 gols na campanha cruzeirense do título da Taça Libertadores da América de 1976.

Foi vendido em 1977 ao Corinthians por 1 milhão de dólares , o que foi a maior transação do futebol brasileiro na época. Em 1980, defendeu o Atlético Mineiro, grande rival cruzeirense, provocando a maior polêmica em Minas, pelo fato de ter sido ídolo no Cruzeiro. O Galo, dirigido pelo saudoso Elias Kalil, tinha na época o melhor time do Brasil, formado por João Leite, Luizinho, Reinaldo, Cerezo, Paulo Isidoro, entre outros craques! Foi Tricampeão Mineiro, Campeão do tradicional Torneio de Málaga (Troféu Costa Del Sol) e Vice-Campeão Brasileiro numa polêmica e disputada final contra o Clube de Regatas Flamengo.
 
 


Serginho Chulapa - Aos 12 anos, Sérgio Bernardino começou a jogar em times de várzea da zona norte de São Paulo, como o Cruz da Esperança e o Vasco da Gama. Até hoje, o atual treinador de futebol diz que se não tivesse ido para o esporte, certamente estaria na criminalidade. Depois de ser dispensado de alguns times, acabou nos juvenis do São Paulo, onde jogou por um longo período e tornou-se ídolo. Pelo São Paulo, jogou, entre 1973 e 1982, um total de 401 partidas (210 vitórias, 113 empates e 78 derrotas) e marcou 243 gols, tornando-se até hoje o maior artilheiro da história do clube. Nesse período, conquistou o Campeonato Paulista de 1975, 1980 e 1981 e o Campeonato Brasileiro de 1977.

Foi um dos maiores criadores de confusão do futebol brasileiro. Grandalhão e fortão, achava que podia bater em todo mundo. E batia. Raramente apanhava. Seu tamanho intimidava qualquer um. Nome certo para a Copa de 1978, o técnico Cláudio Coutinho acabou deixando para trás, porque Serginho teve que cumprir um ano de suspensão por agredir um bandeirinha. Em 1982, foi convocado para a reserva mas acabou se tornando titular na Copa, quando Careca se machucou antes da estréia.

Teve também uma boa passagem pelo Santos, onde chegou a ser artilheiro do Campeonato Brasileiro. Ao longo de suas três passagens pelo Peixe, marcou 104 gols e, junto ao ponta-esquerda João Paulo, é um dos dois maiores goleadores da equipe após a Era Pelé.
Entre as grandes confusões que armou alo longo da carreira, uma é bem conhecida e quase deu cadeia por tentativa de homicídio: Serginho Chulapa deu um chute na cabeça de Leão, na época, goleiro do Grêmio, na final do Campeonato Brasileiro de 1981. Dizem que o motivo de reação tão violenta foi o seguinte: na época, o então centroavante do São Paulo sofria de hemorroidas e Leão, sabedor do drama do centroavante, teria passado o jogo inteiro fazendo insinuações sobre a causa do surgimento da doença do Chulapa, que não gostou da brincadeira.

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Aqui termino minha lista. Como disse, ela está em aberto. Certamente, muitos outros jogadores podem ser lembrados, mas é inegável que os relacionados por mim estão entre os maiores causadores de confusões no futebol.
 
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Sobre o Autor:
The EDN

The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas

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