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Sobre a saudade

quarta-feira, 12 de maio de 2010




Uma vez falei da saudade. É um sentimento paradoxal. Mesmo que doloroso, traz-nos a oportunidade de relembrar. Nesse post não posso ir muito além do que me permite esse sentimento que me toma completamente no momento. Ele absorve-me e o que sei é que algum tempo vai se passar até que possa compreender bem o significado da perda que tive no último final de semana.


Há um bom tempo, li um texto que comparava a nossa vida a uma viagem de trem. Não sei a autoria. Mas é muito interessante a analogia. Transcrevo-o.


Viagem de Trem




“Há algum tempo atrás, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma leitura deveras interessante, quando bem interpretada. Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.


Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituíveis… Mas isso não impede que, durante o viagem, pessoas interessantes e que virão o ser muito especiais para nós, embarquem.


Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos. Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio. Outros encontrarão nessa viagem somente tristezas. Ainda outros circularão pelo trem, prontos o ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.



Curioso é constatar que alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante o trajeto, atravessemos com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles… só que, infelizmente, jamais, poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar.



Não importa, é assim o viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas… porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e provavelmente, precisaremos entender porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que não entenderá.


O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em que parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades… acredito que sim. Mas separar-me de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido.


Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste, mas me agarro no esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que tinham quando embarcaram… e o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa…



Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranquila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.”

 

 

Sobre o Autor:
The EDN

The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas

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4 comentários :

Jô Angeℓ disse... Responder comentário

Muito lindo!

12 de maio de 2010 15:12
Harley Coqueiro disse... Responder comentário

É assaz perceptível quando a alma de um poeta está fragmentada...

Eu não sou um poeta, mas a minha também está assim pelo mesmo motivo...

Um amigo se foi da forma mais estúpida, dentre todas as estupidez humanas: a nefasta bala perdida. E o pior é que não foi no Rio...

12 de maio de 2010 17:55
José Márcio disse... Responder comentário

É companheiro! A vida às vezes nos reserva alguns percalços. Estamos solidários com sua dor.

13 de maio de 2010 09:36
cidda disse... Responder comentário

Muito emocionante o texto. Neste momento faltam-me as palavras, mas compreendo a sua dor, pois vivencio algo assim no momento.
Sinto-me agraciada, entretando, por, num determinado dia,ter sido tocada pela grandeza do amor entre você e sua irmã querida.
Também sentirei muito a falta dela.
Abraços,
Cida.

13 de maio de 2010 21:12

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