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Santos Reis

A caixa

quarta-feira, 2 de junho de 2010

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Na linha do post anterior, ainda lembrando pessoas queridas da minha vida como educador, deixo-lhes mais um texto breve em que duas figuras aparecem-me marcantes, pelo amor irradiado.
 

Um casal que encantava a todos, não só pela simpatia, mas pela simplicidade e sobretudo pela fidelidade com que viviam o namoro, já, naqueles anos, coisa rara entre jovens do Ensino Médio (muito mais hoje, não é mesmo?), no extinto e valorizado curso de Técnico em Contabilidade da CNEC de Caetanópolis.
 

Como observador que nada sabe, via crescer diante de mim uma coisa muito bonita que sempre impressiona aos neófitos, como eu era naquele tempo, nas relações amorosas. JM e J, permitam-me não revelar-lhes os nomes por questão de ética (eles são leitores de “Os Invicioneiros” e saberão, certamente, que os homenageio), continuam pessoas fascinantes pela simpatia que irradiam em tudo que fazem. Eu que o diga, pois sou agraciado com amostras disso de vez em quando.
 

Universalizando esse episódio de minha vida, trago então aos leitores a importância de valorizarmos pessoas assim, verdadeiros paradigmas. Muitos amigos fiz nessa época e ao longo da minha vida como educador. Alunos meus inverteram (e ainda invertem) muitas vezes os papéis. Tornam-se meus mestres. E como é bom aprender...
 

A eles deixo um poema da época, feito de metáforas que sintetizam fatos importantes de minha vida. Nunca o leram, pois nunca mostrei a eles. Espero que gostem.
 

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“A caixa”

 

Tenho em casa uma caixa
onde guardo todos os meus sonhos bons.
É como se fossem fitas cassetes
registrando todos aqueles sons
que constituem a música de minha vida.
Guardo também algo mais precioso,
Que são as lembranças de um tempo bonito.
Aquela inesquecível turma de Contabilidade
Deixou para mim juros enormes de saudade.


O rapaz de olhos claros que brinca nas minhas aulas
E a moça bonita, sua namorada firme e decidida
Encantam a todos pela maneira que vivem a vida.
Eram, sem dúvida, símbolos de um amor nascente
Que contrariava o status quo daquela gente.


Perco-me às vezes, dentre os labirintos
Que criei para proteger essa caixa preciosa.
Procuro me livrar do Minotauro,
que sou eu mesmo — não consigo.
Ícaro, voo então com minhas asas de cera,
sobrevoando minha própria consciência...


Lembrando aquela turma de Contabilidade
Resgato um tempo de boas coisas na vida
Construo então dentro de mim uma verdade
Que me estruturam firmemente para suportar a lida
Imposta impiedosamente pela dura realidade.


Através dos amigos que constituímos
E das felicidades construídas que vemos
Podemos compreender os paradigmas que representam.
Essa caixa, meu tesouro, reserva-me a oportunidade
De lembrar essa turma do curso de Contabilidade.


 

Sobre o Autor:
The EDN

The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas

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