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Santos Reis

Primeira vitória do Brasil na Copa

terça-feira, 15 de junho de 2010

Este é um post publicado em parte há algum tempo no Poetopias. Da mesma maneira que fiz por lá, faço aqui: o título aparentemente não se relaciona com o objeto do texto. Mas deixo uma correlação lógica: a primeira vitória do Brasil na Copa trouxe-me lembranças de 1982, primeiro jogo do Brasil. A estreia foi contra a extinta União Soviética, em Sevilha e, como a da atual copa, ficou aquém das expectativas. Começamos perdendo, quando a União Soviética abriu o placar com Andriy Bal, aos 33 minutos do primeiro tempo, após um frango do goleiro Valdir Peres.

 

A União Soviética tinha, na época, o melhor goleiro do mundo: Dassaev. Os soviéticos nos deram um aperto e foram até prejudicados pela arbitragem. Mas dos 15min do segundo tempo em diante, brilhou o nosso talento com a bola. Pressionamos os soviéticos até o empate aos 29 minutos, depois de Sócrates passar por dois cossacos e chutar forte de fora da área. Aí, a consagração: quase no finalzinho do jogo, Paulo Isidoro cruzou a bola pela esquerda, Falcão fez o corta-luz e a Bomba de Vespasiano, Éder Aleixo, detonou. O atacante do Atlético Mineiro dominou a bola e, sem deixá-la cair, deu um chute considerado por muitos como um dos maiores petardos do futebol em todos os tempos. Meu pai e minha mãe vibraram muito comigo naquela época... Deu uma saudade!...


Tive a oportunidade de encontrar com minha madrinha Dinha e ela falou-me de umas histórias legais de São Vicente e de meu pai. É sempre bom ouvir histórias de pai e mãe, no duplo sentido. Se não mais posso ouvi-los contar, que alguém me conte histórias sobre eles. Quem sabe as publique nesse espaço virtual de sonhos e confissões.


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O título do post remete a coisa totalmente diferente desse assunto. Tinha intenção de escrever coisa totalmente diversa. Mas não sou dono das palavras. Sou escravo delas e já disse isso outras vezes. Sou escravo delas e submeto-me ao que me orientam, como se psicografasse num fluxo ininterrupto, enquanto ouço Carmina Burana (Fortuna Imperatrix Mundi-Fortune plango vulgare). Mantenho título, ainda que não tenha muita coisa a ver com o post.


Não preciso me estender. Pareço um poeteiro (como classificou este blog um leitor). Respondi-lhe: fazer o quê? Talvez seja meio assim romântico, embora sobrevivi ao mal-do-século. Tenho emoções que não costumo represar. E a palavra permite-me revelá-las, à deriva de meus reflexos de constrangimento. Tenho emoções e incluo nesse post um vídeo legal que vi sobre o tema embora não queira tratá-lo como lema nem problema. Apenas um dilema.


Este espaço virtual apareceu-me como uma janela. Uma oportunidade de ver o mundo panoramicamente e mostrar-me a ele apenas pelo espaço que a janela permite. É injusto? O que é justo? Quem quiser ver-me mais, deverá entrever-me nas entrelinhas. Entreler-me.




“Janelares”

“(…) O pensamento o perde

A emoção o encontra

O sorriso o alcança

E a vida o perece (…)”

(Maria Helena Braz da Silva)


sobrevivo ao mal-do-século

não obstante meu coração em pedaços

insiste em existir

sofro é claro sofro muito muito muito

com a saudade de pessoas que se foram

e não podem mais me contar suas histórias

mas a vida me faz prosseguir

mesmo que sofra

sei que o sofrimento é necessário

para crescer...

pelas janelas vejo o mundo

que apenas me entrevê

vejo a ti

que estás aí a me ler

do outro lado da tela do teu computador

com dor ou sem ela

olhas-me pela janela

que a máquina te permite usar

se tu janelares

descobrirás olhares

que tu não tinhas visto antes

e se enxergares o que está aqui dentro

verás que o mundo não é só teu mundo

sobrevivo ao mal-do-século

não sou tão romântico afinal

descubro palavras e elas me descobrem

desnudam-me perante o mundo

brinco com elas e elas judiam de mim

maltratam-me inexoravelmente

mas depois me consolam

com carinho extremo e muito amor

mas há uma palavra que me machuca

mesmo que sem crueldade

esta palavra que (não ouses dizê-la) tento esquecer

esta palavra que me recuso a dizer

esta palavra: saudade...

 

Sobre o Autor:
The EDN

The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas

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