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Santos Reis

Sob o domínio das redes sociais

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Segundo Wikipédia Vício (do latim "vitium", que significa "falha ou defeito" ) é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. O termo também é utilizado de forma amena, muitas vezes deixando um índice de sua acepção completa. Por exemplo, viciado em chocolate.

 

vicio_maldito

 

É inegável a expansão das redes sociais, estudos demonstram o crescimento vertiginoso do acesso de usuários às mais diversas redes existentes, a própria expansão de provedores de internet facilitou o ingresso aos chamados sites de relacionamento. Hoje, grande parte das pessoas, participa de pelo menos uma rede social.

 

As redes sociais, ou sites de relacionamentos, invadiram a internet conquistando instantânea popularidade. Na nova era digital, vale tudo para aparecer, tenha o usuário boas ou más intenções. Algumas dessas redes, como o Orkut, MySpace, Facebook, Twitter, Blogger, Flickr e YouTube estão em constante evolução e não param de crescer. Estima-se que o público desses sites tenha crescido entre 20 e 25% nos últimos três anos. [Cotidiano]

 

Participando ativamente das redes sociais, percebemos de forma bem explícita a infinidade de portas que se abrem quando estamos conectados ao mundo virtual, é notório que a escolha do rumo a seguir é inerente ao indivíduo, pois assim como podemos aprender e acrescentar algo à nossa vida, as redes sociais também podem ser a porta de entrada de diversos mistificadores e oportunistas.

 

Nunca é demais lembrar que o pouco que conhecemos dos indivíduos ON line não nos permite fazer juízo de valor dessas pessoas, até mesmo porque a prática dominante nesse nicho é a retórica, máscaras e porque não dizer avatares, escondem, muitas vezes, mais do que uma simples foto original, escondem a essência verdadeira e o mau-caratismo explícito da vida OFF.

 

Se cercar de todos os cuidados devem ser a tônica da vida ON, e, principalmente, não deixar que esse fascínio da falsa convivência harmoniosa domine sua vida a ponto de se tornar um vício incontrolável.

 

Em uma época onde o que importa é ser visto, as redes sociais são um prato cheio. O que se espera das pessoas, entretanto, é que tenham prudência ao divulgar conteúdo pessoal nesse tipo de ambiente. Afinal, esses instrumentos também podem se tornar vilões, quando detalhes íntimos da vida dos usuários são expostos. Muitos resultam em casos de polícia: sequestros, furtos, estelionato e chantagens. E para o mau-caráter, o Twitter e o YouTube são excelentes vias, assim como as outras redes já citadas. [Cotidiano]

 

As redes sociais encurtaram distâncias, aproximaram ídolos dos fãs, estreitou o relacionamento antes restrito à tv, aos jornais e as revistas. Hoje você pode seguir um ídolo no Twitter, no Orkut, no Facebook e com um pouco de sorte pode até conseguir um contato mais intenso.

 

A diferença entre o bom e o mau uso está na forma e não no serviço disponibilizado. É comum ouvirmos o termo orkuteiro de forma pejorativa, aliás, o termo orkuteiro causa repulsa em grande parte das pessoas. E a culpa é do Orkut? Obviamente que não! Como eu disse anteriormente, nesse universo de pessoas que vagueiam pelas mais diversas redes sociais, muitos possuem o dom de  banalizar as ferramentas que foram criados para facilitar a interação e quem acaba levando a fama é o serviço.

 

E até que ponto esse contato ON line é válido? Como tudo que fazemos na nossa vida OFF, a vida ON não pode sobrepujar os limites da coerência e do bom senso. A situação carece de cautela e comedimento. A expansão meteórica das redes sociais e os inúmeros recursos que ela apresenta, não pode nos cegar ou nos iludir, a ponto de tornarmos escravos e dependentes mode ON.

 

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Imagem (Retrevo)

Segundo estudo realizado  pela Retrevo, quase 50% dos participantes do estudo menores de 25 anos disseram não ter problemas ao serem interrompidos durante uma refeição, e 11% afirmaram não se importar com mensagens durante o sexo, conforme informações do site Ars Technica. Escrever mensagens no banheiro também parece não incomodar essa geração que está imersa nas redes sociais: 24% dos jovens responderiam mensagens durante suas necessidades fisiológicas. [Geek]

 

Interessante constatar que a maioria de nós não consegue ver com clareza o quanto somos dependentes das coisas e quando alguém menciona o assunto dependência aquilo de alguma forma nos incomoda, pois, só conseguimos ver com mais clareza nosso grau de dependência, quando somos obrigados a recorrer ao nosso íntimo, só então percebemos que aquilo nos fascina tanto, que quando somos tolhidos, nos sentimos órfãos.

 

Estreite seus relacionamentos ON line, conheça novas pessoas, novas culturas, novas experiências, mas jamais perca de vista que por trás de um avatar, pode não estar aquela pessoa fantástica que você idealizou.

 

Recomendo:

#Hospital das Clínicas vai tratar jovens viciados em internet - [Globo.com]

#Você é viciado em redes sociais? - [Guia do Estudante]

#Redes sociais trazem consequências para internautas - [Cotidiano]

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

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