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10 dicas para não deixar o twitter te enlouquecer

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

 

Segundo o site Mestreseo as redes sociais são formas de compartilhamento de informações, gostos e ideias entre usuários com os mesmos gostos e estilos. Assim, um grupo de discussão é composto por indivíduos que possuem identidades semelhantes.

 

loucos

 

Conforme a definição acima as redes sociais, mormente no que tange ao twitter, foram criadas balizadas na perspectiva de interação intragrupos e como ferramenta de discussão. É importante salientar que a palavra discussão utilizada aqui possui a conotação de debate em que cada participante defende pontos de vista opostos, já que invariavelmente pessoas confundem discussão com entrevero.

 

Em que pese o sucesso de outras redes sociais como o Orkut, Facebook, LinkedIn, etc. O twitter logo caiu no gosto do público brasileiro, ganhando rápida ascendência perante um público bem específico.

 

De acordo com uma pesquisa realizada pela agência Bullet, a maioria (61%) dos usuários do Twitter no Brasil é composta por homens na faixa de 21 a 30 anos, solteiros, localizados nos estados São Paulo e Rio de Janeiro. Na maior parte, são pessoas com ensino superior completo e renda mensal compreendida entre R$ 1.000,00 e R$ 5.000,00. (Wikipédia)

 

Mesmo ainda perdendo em número de usuários para o Orkut, é inegável o crescimento do Twitter no Brasil. Segundo a comScore, Indonésia e Brasil são os dois países que puxam o crescimento do Twitter, que bateu a marca de 109% entre junho de 2009 e junho deste ano.

 

Pois bem, diante desse crescimento vertiginoso é comum que o Twitter atraia cada vez mais seguidores em busca dos encantos proporcionados pelo microblog. Ocorre que a grande maioria que ingressa neste serviço não tem sequer noção sobre o funcionamento desta ferramenta de interação, o que é até certo ponto normal, pois muitos ainda possuem resistência ao serviço.

 

Já outros foram atraídos pelo fascínio do passarinho azul e já não conseguem levar uma vida normal sem a companhia do mesmo.

 

Se você é daqueles que quando liga o computador a primeira coisa que faz e acessar o twitter para ver as novidades; enquanto não dorme fica pensando em possíveis tweets para o dia seguinte; vasculha todos os sites de notícias na ânsia de ser o 1º a tuitar alguma novidade bombástica; confere todo dia a lista de seguidores para ver se todos continuam lá e entra em profunda depressão quando perde algum; tuita algo e fica conferindo se alguém irá dar RT; vive vasculhando e seguindo perfis com bom número de followers, mesmo sem saber de quem se trata. Cuidado! Você possui indícios que te fazem uma vítima em potencial da síndrome de dependência twitesca.

 

A síndrome de dependência twitesca,  é um mal que normalmente acomete as pessoas que se enquadram nas características supracitadas ou outras como essas aqui enumeradas, e, pelos menos por enquanto, não existe um tratamento comprovadamente eficaz.

 

Para minimizar um pouco o efeito dessa neurose, passarei a enumerar algumas medidas que, longe de possuírem comprovação científica, tem o condão apenas de tentar contribuir para que você não se definhe e entre em depressão profunda por não conseguir a atenção desejada:

 

1 – Antes de ingressar no twitter, pesquise sobre o serviço, dependendo das suas intenções é melhor nem começar;

 

2 – Ao entrar não entre em desespero para conseguir muitos seguidores, eu tenho minha conta a mais de 1 ano e ainda não cheguei a 500. Obter seguidores em massa, somente o uso de script pode te proporcionar, e isso, além de não ser bem visto, está sendo seriamente combatido pelos criadores da ferramenta;

 

3 – Estude os perfis das pessoas que deseja seguir, não siga apenas porque determinada pessoa possui muitos seguidores, pode ser que o estilo não coadune com suas intenções;

 

4 – Faça inserções que você julgue pertinentes, não queira tuitar apenas para se fazer presente, flodar a timeline alheia é um convite ao unfollow.

 

5 – O twitter é uma ferramenta de interação, não force a barra para ser seguido, se você fizer participações inteligentes, logo será notado e seguido;

 

6 – O envio excessivo de links torna sua conta antipática, procure intercalar esse procedimento com opiniões sensatas;

 

7 – Não seja intrometido, se tem uma opinião sobre algum assunto em voga apresente-a, se não, apenas observe;

 

8 – Entrar em atrito com pessoas famosas para conseguir atenção é um ótimo caminho para o ostracismo;

 

9 – O tweet procedido de “RT por favor”, somente será bem aceito se for por uma causa comprovadamente genérica, se for em benefício próprio, é um tiro no pé;

 

10 – Não se martirize por um tweet que você pensou que iria receber inúmeros RT’s e passou despercebido, acontece com todo mundo.

 

Enfim, estão aí algumas “sugestões” que julgo pertinentes para tentar salvar algumas almas caridosas da loucura ON line.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor bloguicista.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

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5 comentários :

Alan David disse... Responder comentário

Márcio valeu pelas dicas, estou ficando maluco com as redes sociais... acho que não adianta burocratizar demais a ferramenta, mas um equilibrio é necessário..

3 de setembro de 2010 17:41
Max Martins disse... Responder comentário

Olá, José Márcio

Muito boas as dicas.
Eu caí na dica 3. Comecei a seguir uma pessoa bem conhecida porque vi uma entrevista com ela num blog bacana. Não demorou e eu percebi que ele peca muito na dica 6, poluindo minha timeline com muitos palavrões e alguns mimimis. Eu sei que "foda" com "ph" não é palavrão (hehehe), mas tive que dar unfollow. Por que? Simplesmente porque uso o twitter para me relacionar e ver o que as pessoas têm de bom pra mostrar, assuntos que me interessam também me motivaram a criar minha conta. Outro motivo, foi o fato de interagir com urbanidade e nunca obtive uma resposta. Como o twitter é uma rede social, não tem motivo para seguir alguém que nunca nos dá atenção. Estou certo ou quem ler vai pensar que estou choramingando para que me notem?

Bem, era isso.

Abraços

3 de setembro de 2010 23:37
Júnior Gonçalves disse... Responder comentário

Já passei por essa dependência twitesca e felizmente me curei depois de ler uma entrevista (http://migre.me/1aZWs) com Nicholas Carr onde ele firma que o Twitter está fazendo as pessoas serem superficiais e narcisistas.

Com base nessa entrevista fiz uma postagem no meu blog contando sobre minha preocupação sobre os males do twitter na minha vida online, se houver interesse será muito bem-vindo ao meu humilde blog: http://www.neuronio20.com/2010/03/nao-quero-ser-superficial.html

Abraços,

6 de setembro de 2010 15:02
Harley Coqueiro disse... Responder comentário

Eu acho que o Max Martins tem razão... Eu até hoje não entendi esta história de "seguir alguém"...

7 de setembro de 2010 22:13
José Márcio disse... Responder comentário

#Alan David, passado o entusiasmo do começo depois a gente acaba acostumando.

#Max Martins, muito pertinente suas colocações, valeu!

#Júnior Gonçalves, muito interessante seu artigo, casa bem com o que eu disse por aqui.

#Harley Coqueiro, quando vc entrar, não vai querer sair.

8 de setembro de 2010 10:35

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