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Santos Reis

Manhã de setembro em novembro

terça-feira, 23 de novembro de 2010

 

Escrevo hoje, nesta manhã de novembro como se fosse um alvorecer de setembro. O sol brilha assim como e as cores do dia nascente assim me parecem. Esse dia representa para mim uma reafirmação. Leio um poema antigo de tom melancólico e vejo que esse tempo se foi. Compartilho-o:

 

 

 

Manhã de setembro em novembro”

o crepúsculo matinal

de agosto

não mais existe

os dias não mais nascem

mortos

 

 

é chegado setembro

e as manhãs se regozijam

em esplendor

entretanto no fundo de mim

há um princípio e um fim

para a dor que fica

e as saudades que vêm

para o silêncio latente

e o orgulho pungente

há alguém

que sabe que embora seja setembro

há uma dor da qual me lembro

de uma manhã que não esqueço...

sim!... há um fim e um começo!...

(THE EDN, 04/01/1991)

 

ocaso27

Revejo o poema e gostaria de refazê-lo. Quanta coisa mudou em minha vida, exceto o lirismo que insiste em invadir-me eventualmente. Neste espaço invicioneiro, faço posts e publico emoções persistentes que margeiam o rio em que trafega minha vida. É chegada a época das águas e as torrentes conduzem-me depressa. Rapidamente concluo o post. Não há muito o que dizer. Mas posso refazer algo:

 

 

Manhã de novembro em setembro”

o nascer do sol vespertino

de outubro

insiste em existir

os dias nascem cheios de vida

acesos a sorrir anunciando o novo mês que chega

é chegado novembro

e as tardes se anoitecem

em chuvas torrenciais e relâmpagos vorazes

portanto na superfície de mim

há um princípio e um fim

para o amor que se ratifica

e a paixão que se renova

para o grito latente

e o orgulho pungente

há alguém que eu amo profundamente

e que SONHA

enquanto rimo seu nome

que sabe que embora seja novembro

há um amor que nunca esqueço

de uma manhã que eu me lembro...

não!... nunca há um fim sem um começo!...

(THE EDN, 30/10/2010)

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