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E o respeito, onde foi parar?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

 

Segundo o Houaiss respeito é modo pelo qual se encara uma questão; ponto de vista. Noto que ultimamente as pessoas não possuem mais o poder de argumentação.  Assuntos polêmicos são prontamente rechaçados através da arrogância e do pré-julgamento, ninguém mais parece querer discutir e defender o ponto de vista, querem apenas divergir, sem contra-argumentos.

 

insulto

 

A falta de limites criou uma geração onde a argumentação é alicerçada na ofensa. Se não concorda com algo, não é preciso argumentar, apenas esbravejar. Isso está abrindo precedentes altamente preocupantes (vide caso Mayara Petruso e afins). Cada um idealiza um estereótipo e quem não se enquadra nesse perfil é um idiota nato.

 

O respeito às pessoas, que até bem pouco tempo era a base da educação familiar, parece que foi colocada em segundo plano, o bem estar social agora é que dá a tônica. Com isso foi criada uma geração que aprendeu a não respeitar às pessoas. Não se respeita o idoso, não se respeita o negro, não se respeita o homossexual, não se respeita o nordestino, não se respeita o deficiente, não se respeita o professor, não se respeita às opiniões, não se respeita as ações, e os pais, são os mais desrespeitados, porque não ensinou o filho a respeitar.

 

Ser diferente tornou-se um perigo iminente, você corre sérios riscos de ser atacado na rua a golpes de lâmpadas e porretes, se não se enquadrar no estereótipo criado no imaginário popular atual.

 

A regra agora parece ser, se não concorda, insulte. Ninguém mais parece querer levar as discussões para o campo da contra-argumentações e do embate de ideias.

 

“Prescindir o que as pessoas pensam e falam não é tão bom assim... A igualdade é feita de opiniões diferentes, ouvir o que as pessoas pensam e falam é essencial, mesmo que você discorde” [Liih Oliveira.]

 

Enquanto blogueiros e usuários das redes sociais, somos testemunhas de como as pessoas não respeitam as opiniões. Uma opinião polêmica, inserida num desses serviços, pode ser o estopim de uma enxurrada de ofensas de pessoas que não coadunam com sua opinião. E isto, obviamente, é feito na base do insulto e da falta de educação.

 

Ter opinião sobre algo ou alguma coisa, torna-se ofensivo para alguns que se sentem vítimas. Estes já chegam te atacando com uma voracidade tal que parece que você cometeu um crime. É isso, ter opinião e ser diferente agora é crime hediondo. É preciso saber respeitar as diferenças, se não concorda, argumente e apresente o seu ponto de vista, sem ofensas, insultos ou agressões.

 

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês depositando um prato de arroz na lápide ao lado.
Ele vira para o chinês e pergunta-lhe:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?
E o chinês reponde-lhe:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores!

Respeitar as opiniões do outro, em qualquer aspecto e situação, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente, pensam diferente. Nunca julgue, apenas compreenda! [Sabedoria Oriental]

 

Até as iniciativas altruístas são prontamente rechaçadas, sob alegação de que o autor só quer atrair holofotes. Sendo assim, ninguém mais pode querer ajudar ninguém, pois alguns verão nessa iniciativa, “interesses escusos”.

 

Nunca é demais lembrar que cada pessoa é única, “cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz”.

 

Respeitar para ser respeitado, este deve ser o conceito de civilidade. Alguns países foram devastados pela guerra simplesmente porque as opiniões divergentes não foram respeitadas, e muitos pagaram com a própria vida, a ignorância de poucos.

 

Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes. [Albert Schweitzer]

 

Recomendo a leitura: Mamãe... eu sou gay! – Luan Feelings

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

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5 comentários :

Ana Magal disse... Responder comentário

é meu amigo... estamos precisando de mais respeito e educação. As pessoas não estão sabendo respeitar o pensamento dos outros, saem logo atacando quando os pensamentos divergem. Fico fula com isso viu...

Beijocas

14 de janeiro de 2011 15:58
Ana Flor disse... Responder comentário

Excelente post! Gostaria de acrescentar a falta de respeito às ideologias político-partidárias, que estão evidentes desde a vergonhosa campanha política que testemunhamos em 2010, o que foi de certa forma estimulado pela imprensa.

As pessoas parecem ter dificuldade em compreender que as opções políticas são calcadas nas ideologias - formação teórica, vivências anteriores e visão de mundo. Ao se escolher por este ou aquele candidato, não se escolhe entre uma pessoa e outra, mas entre paradigmas distintos.

É mais fácil rotular as pessoas como ignorantes ou sectárias porque acreditam em coisas diferentes do que fazer um esforço para entender que suas opiniões são tão válidas quanto as nossas.

Parece mais conveniente desmerecer e desqualificar as pessoas, chamando-as de ignorantes, exatamente como se tem feito em relação aos políticos que representam seus ideais.

14 de janeiro de 2011 17:37
José Márcio disse... Responder comentário

#Ana Magal, pois é, eu sei bem o quanto você é vítima dessa situação.

#Ana Flor, pela altivez do seu comentário, ele poderia perfeitamente ser incorporado ao texto, obrigado pela participação.

17 de janeiro de 2011 10:57
escritavulgar disse... Responder comentário

Esse post é pertinente. A internet não criou a intolerância: apenas deu mais instrumentos para que se dissemine, para que mostre as caras. Em qualquer fórum de debates (vide o Orkut, p. ex.) isso fica evidente: o obscurantismo e o fundamentalismo pululam.

17 de janeiro de 2011 11:48
Anônimo disse... Responder comentário

Parabéns!
Uma dos melhores textos que li este ano.

15 de abril de 2012 13:22

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