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Santos Reis

Pen Drives & Overdrives e A Melhor Banda dos Anos 80: Violeta de Outono

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

 

Violeta_de_Outono_Declinio_de_Maio

 

  

Recomeçando os meus “posts” da “séria série” “Pen Drives & Overdrives”, volto no tempo para falar da década de 80 e escolher, na minha opinião, a melhor banda brasuca de rock oitentista “de todos os tempos da última semana”.

 

Que a década de 80 foi a mais profícua para o Rock Nacional, é quase uma unanimidade para quem a viu, viveu e ouviu. Graças a Deus, eu tive a oportunidade de viver o “boom” do rock’n’roll brasileiro oitentista em sua plenitude (o irônico é que quando tinha os meus quinze anos em 1985, eu lamentava o fato de não ter a mesma idade em meados da década de 50, com o nascimento do rock’n’roll…).

 

Para se ter uma ideia de que quase tudo funcionava nos anos 80, dava prazer em ouvir as rádios BH FM, Cidade, Antena 1, Extra, Liberdade FM, 98 e até a Musirama de Sete Lagoas!

 

Fui um dos pioneiros na aquisição de LPs de várias bandas em Caetanópolis. Cheguei a ter um acervo de mais de 60 “bolachas de vinil”, a metade adquirida da primeira e única loja de discos de Paraopeba e região: a Discobar (que coincidência ou não, pertencia ao pai do editor-chefe deste “blog”!). Ainda assim, era pouco (o Fizinho do Bé, mais invicioneiro que eu, tinha bem mais!), mas para um boy menino pobre do interior, arrimo de família, que tinha o “tic tic nervoso” de torrar o que sobrava de seu pouco dinheirinho com discos e revistas especializadas de música (todos os meses eu pedia para a Raquel da Banca reservar as minhas revistas Bizz e Som Três), aquilo tudo era um sonho que jamais deveria ter acabado, conforme lamentou John Lennon.

 

Como “eu não queria só comida”, curiosamente, cheguei, inclusive, a conhecer pessoalmente o notável crítico musical que trabalhava para a Bizz, Som Três e revista Veja, e atualmente escreve para o jornal Estado de Minas e outras publicações por este Brasil afora: Artur G. Couto Duarte.

 

E nos anos 80, surgiram várias bandas nacionais interessantes, inclusive muitas não foram conhecidas do grande público. Tomei a decisão de não nominá-las para não provocar injustiças com alguma que eventualmente venha a esquecer, mas futuramente, devo postar vídeos de algumas bandas representativas desta década de ouro do rock.

 

Ainda que todos lamentem o “fundo do poço musical” em que atualmente nos encontramos, evitarei aqui detonar o atual cenário musical brasileiro pois, conforme dizia o poeta T.S. Eliot: Cada geração deve prover a sua própria crítica”. Ademais, nos anos 80, a minha geração também foi ridicularizada musicalmente pelas anteriores…

 

Mas de todas as bandas tupiniquins dos anos 80, na minha opinião, a melhor foi o Violeta de Outono, um “power trio” paulistano de responsa. Um trio de bruxos alquimistas do som, que naquele contexto, não tinha com quem rivalizar em talento e culto.

 

Em  1981, o vocalista e guitarrista Fábio Golfetti conhece o baterista Cláudio Souza, e juntos, participam da primeira formação da banda carioca Zero, ficando somente até gravarem os primeiros “singles” da banda.

 

Após deixarem o Zero, Fábio Golfetti e Cláudio Souza se juntam ao baixista e fotógrafo Ângelo Pastorello, e formam em meados de março de 1984, a banda Violeta de Outono.

 

Típica banda “underground” paulistana, o Violeta de Outono tinha tem influências de Pink Floyd, Beatles, The Byrds, Joy Division, The Cure, Echo And The Bunnymen e as suas músicas têm em sua essência o rock progressivo psicodélico, com letras de forte apelo poético.

 

Os seus arranjos perfeitos e de raríssimo bom gosto, lembram trilhas sonoras que nos conduzem a viagens psicodélicas. A banda tem uma cozinha de baixo e bateria tribal sublime. Guitarras hipnóticas, que  às vezes lembram lembram duelos oníricos de trovões distantes numa tempestade, completam uma atmosfera harmônica e densa, criando um caleidoscópio de imagens e sensações. As suas letras são carregadas de simbolismo que nos levam a passear pelos lugares mais escuros e mais recônditos de nossas almas.

 

Numa década em que os críticos musicais eram bem mais exigentes e intolerantes do que os de hoje, havia a urgência em se fazer algo revolucionário. Pairava no ar um sentimento de que o rock’n’roll já estaria saturado em inventividade (ainda bem que nos anos 90 surgiram o Nirvana para contrariar todas as expectativas!). Mas com simplicidade e inspiração, o Violeta de Outono consolidou uma obra musical representativa da década de 80, e ao mesmo tempo atemporal, tornando-se respeitosamente “cult” e desprezando o virtuosismo chato e a pose fútil de “rock stars”.

 

Embora ainda esteja na ativa, a banda tem apenas Fábio Golfetti como integrante da formação original.

 

São de seu repertório obras-primas como “Outono”, “Declínio de Maio, “Além das Dunas”, “Dia Eterno”, “Faces”, “Reflexos da Noite”, além do elogiado “cover” de “Tomorrow Never Knows” dos Beatles.

 

Selecionei 4 vídeos para reverem ou conhecerem a obra do Violeta de Outono:

 

 

1 -Declínio de Maio

 

Reflitam na letra, se puderem...

 

 

 

 

 

 2 -Tomorrow Never Knows

 

Gravação  feita em 2.001, no Teatro do Sesi  em São Paulo/SP, com a introdução tocada no “minimoog”.  Detalhe: “cover” dos Beatles, muito elogiado pelos ferozes críticos da época.

 

 


 

 

 3 -Dia Eterno

 

Videoclip promocional.

 

 

 

 

 

4 -Outono

 

Esta é na minha opinião A MELHOR MÚSICA DA DÉCADA DE 80 DO ROCK NACIONAL!

 

O vídeo mostra a banda tocando ao vivo no lendário programa “Perdidos na Noite”, do Fausto Silva, antes de se tornar o mala colérico global de hoje...

 

A letra da canção é uma adaptação do poema de mesmo nome (“Outono”) do chinês Li Yu, que viveu no Século X, e fala sobre essa enigmática estação numa enigmática China medieval...

 

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, torcedor do Galo, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

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