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SOS enchentes - Altruísmo é outra coisa

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

 

O dicionário Houaiss assim define altruísmo: amor desinteressado ao próximo; filantropia, abnegação [grifei]. Ainda segundo o site Infoescola: A palavra altruísmo foi criada por Auguste Comte, filósofo francês, que em 1830, a caracterizou como o grupo de disposições humanas, sejam elas individuais ou coletivas, que inclinam os seres humanos a se dedicarem aos outros. Portanto altruísmo não é sinônimo de solidariedade como muitos pensam, é um conceito muito mais amplo. É um conceito que se opõe ao egoísmo (inclinações específica e exclusivamente individuais ou coletivas).

 

Egoismo

 

Nesse período em que todo país se mobiliza por causa das constantes chuvas que assolam vários estados brasileiros. É muito comum as pessoas se sentirem tocadas a fazer algo por aqueles que perderam tudo nas enchentes. A tragédia em si, não subtrai apenas valores materiais, que podem ser readquiridos, ela muitas vezes acaba ceifando vidas, que jamais poderão ser repostas.

 

Como não podemos fazer absolutamente nada para diminuir a dor da perda dos entes queridos, com relação aos bens materiais, a coisa é diferente. Qualquer um pode doar um pouquinho do que tem, em benefício daquele que nada mais possui.

 

Diuturnamente temos acompanhados pelos noticiários, o espírito solidário do brasileiro, muitos, mesmo distantes, procuram de alguma forma enviar a sua ajuda para diminuir um pouco o sofrimento daquelas vítimas.

 

Na blogosfera não poderia ser diferente. Vemos por aqui várias iniciativas louváveis, que merecem todo nosso reconhecimento. Porém vemos também iniciativas que nem de longe poderia figurar como sendo altruísta, pois traz no seu recôndito, interesses meramente pessoais.

 

Agir de forma altruísta, é dar-se ou beneficiar alguém em troca dos mesmos prazeres. Por ser uma atitude de divisão, não se trata de um pensamento egoísta, no entanto, uma atitude altruísta pode ser confundida com egoísmo, quando misturamos nossos prazeres pessoais com a insatisfação de quem os recebe. [Menosemais]

 

Não se faz caridade com interesses obscuros, torna-se totalmente supérfluo “remeter para os nossos interesses e sentimentos para justificar o altruísmo”. Esbarramos por aí em várias iniciativas que prometem doações em troca de seguidores no twitter, de cliques, etc. Isso não é, nem nunca foi altruísmo, é apenas troca de favores. Recentemente vi blogueiro trocando doação por comentário.

 

A iniciativa em ajudar o próximo, deve ser espontânea, alijada de qualquer interesse pessoal. Ajudar uma pessoa necessitada é uma atitude louvável, mas só faça isso se de fato você tem plena consciência que sua atitude será muito mais benéfica pra quem recebe, do que pra você mesmo.

 

É claro que sempre podem existir os indivíduos anômalos, aka “filhos da puta”, mas se a sociedade for eficiente em puni-los, será no geral mais vantajoso para cada pessoa ser honesta e, porque não dizer, “altruísta”. [Adrianodsa]

 

Por fim, é hora de repensar as atitudes, deixar claro pra quem participa que, mais alguém, além do que elas pensam, será beneficiado com sua iniciativa. O errado não é fazer as ações, é fazer e não explicitar o intento na sua integridade.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

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3 comentários :

Juliana disse... Responder comentário

Não se faz caridade com interesses obscuros, torna-se totalmente supérfluo “remeter para os nossos interesses e sentimentos para justificar o altruísmo”. Esbarramos por aí em várias iniciativas que prometem doações em troca de seguidores no twitter, de cliques, etc. Isso não é, nem nunca foi altruísmo, é apenas troca de favores. Recentemente vi blogueiro trocando doação por comentário.

Eu fiquei perplexa e depois enojada. Gente assim, quero beeeem longe de mim. Belo post, Zé ;)

19 de janeiro de 2011 15:07
Vivis disse... Responder comentário

"Não saiba a sua mão direita o que dá a sua mão esquerda."
Belo texto José Márcio! Infelizmente o mundo está assim e no Brasil a coisa parece ser ainda pior. Todo mundo quer tirar vantagem de tudo, até da desgraça alheia. Vide o caso Luciano Huck - Peixe Urbano. Lamentável.

19 de janeiro de 2011 15:31
The EDN disse... Responder comentário

Prezado Zé Márcio, a enorme badalação que se faz em relação à terrível tragédia das chuvas na região serrana fluminense acaba deixando esquecidas outras grandes tragédias nacionais vigentes. Nota-se, sobretudo na mídia, uma exploração exacerbada da “notícia” e, é claro, com interesses financeiros. Os dramas pessoais muitas vezes são tratados de forma até novelesca. E isso é deplorável...
Mas não há dúvidas de que todo o auxílio que puder ser oferecido à população afetada ainda será pouco diante da dimensão incomensurável da tragédia.

21 de janeiro de 2011 15:26

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