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Os grandes jogadores do futebol mineiro da década de 80

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

 

Os grandes jogadores de futebol que desfilaram sua arte pelos gramados mineiros são muitos na história. Para elaborar uma relação razoável e formar uma seleção, restringi-a à década de 80, auge de minha adolescência, quando meu interesse por futebol estava mais exacerbado. A lista que apresentarei abaixo, como não poderia deixar de ser, é totalmente invicioneira, subjetiva e passível de discussões, porque é a minha lista e certamente cada um tem a sua. Eu mesmo discordo às vezes de mim em algumas posições, porém mantenho a lista que inicialmente imaginei. Algumas informações retirei da Wikipedia e outras do sítio Terceiro Tempo, do Mílton Neves.

Vamos, então, à minha lista dos melhores:

 

Gomes

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Gomes, o Wallinston Moreira Gomes, foi um promissor goleiro do time cruzeirense nos anos 80 (não confundir com o goleiro Gomes que hoje joga na Europa). Viveu grandes momentos com a camisa 1 celeste, enfrentando os grandes craques da época, como Reinaldo, Éder Aleixo, Renato Dramático, Toninho Cerezo e outros. Nascido em Pocran (MG), no dia 10 de junho de 1966, Gomes, além do Cruzeiro, jogou em outros grandes times, como o Santos, entre 1992 e 1993. Foi no Santos que ele tomou um gol antológico do craque  Dener, aquele que morreu precocemente em um acidente automobilístico. Dener, que à época defendia a Portuguesa, em jogo no Canindé, dominou a bola no meio de campo, passou pela defesa do Santos inteirinha e depois deixou o goleiro ex-cruzeirense para trás. Gomes, claro, não teve culpa nenhuma. Atualmente, Gomes mora atualmente em Ipatinga (MG) e trabalha na Aciaria, clube que revelou jogadores como o atacante Fred, do Fluminense.

 

 

Nelinho

 

O grande lateral, dono de um potente chute na perna direita, considerado até hoje entre os melhores chutadores da história do futebol, marcou carreira nos anos 80 defendendo o Clube Atlético Mineiro.  Manoel Rezende de Matos iniciou sua carreira no Bonsucesso/RJ. Embora não fosse um excelente marcador, Nelinho sempre se destacou por seus certeiros e violentos arremates a gol (muitas vezes com curvas impressionantes), além dos passes e imagecruzamentos precisos. Ganhou quatro campeonatos mineiros e uma Copa Libertadores no Cruzeiro, Nelinho caiu em desgraça no clube. Perseguido e marginalizado na Toca da Raposa, acabou sendo vendido para o maior rival, o Atlético-MG, como se fosse um traste. No Galo, ele recuperou seu futebol aos 32 anos e renasceu. "Minha dignidade estava em jogo", avalia. Irritado com a forma humilhante como deixou o Cruzeiro, o lateral criticou Felício Brandi, ex-presidente do clube. "Ele pensava que estava empurrando um bagulho e achava que eu não acertaria no Atlético-MG. Ele deu azar porque encontrei um bom ambiente, onde pude me desenvolver ", conta. No Atlético, ele ganhou outros quatro campeonatos Mineiros.

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Além de seus chutes fortes, Nelinho deixou seu nome marcado também pela sua consciência. Apesar de ser taxado de polêmico por alguns, nunca foi irresponsável. No final da carreira, ajudou a diminuir o preconceito contra os jogadores com mais de 30 anos. Na década de 80, já acusava os dirigentes de serem o maior mal do futebol. "Eles são escolhidos por serem amigos dos presidentes ou por terem dinheiro para avalizar os negócios dos clubes. Nunca por entenderem do esporte", dizia, na época. Disputou duas copas do mundo, a de 1974  e a de 1978, quando fez um gol memorável contra a Itália, com um chute que fez uma curva impressionante, fazendo Nelinho entrar para a história das Copas do Mundo. Esse gol garantiu o terceiro lugar (invicto) para o Brasil na copa de 1978, que, como foram levantadas suspeitas, foi entregue pelo Peru para a Argentina. Nelinho fez 24 jogos e seis gols pela Seleção Brasileira.

 

 

Luizinho

 

Luiz Carlos Ferreira, foi zagueiro do Vila Nova, mas destacou-se mesmo no Atlético Mineiro, onde jogou de 1978 a 1989. Nascido em Nova Lima-MG em 22 de outubro de 1958, Luizinho ganhou vários títulos defendendo o Atlético, disputando 537 jogos pelo Galo, fazendo 21 gols.

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Luizinho jogou também na Seleção Brasileira de 1982 (considerada uma das melhores de todos os tempos) na Copa da Espanha. Vestindo a camisa amarela, ele jogou 36 jogos e marcou dois gols.

 

Luizinho era um quarto-zagueiro excepcional, com uma qualidade ímpar para “dar o bote” no atacante, roubando-lhe a bola com destreza e sem dar um pontapé sequer. Aliás, era disciplinadíssimo e elogiado até pelos atacantes que o enfrentavam. Ele tinha a terrível mania de sair jogando dando chapéus e dribles nos atacantes na área atleticana, matando do coração a torcida alvinegra.

 

 

Batista

 

image João Batista Vieira dos Santos foi um zagueiro que começou no Uberlândia e teve seu auge no Atlético Mineiro.  Em 1987 e 1988, defendeu como titular a seleção brasileira (nunca perdeu jogando pela seleção canarinho), sob a batuta do técnico Carlos Alberto Silva, fazendo parte da equipe medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1988.  Era um zagueiro-central firme, com excelente impulsão e incrível recuperação. Jogou ao lado de Luizinho e formou uma das melhores zagas do futebol mineiro de todos os tempos. Na foto, aparece do lado direito de Luizinho.

 

 

Nonato

 

image Raimundo Nonato da Silva foi um dos melhores laterais esquerdos do futebol mineiro e brasileiro. Potiguar de Mossoró, nascido em 23 de fevereiro de 1967, começou no Baraúnas, de Mossoró, profissionalizando-se em 1988, no ABC, de Natal. Em 1990, foi emprestado ao Pouso Alegre, de Minas e destacou-se no Campeonato Mineiro daquele ano, sendo emprestado ao Cruzeiro para a disputa do Campeonato Brasileiro no segundo semestre. Com um futebol refinado, Nonato virou ídolo cruzeirense e foi comprado no ano seguinte. Foi titular e capitão do time celeste por 7 anos, conquistando 14 títulos com a camisa do Cruzeiro, entre estaduais, nacionais e internacionais. E normalmente era ele que erguia as taças.

 

 

Elzo

 

Elzo Aloísio Coelho jogou entre os anos 1984 e 1987 pelo Atlético. Em 140 jogos disputados, marcou 10 gols e conquistou 2 títulos estaduais.  Até 1979, Elzo jamais havia pensado em ser jogador de futebol. Natural de Serrania, em Minas Gerais, Residia em Pinhal, cidade do Espírito Santo, estudava contabilidade quando foi descoberto por um olheiro do Ginásio Pinhalense, time de segunda divisão paulista, durante uma pelada com os amigos. Do Pinhalense transferiu-se para a Internacional de Limeira-SP, onde enfrentou o drama de ter estourado o joelho direito, amargando o banco de reservas.

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Chegou ao Atlético em 1984 e matou a pau, com sua raça e capacidade de desarme. Foi convocado para a Seleção Brasileira, onde foi titular na Copa do Mundo de 1986. Com a amarelinha no México, Elzo foi apontado por Telê Santana como o melhor jogador da Seleção naquele Mundial. Em excelente forma física, deixou jogadores renomados no banco de reservas, como Falcão. No duelo contra a França, o volante alvinegro salvou um gol de Jean Tigana no fim da prorrogação da partida. Além disso, participou de todos os jogos do Brasil naquela Copa. Apaixonado pela torcida do Atlético, Elzo foi vendido em 1988 para o Benfica, de Portugal, onde praticamente encerrou a carreira. Uma cena marcou sua passagem pelo Galo, quando, após sofrer grave ferimento na cabeça, pediu para voltar a campo, jogando com uma faixa ensanguentada na cabeça (naquele tempo podia).

 

Cerezo

 

Antônio Carlos Cerezo ficou conhecido como Toninho Cerezo, nasceu em Belo Horizonte no dia 21 de abril de 1955. Craque de estilo clássico, começou nas categorias de base do Atlético Mineiro, com passagem, por empréstimo, no Nacional de Manaus, em 1974. Já em 1975 alcançou a titularidade no Galo, substituindo o grande Wanderley Paiva, até então titular absoluto. Naquele mesmo ano foi convocado, pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Nos 10 anos que passou no Galo, se tornou ídolo e um dos jogadores mais celebrados dos anos 70 e início dos anos 80 no clube. Em 1983,  foi vendido para a Roma (Itália) por 10 milhões de dólares, maior negociação do futebol brasileiro até então, igualada a de Zico para a Udinese. Lá foi campeão da Copa da Itália, ao lado do também craque Falcão.

 

Em 1986, foi para a Sampdoria. No elenco genovês destacou-se no título da Recopa Europeia, no vice-campeonato da Champions League, no tricampeonato da Copa da Itália e na conquista inédita do Campeonato Italiano. A torcida da Samp ainda se lembra da última partida daquele campeonato, quando, no fim do jogo, ouviu-se nos alto-falantes do estádio uma música feita especialmente para ele. Cerezo era o maestro de um time em que jogavam astros como Pagliuca, Vialli, Dossena, Vierchowood e Lombardo, treinados pelo lendário Boskov. Tim Vickery, da BBC, lembra que, naquela época, assistia aos jogos do "Calcio" especialmente para ver Toninho Cerezo jogar. O analista inglês destaca a visão de jogo de Cerezo e lembra que na final da Champions de 1992, apesar de já contar com 37 anos, o Barcelona escalou seu melhor jogador, Bakero, para passar o jogo a marcá-lo.

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Mas o objetivo desse post é falar dele nos gramados mineiros. De volta ao Brasil, atuou com destaque no São Paulo, breve passagem pelo Cruzeiro e América Mineiro, encerrando sua carreira no Atlético Mineiro, fazendo seu último jogo contra o Milan, na disputa da Copa Centenário de Belo Horizonte, em 1997. Pelo Galo, fez 451 jogos e marcou 77 gols.

 

Entre outros prêmios, Cerezo venceu quatro vezes a Bola de Prata, sendo duas vezes Bola de Ouro, como melhor jogador do Campeonato Brasileiro. Levou, ainda, nove vezes o troféu Guará. Em 1981, foi escolhido o melhor jogador do Mundialito, disputado no Uruguai. Já em 1993, foi o melhor jogador da Copa Toyota (Mundial Interclubes).

 

Cerezo era um líder dentro e fora dos gramados. Comandava o time dentro de campo e a torcida nas arquibancadas. Seu célebre chamado à torcida para incentivar o time até hoje é lembrado, chegando à beira da linha lateral e sacudindo os braços.  Fez parte de várias seleções da década de 70, mas foi com o mestre Telê Santana que se destacou. Com Telê, que o lançara no Atlético Mineiro, Toninho Cerezo brilhou e compôs um escrete com craques como Sócrates, Zico, Luizinho, Júnior, Falcão, Paulo Isidoro, Reinaldo, Mário Sérgio e Éder, que marcou época no futebol mundial. Embora houvesse nessa equipe uma indefinição crônica quanto ao atacante central e uma deficiência na baliza, o futebol por si praticado era vistoso e vitorioso. Momento alto de Cerezo nessa época foi o Mundialito, em 1981, no qual foi o maestro da vitória por 4 a 1 sobre os alemães, onde levou o troféu de melhor jogador do certame. Ainda nesse ano, teve participação destacada no time que se classifica para a Copa de 1982 e cumpriu excelente excursão europeia, vencendo França, Inglaterra e Alemanha, com Cerezo, de novo, a marcar um gol decisivo.

 

 

Tostão II

 

Luís Antonio Fernandes jogou no Cruzeiro entre 1982 e 1985, completando 213 jogos, com 97 gols. Foi revelado pelo Santos, mas foi numa partida do Cruzeiro contra o Mixto (MT), com cuja camisa aparece na foto inclusa,  após fazer três gols da goleada de 4 x 2 sofrida pelo time celeste, que Tostão II foi contratado para jogar no time da Toca da Raposa.

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Às vezes não conseguia jogar o jogo inteiro, pois era franzino e sofria muitas faltas dos zagueiros da época. Mas era um grande craque, com passe preciso, excelente velocidade nas arrancadas, ótimo drible e destreza nas cobranças de falta e chutes a gol. Seu apelido no futebol é uma óbvia alusão ao grande craque Eduardo Gonçalves de Andrade, que brilhou com a camisa do Cruzeiro nas décadas de 60 e 70.  E a comparação deve-se a sua eficiência ao enfrentar uma linha de beques. Conquistou um título oficial pelo Cruzeiro, o Campeonato Mineiro de 1984, além de alguns títulos em torneios na Espanha. Também fez grandes atuações no Coritiba.

 

 

Sérgio Araújo

 

Sérgio Araújo de Melo nasceu em Belo Horizonte, no dia 12 de setembro de 1963. Foi um  ponta-direita endiabrado, dono de incrível velocidade, que jogou no Atlético-MG, Flamengo e Guarani de Campinas.  Sérgio Araújo despontou para o futebol brasileiro no final da década de 1980, jogando pelo Galo. Além de muito rápido, era também driblador, dono de um passe perfeito (sim, seus cruzamentos eram passes e não bolas chutadas a esmo na área) e excelente finalizador, destacou-se no Campeonato Brasileiro de 1987.  Pelo Galo, foram 360 jogos disputados e 58 gols marcados.

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Em 1988, Sérgio Araújo trocou o Atlético-MG pelo Flamengo, clube que havia eliminado o Galo nas semifinais do Brasileirão de 87.  Mas no clube carioca, o ponta não tornou a brilhar como no ano anterior e, com isso, após 39 jogos e 8 gols marcados, acabou dispensado pela diretoria rubro-negra.

 

Sérgio Araújo também atuou pelo Avaí, Fluminense, Vasco da Gama, Grêmio, Guarani, Ponte Preta, XV de Piracicaba, América-SP, Inter de Limeira, Villa Nova-MG e Serra, aonde veio a encerrar sua carreira.

 

Jogou na Seleção Brasileira, participando ativamente do Torneio Pré-Olímpico de 1987, em que o país conquistou a medalha de ouro. Após a excelente temporada de 87, quando o Atlético-MG terminou o Campeonato Brasileiro na terceira posição, Sérgio Araújo chegou a ser convocado para alguns jogos da Seleção Brasileira principal também.

 

 

Reinaldo

 

José Reinaldo de Lima nasceu em 11 de Janeiro de 1957, em Ponte Nova, Minas Gerais e foi, sem dúvida, um dos maiores craques que a história do futebol mundial viu jogar em todos os tempos. Reinaldo surgiu aos 15 anos, ao participar de um treino no Atlético, jogando no ataque reserva contra a defesa titular que ganhara o Brasileirão poucos meses antes, em 1971. Reinaldo foi um dos melhores em campo naquele dia, chamando a atenção de todos.

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Em 28 de Janeiro de 1973, aos 16 anos, estreou pelo time profissional do Atlético, em partida contra o Valério. No ano seguinte, em partida contra o Ceará, ao pisar em um buraco, torceu o joelho. Ainda nessa época, teve de extrair ambos os meniscos depois de uma entrada de um zagueiro de seu próprio time em um treinamento. As lesões no joelho acompanharam-no por toda a carreira.

 

Conquistou seu primeiro título ao ganhar de forma invicta o Campeonato Mineiro de 1976 e, dois anos depois, daria início ao hexacampeonato que o Atlético conquistou, entre 1978 e 1983. É o artilheiro com maior média de gols em um único Campeonato Brasileiro (28 gols em 18 partidas, ou 1,55 por jogo, em 1977), apesar de nunca ter conquistado o título nacional. Nesse mesmo ano, seu time terminou o campeonato sem perder um jogo, mas apenas com o vice-campeonato, perdendo a final nos pênaltis para o São Paulo, que terminou a competição com 12 pontos a menos em um tempo que as vitórias valiam apenas 2 pontos. Também foi vice-campeão brasileiro em 1980.

 

Ao longo de sua carreira pelo Atlético-MG, Reinaldo participou de 475 jogos, marcou 255 gols, obteve 289 vitórias, 113 empates e 73 derrotas. recebeu num total 17 cartões vermelhos. Já pelas categorias de base, são 54 gols em 44 jogos, totalizando 309 gols, o que faz dele o maior artilheiro da história do futebol de Minas Gerais, o maior artilheiro do Atlético, e possuidor da maior média de gols do campeonato brasileiro, 1,55 por partida. Foi também o maior artilheiro do campeonato brasileiro no período de 1977 à 2002, com 28 gols marcados em 18 jogos. Foi superado em 1997 por Edmundo, que atuando pelo Vasco marcou 29 gols em 28 jogos. Guilherme, com 28 gols em 29 jogos, atuando também pelo Atlético, em 1999, conseguiu igualar sua marca. Dimba, que atuava pelo Goiás com 31 gols marcados em 46 jogos, no ano de 2003, e Washington em 2004, que atuando pelo Atlético Paranaense, marcou 34 gols em 46 jogos. Vale lembrar que mesmo assim, nenhum desses conseguiu atingir ou superar sua média.

 

Pela Seleção Brasileira, Reinaldo jogou 37 partidas, marcando 14 gols, indo à Copa do Mundo de 1978, na Argentina. Nessa, marcou um golaço, o primeiro do Brasil, contra a Suécia. Mas sempre foi prejudicado na Seleção, devido a suas posições políticas, representadas sutilmente na sua forma singular de comemorar o gol, com o punho fechado, gesto que lembrava o dos militantes do movimento Black Panthers americano, que lutava contra a discriminação. Dizem que isso irritava os representantes da ditadura militar brasileira da época, muitos deles comandantes da CBD, que depois se tornaria a CBF.

 

 

Depois de várias outras operações no joelho, deixou o Atlético em 1985, indo para o Palmeiras, onde ficou apenas três meses e não marcou nenhum gol. Em 1986, passou ainda por Rio Negro e Cruzeiro, por onde disputou apenas 2 partidas no Mineirão pelo Campeonato Brasileiro de 1986, com dois empates sem gols contra o Rio Branco/ES e contra o Bahia.

 

Sempre caçado em campo pelos zagueiros adversários, teve que abandonar prematuramente a carreira, em 1988, aos 31 anos, em decorrência de inúmeras lesões no joelho. Nessa época, defendia o Telstar, um time da segunda divisão holandesa, após uma passagem pelo BK Häcken, da Suécia.  Sua última partida foi contra o Ajax da Holanda, atuando pelo Atlético, em jogo amistoso. Mas até hoje seu nome é gritado nas arquibancadas como um dos maiores ídolos alvinegros.

 

 

Éder

 

Éder Aleixo de Assis nasceu em Vespasiano, no dia 25 de maio de 1957 e foi o melhor ponta-esquerda do futebol brasileiro na década de 80. Começou a carreira no América (MG), como ponta esquerda. Foi vendido para o Grêmio, mas pouco tempo depois, o Atlético Mineiro o trouxe de volta a Minas, numa transação que envolveu o craque Paulo Isidoro. No Galo, Éder permaneceu a maior parte de sua carreira, e lhe rendeu convocações para a Seleção Brasileira durante muitos anos. image

 

Jogou 52 partidas (5 não oficiais) pela Seleção Brasileira. Atuou na Copa do Mundo FIFA de 1982. Seus apelidos eram o “Canhão de Navarone” ou a “Bomba de Vespasiano”. A crônica internacional considerava que, naquela época, ele tinha o chute mais poderoso do mundo. Marcou um belo gol contra a União Soviética nesta copa, o qual constantemente é listado como um dos mais fantásticos gols marcados em uma Copa. Depois que seu companheiro de time, Falcão, deixou a bola passar entre suas pernas, Éder ajeitou com seu pé esquerdo antes de estourar a bola na rede com o mesmo pé a uma distância de 25 metros. Dasaev, goleiro soviético - considerado o melhor goleiro do mundo - sequer se moveu.

 

 

*******************************

 

Deixo aqui minha lista, reafirmando que não é definitiva, não se propõe a ser a melhor. Apenas é a minha lista, composta daqueles craques que mais se destacaram na minha humilde opinião.

 

Sobre o Autor:
The EDN

The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas

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7 comentários :

Harley Coqueiro disse... Responder comentário

Lista incontestável dos craques mineiros dos anos 80 (talvez eu encaixaria o Luíz Carlos, um atacante do América que tinha uma facilidade incrível de marcar gols rasteiros e cruzados).

Esta lista me trouxe boas lembranças, como a de Bendelack e Dedé de Dora ...

Agora você poderia fazer uma dos craques dos anos 90.

2 de fevereiro de 2011 10:55
The EDN disse... Responder comentário

Luiz Carlos foi mesmo muito bom, juntamente com o Flávio (hoje técnico de futebol), também do América. O Xará (lateral esquerdo) ganhou o troféu Guará várias vezes.
Vou pensar quanto à lista dos anos 90. Também há muitos craques.

2 de fevereiro de 2011 13:04
Harley Coqueiro disse... Responder comentário

Este Xará (lateral esquerdo) é o Renato Xará de Paraopeba?

3 de fevereiro de 2011 09:42
José Márcio disse... Responder comentário

O Xará de fato tb merece lugar de destaque. Embora não tenha tido a sorte de atuar em equipes de maior expressão. Qualidade pra isso, com toda certeza ela tinha.

3 de fevereiro de 2011 10:22
The EDN disse... Responder comentário

O Xará a que me referi é o Renato Xará Tolentino, filho do Neca. Foi um grande lateral esquerdo. Claro que houve outros na posição, como o Paulo Roberto Prestes, talvez o último grande lateral-esquerdo que o Galo teve. Mas o Nonato foi realmente um cracaço!...

3 de fevereiro de 2011 10:44
Harley Coqueiro disse... Responder comentário

EDN,

Eu já desconfiava que o Nonato, ex-lateral do Cruzeiro, jogou e brilhou no futebol mineiro, na década de 90 e não na de 80!

Relendo a resenha sobre o Nonato, eu confirmei isso. Lembro que o excelente lateral potiguar substituiu na época o também bom lateral Balu (jogador da seleção brasileira de juniores, inclusive).

Devido ao fato de que a lista foi um achado, peço que reveja com carinho o melhor jogador da lateral esquerda do futebol mineiro.

E se o meu voto valer para alguma coisa, por favor refaça a lista com o Renato Xará na posição!

3 de fevereiro de 2011 20:32
acompanhantes sp disse... Responder comentário

Meus craques: Cereza e Reinaldo!

19 de março de 2011 17:04

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