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Santos Reis

Antitelemarketing

sábado, 26 de março de 2011

 

Militante_Antitelemarketing 

Quem nunca foi amolado com ligações de telemarketing, que seja o último a desligar o telefone!

 

Nada contra os profissionais, operadores de telemarketing. O problema é o trabalho deles. E “como alguém tem de fazer o trabalho sujo”…

 

Isso mesmo, ora você está no meio de um trabalho, aflito para deixá-lo na mesa do chefe, dentro do prazo; ora está no aconchego de seu lar e é atacado por gentis e insistentes vozes de operadores de  telemarketing.

 

Há todo o tipo de serviços, promoções e apurrinhações: empresas de telefonia, bancos, operadoras de cartão de crédito, assinaturas de revista, cobranças, ligações de presídios…

 

Trago duas histórias envolvendo telemarketing. A primeira é um caso verídico, do qual eu foi um protagonista. A segunda é uma história enviada pela minha irmã:

 

UM DIA DE FÚRIA

 

Certa vez recebi uma ligação no meu celular, enquanto eu estava em casa. Era de minha operadora de telefonia celular. Nos dias anteriores, eu já vinha recebendo tais ligações, ofertando uma promoção que não me interessava. Mas a operadora de telemarketing era persistente e devia estar sob pressão, com metas a cumprir…

 

Então eu atendi, e do outro lado, a voz macia de uma balzaquiana:

- Boa noite! O Sr. Arlei Vieira Coqueiro, por favor!  [com o típico sotaque paulistano]

- Minha senhora, eu sou cunhado do Arlei e ele surtou de vez! Acaba de cometer uma tragédia, meu Deus!!!  [com uma voz altissonante e distorcida de “desespero”, que deve ter ferido os tímpanos da coitada]

- Como?!

- Ele está transtornado! Tá dentro do shopping dando tiro pra tudo quanto é lado! Parece que já matou 31!!!  [o código da operadora, he he he!]

[a operadora de telemarketing fica em silêncio, por eternos cinco segundos]

- Alô, senhora, vou estar desligando, pois o Datena quer estar falando comigo em rede nacional…!  [encerro a ligação com o gerundismo proposital]

 

Aposto que a operadora deve ter ficado intrigada com aquela “tragédia americana” e, curiosa, deve ter passado a madrugada vasculhando em todos os canais de TV sobre tal notícia. O bom é que nunca mais me ligaram.  [Será que eu cometi essa bizarrice toda e um atirador de elite me alvejou fatalmente?]

 

Em cima deste tema, eu vou repassar um outro texto que a minha irmã enviou-me por e-mail. Tentei descobrir o autor mas não consegui. Fiz algumas adaptações e acaso leia este post, o autor poderá reivindicar a sua autoria, tal como um militante palestino.

 

A VINGANÇA DO CLIENTE DE TELEMARKETING


[Toca o telefone]:
- Alô.
- Alô, poderia falar com o responsável pela linha?
- Pois não, pode ser comigo mesmo.
- Quem fala, por favor?
- Édson.
- Sr. Édson, aqui é da Telemar, estamos ligando para oferecer a promoção “Telemar Linha Adicional”, onde o Sr. tem direito... 
- Desculpe, mas quem está falando?
- Aqui é Júnia, da Telemar, e estamos ligando...
- Júnia, me desculpe, mas para a nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?
- Bem… Pode.
- De que telefone você fala? O meu bina não identificou.
- 10331.
- Você trabalha em qual área na Telemar?
- “Telemarketing Pro Ativo”.
-Você tem número de matrí­cula na Telemar?
- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária…
- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança quando falo com alguma funcionária da Telemar e ela não informa o número de matrícula. São normas de nossa casa.
- Mas posso garantir...
- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer os meus dados a uma legião de atendentes sempre que preciso falar com a Telemar.
- Ok... Minha matrícula é 34591312.
- Só um momento, enquanto eu verifico.
[Dois minutos depois]:
- Só mais um momento.
[Cinco minutos depois]:
- Senhor?
- Só mais um momento, por favor, os nossos sistemas estão lentos hoje!
- Mas senhor...
- Pronto, Júnia, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto?
- Aqui é da Telemar e estamos ligando para oferecer a promoção, onde o senhor tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Édson?
- Júnia, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque é ela quem decide sobre a alteração e aquisição de planos de telefones.
- Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante pra mim!
[Coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música “Festa no Apê”  tocando no “repeat” (quem disse que um dia essa droga não serviria para alguma coisa?). Depois de tocar a música inteira, na versão “remix”, a minha mulher atende]:
- Obrigada por ter aguardado... Pode me dizer o seu telefone, pois o meu bina não identificou…
- 10331.
- Com quem estou falando, por favor?
- Júnia.
- Júnia de quê?
- Júnia Batista [já demonstrando certa irritação na voz].
- Qual a sua identificação na empresa?
- 3-4-5-9-1-3-1-2! [mais irritada agora!].
- Obrigada pelas informações, em que posso ajudá-la?
- Aqui é da Telemar e estamos ligando para oferecer a promoção, onde a senhora e família tem direito a uma linha adicional. A senhora está interessada?
- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer, pode anotar o número do protocolo, por favor... Alô, alô!
[TUUTUUTUUTUUTUUU...]
- Desligou!? Nossa! Que moça impaciente!

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

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