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Santos Reis

O que eu quero esquecer hoje

domingo, 17 de abril de 2011

Sinto-me um pouco melancólico. Tanta coisa aconteceu desde o meu último post, no dia o de março, tanta coisa aconteceu... De tsunamis a Realengo, deixo todas as tragédias de lado, para falar das coisas boas. Uma nova vida, por exemplo, é para mim algo sensacional. Meus compadres Geraldo e Simone estão vibrando com o caçula. Um filho é sempre algo surpreendente para qualquer pessoa. E pais maravilhosos como eles dois, foram mais uma vez agraciados pelo Senhor.

 

 

Posso falar também da minha vida profissional, tão repleta de desafios, que restringem meu tempo ao mínimo, mas que me proporcionam oportunidades espetaculares de crescimento, as quais abraçarei com toda a garra e empenho que sempre nortearam meu horizonte profissional.

 

 

Mas, mesmo querendo falar apenas de coisas boas, é inevitável uma certa melancolia neste ocaso de domingo. O que eu quero esquecer hoje não me esquece. Martela minha cabeça e meu olhar interno o sofrimento das pessoas. Lembro-me do Santo Evangelho de hoje, Domingo de Ramos, quando representei Pilatos... Agora não posso simplesmente lavar as mãos. Preciso falar algo a respeito do sofrimento. Vou fazê-lo brevemente, em forma de versos...

 

 

Esquecimento

Fadado ao esquecimento

tento com todas as minhas forças

deixar o sofrimento

mas não é fácil simplesmente ignorar

terremotos dentro de mim

trazem tsunamis aos olhos

e resta-me a melancólica constatação

de que não sou imune à dor do outro

 

 

fadado ao esquecimento

deixo o sofrimento para trás

mas ele está à minha frente

no olhar estupefato e sofrido

que reza pelas vítimas na escola

que reza pelas vítimas no Anel

que reza

 

 

não sou imune à dor do outro

a dor que parece intangível

toca-me profundamente

e não sei simplesmente ignorar

ondas gigantes nos olhos das pessoas

e o terremoto que sacode meu coração

as crianças de hoje não acreditam em monstros

mas eles existem e se justificam

dizendo-se ignorados pelos outros

maltratados pelos outros

e por isso se vingam covardemente

 

 

quero agora não pensar no que passou

mas não posso por enquanto

substituo meu verso pela imagem

pela oração

pela música

para ver se lembro

como fazer

para esquecer

 

Sobre o Autor:
The EDN

The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas

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