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Santos Reis

A Orkutização e os Rótulos

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Desde os primórdios do twitter, havia uma certa inquietação e temor dos membros dessa rede, com relação à orkutização da ferramenta, senão vejamos:

 

Orkutização do Twitter – mito ou realidade?

Pra quem tinha dúvidas da Orkutização do Twitter 

Por que a Orkutização do Twitter não existe e nunca vai existir?

 

unlabeled

 

Reconheço que minha experiência no Orkut se resume à criação da conta, segundo alguns, ele já foi algo interessante. Considero o MSN e o Orkut respectivamente, os "ambientes" responsáveis pela disseminação de duas das piores pragas dos últimos tempos os famigerados "internetês e miguxês".

 

Penso que a temida orkutização do twitter não se consumou e nem nunca vai se consumar, é perceptível que os orkuteiros não se adaptaram à ferramenta, o que ocasionou uma certa repulsa ao serviço.

 

Falemos então sobre o termo ORKUTIZAÇÃO.

 

Ora, rotular é hábito do brasileiro, taxamos de prego, quem é careta, chamamos de troll quem importuna “onlinemente”, medroso é banana e por aí vai. Rotuladores sempre existiram e sempre irão existir, não tem jeito tá enraizado.

 

Um dos hábitos enraizados profundamente nos homens é o de rotular, coisas, situações e pessoas. Rotula-se pessoas com dificuldades de raciocínio de retardadas. Rotula-se os deficientes físicos de incapacitados. Rotula-se ricos, pobres, bonitos, feios, bêbados, homossexuais, prostitutas, negros, heróis, bandidos e tantos rótulos que se torna impossível enumerá-los. (Amílcar Del Chiaro Filho)


E o que seria a tal ORKUTIZAÇÃO? Na interwebs achei uma definição bem interessante:

 

Pra quem não sabe, a orkutização é um fenômeno próprio das redes sociais, que consiste na irrelevância de certa plataforma de comunicação online, dentre as inúmeras que pipocam pela web atualmente. A origem do nome vem da também rede social Orkut, a primeira a fazer sucesso no Brasil – na verdade, é um dos países que mais utiliza seus serviços ainda hoje, mesmo que o Facebook e o Twitter tenham conseguido expressivo reconhecimento em terras tupiniquins. Quando uma rede social está orkutizada, portanto, é o mesmo que dizer que esta chegou a um nível tão insuportável de compartilhamento de informações que muitas delas acabam se tornando mero engodo. (Tópico Livre)

 

Particularmente não gosto de rótulos, acho temerário enquadrar pessoa ou grupo numa determinada palavra. Mas nesse caso da orkutização, acho que a coisa soa mais em tom de brincadeira do que de preconceito. Não vejo motivos para uma panaceia desvairada contra o termo, ou quem sabe uma marcha?

 

Alguns já se manifestaram contra o termo e apresentaram os argumentos:

 

Não há Orkutização das redes sociais e sempre me irrito horrores quando alguém cita o termo. Quem acompanha os ciclos das redes, desde as BBs, sabe que há usuários que chegam primeiro aos serviços e/ou adotam novas tecnologias logo que surgem – são os chamados early adopters, pessoas mais antenadas e não necessariamente mais ricas. Foi assim com o Orkut, nos idos de 2004, quando o Google decidiu abrir as porteiras aqui no Brasil. Fui uma das primeiras a entrar na rede porque sempre acompanhei o mercado (repórter de tecnologia que sou) e não porque tinha mais dinheiro. Por alguns anos, o Orkut ficou sob nosso domínio, os early adopters. (Por que a gente é assim?)

 

Penso eu que de nada adianta o levante dos defensores da liberdade de expressão, da popularização das redes sociais, do internetês do miguxês. O termo surgiu e está aí, de agora em diante tudo que banaliza, orkutizou, quer queiram, quer não queiram. Pra falar a verdade, não vejo motivos pra tanta argumentação contra isso. Como citei anteriormente, vai virar sinônimo como outros termos já viraram.

 

Numa era de profunda banalização das coisas, penso haver coisa mais importante a se fazer do que dar importância maior ao termo orkutização, do que ele de fato merece. Estão banalizado o preconceito, a homofobia, o bullyng, isto sim, é muito temerário. Sugiro a leitura desse texto do Bruno Fernandes: Abaixo o movimento goela abaixo

 

Outra coisa, quem banaliza as ferramentas, sobretudo as redes sociais, é o próprio usuário. Alguns não conseguem manter um mínimo de decência e acabam por atrair para si, os rótulos inconvenientes.

 

Por fim, acho que estão orkutizando o termo banalizar e os rótulos. Acho inclusive que o Facebook está orkutizado e ninguém percebeu.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor bloguicista.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

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