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Tempo de viver

domingo, 24 de julho de 2011

 
Ainda um pouco chocado com a notícia da morte da cantora britânica Amy Winehouse, fiquei pensando neste sábado à noite sobre o que leva tamanho talento à degradação pessoal. Por mais piegas que pareça escrever um texto a respeito de um assunto que hoje está bombando nas mídias em geral, resolvo fazê-lo assim mesmo, mas não para falar de sua morte.
 
amy-winehouse-extras-03 Amy Winehouse em 2004, saudável e bonita: a imagem que deve ficar (Fonte: Abril.com)
 
Quero mesmo é fazer alusão a outros grandes artistas que, como ela, foram-se muito cedo, vítimas de situações semelhantes. Não creio que simplificar a coisa, dizendo que não souberam lidar com o sucesso, entre outros, seria adequado. Na verdade, cada caso é um caso.
O jornal “Estado de Minas” traz neste domingo matéria sobre a cantora, comparando a morte dela com a de outros grandes artistas internacionais mortos aos 27 anos: Jimi Hendrix, Janis Joplin, Brian Jones, Jim Morrison, Kurt Cobain e outros. Aliás, o mesmo jornal publicou matéria em 2008, quando a cantora completou 25 anos prenunciando sua morte aos 27, como de fato ocorreu.
Faço então, cá neste espaço virtual, uma singela homenagem a todos eles, não em relação a sua morte, mas, paradoxalmente, quanto à vida nova que começam agora. Todos eles tornaram-se mais importantes a partir do momento que morreram, pois sua obra passa a ser olhada sem preconceitos quanto ao seu modus vivendi. Morreram os corpos, mas ficaram os artistas. Já que estou meio latinizado hoje: Vita brevis, ars longa.

Jimi Hendrix

Um dos maiores guitarristas de todos os tempos (considerado por muitos o maior, inclusive a revista Rolling Stone, que o classificou como o melhor guitarrista na sua lista de 100 maiores guitarristas de todos os tempos, em 2003), James Marshall “Jimi” Hendrix — nascido Johnny Allen Hendrix em Seattle, EUA, a 27 de novembro de 1942 — morreu em Londres em 18 de setembro de 1970. Seu sucesso inicial foi na Europa, mas ficou famoso nos Estados Unidos depois de sua performance em 1967 no Festival Pop de Monterey. Hendrix foi a principal atração, dois anos mais tarde, do icônico Festival de Woodstock e do Festival da Ilha de Wight, em 1970. Dava preferência a amplificadores que distorciam o som fantástico de sua guitarra, destacando sobretudo a microfonia, vilã dos músicos puristas. Hendrix também foi um dos caras que popularizaram o pedal wah-wah no rock popular, usando-o sempre em suas apresentações. O guitarrista mexicano Carlos Santana acreditava que a música de Hendrix poderia ter sido influenciada por sua herança parcialmente indígena. No meu modo de ver, uma das suas mais sensacionais apresentações é “Wild Thing”, que representa bem o que foi sua vida: selvagem. Na apresentação, ele faz um “sacrifício” de sua guitarra, queimando-a.




Janis Joplin

Uma das mais aclamadas intérpretes do blues-rock, nasceu Janis Lyn Joplin a 19 de janeiro de 1943, , em Port Arthur, Texas, Estados Unidos. Ela acabou morrendo no dia 4 de outubro de 1970. No dia 3 de outubro de 1970, Janis visitou o estúdio Sunset Sound Recorders em Los Angeles, Califórnia, para ouvir o instrumental da música de Nick Gravenite, “Buried Alive in the Blues”. A gravação dos vocais estava agendada para o dia seguinte, mas no dia das gravações, ela não apareceu no estúdio. Seu empresário John Cooke foi até o hotel, onde a encontrou morta, vítima de overdose de heroína, possivelmente combinada com efeitos do álcool. Ela conquistou o público com sua forma passional (sexual e enérgica) e intensa de interpretar especialmente temas do blues. Como vocalista do grupo “Big Brother and the Holding Company”, ganhou fama instantânea no Monterey Pop Festival de 1967, e canções como “Me and Bobby McGee”, “Kosmic Blues” e “Mercedes Benz” foram extremamente populares. Sua versão para o clássico do blues, “Summertime” tornou-se imortal e uma versão inigualável até hoje. Ilustro este post com “Ball and chain”, uma das mais belas interpretações de Janis, em que ela fala da alma feminina.




Brian Jones

Trago aqui, na íntegra, o que a Wikipedia nos informa sobre este artista que foi um dos fundadores da banda The Rolling Stones: “Lewis Brian Hopkin Jones (Cheltenham, Gloucestershire, 28 de fevereiro de 1942 — Essex, 3 de julho de 1969) foi um músico inglês e membro-fundador da banda The Rolling Stones. Filho de um engenheiro da marinha inglesa, Lewis Jones, com uma dona de casa, Brian era conhecido pela sua versatilidade musical, tocando vários instrumentos diferentes, ainda que se tenha notabilizado como guitarrista da banda. Músico de origem clássica (Brian aprendeu a tocar com sua mãe que ministrava aulas de piano na Igreja próxima) era inicialmente o único músico da banda capaz de ler e escrever partituras. Durante seu período nos Rolling Stones ele manteve uma inventividade que gerou o Rolling Stones Rock'n Roll Circus, entre outros. Costumava usar roupas extravagantes, além de um estilo de vida baseado no ‘sexo, drogas e rock'n roll’. Apesar da fama e fortuna originada pelo sucesso da banda, Brian acabou por ceder ao uso desregrado de drogas, o que lhe valeu o desprendimento do grupo em 8 de Junho de 1969. Menos de um mês depois, no dia 3 de julho, Brian foi encontrado afogado na piscina de sua casa, Cotchford Farm, em Sussex, antiga casa do escritor A. A. Milne, criador do Ursinho Pooh, que o músico adorava. Desde sua morte, tida oficialmente como acidental, muitas dúvidas e livros encheram a mídia, alimentando muitas teorias conspiratórias. Apesar dos poucos anos de vida é considerado um dos mentores do estilo adotado pela banda. Deixou um grande número de fãs que cultuam sua imagem e contribuição musical até os dias de hoje.” Escolhi para esse post uma apresentação da banda com Brian Jones no The Ed Sullivan Show a música “19th Nervous Breakdown”, em 13 de fevereiro de 1966 (eu tinha apenas 1 mês e 7 dias de vida).




Jim Morrison

Cantor, compositor e poeta, vocalista do The Doors, autor da maior parte das letras da banda. Um dos músicos mais cultuados de todos os tempos, veio ao mundo como James Douglas Morrison em Melbourne, Austrália, no dia 8 de dezembro de 1943. Jim Morrison era filho do almirante George Stephen Morrison e sua mulher Clara Clark Morrison, ambos funcionários da marinha americana, por isso nasceu longe dos Estados Unidos, onde de fato viveu (inclusive, era cidadão norte-americano). Seus pais eram conservadores e rigorosos, como é de praxe para militares, mas Jim não se adaptou a esse estilo de vida, muito embora tenha sido escoteiro. Morreu em Paris, no dia 3 de julho de 1971. Está sepultado no famoso cemitério do Père-Lachaise em Paris. Devido a atos de vandalismo de alguns fãs, por diversas vezes autoridades pediram que o corpo fosse transferido para outra necrópole. São muitas as suas músicas de sucesso, mas escolhi “Light my fire”.




Kurt Cobain

Kurt Donald Cobain, vocalista, compositor e principal músico da banda grunge Nirvana, nasceu em 20 de fevereiro de 1967, em Aberdeen, Washington, filho da garçonete Wendy Elizabeth Fradenburg e do mecânico automotivo Donald Leland Cobain. Criado por família humilde, mas com tradição musical. Seu tio materno Fradenburg Chuck estrelou em uma banda chamada The Beachcombers, sua tia Mari Earle tocava guitarra e tocou em bandas de todo Condado de Grays Harbor, e seu tio-avô Delbert tinha uma carreira como tenor irlandês, tendo, inclusive, feito uma ponta no filme “King of Jazz”, de 1930. Durante os últimos anos de sua vida, Cobain lutou contra o vício em heroína, muitas doenças e contra a depressão. Não lidava bem com a fama e a grande divulgação de sua imagem. Sua vida conjugal também não era das mais tranquilas: casou-se com a “espetaculosa” cantora Courtney Love. Em 8 de abril de 1994, Cobain foi encontrado morto em sua casa em Seattle: suicidara-se com um tiro de espingarda na cabeça. Deixo aqui sua apresentação com o Nirvana: “Smells Like Teen Spirit”.




Amy Winehouse

Amy Jade Winehouse nasceu em Londres no dia 14 de setembro de 1983. Uma cantora e compositora que trouxe de volta para a grande mídia o soul, o jazz e o R&B, sobretudo no Reino Unido. Desde o seu primeiro álbum, “Frank”, lançado em 2003 pela Island Records, muito bem recebido pelo público e pela crítica, Amy chamou a atenção por seu vozeirão inconfundível. O seu segundo disco, de 2006, “Back to Black”, deu a ela cinco das seis indicações que recebeu para o Grammy Awards. Muito conhecida por seus escândalos públicos e pelo uso de drogas, lidou com isso a vida toda. Em junho de 2008, seu pai, Mitch Winehouse, revelou à imprensa que ela estava com uma possível arritmia cardíaca por conta do uso abusivo de cocaína e cigarro. Aliás, seu pai foi uma grande influência em sua vida, já que cantava para ela quando pequena. Recentemente, incentivado pela filha, passou a fazer shows pela Europa, tendo, inclusive cancelado uma série de shows que faria, devido à morte prematura de sua filha. Em 2009, Amy Winehouse garantiu estar se recuperando e em 2010, terminou seu tratamento na reabilitação e finalmente parecia ter se libertado das drogas, mas isso não ocorreu. No seu último show, em 19 de junho de 2011, em Belgrado, era visível o seu estado alterado, esquecendo-se das letras e caindo pelo palco. Ontem, foi encontrada morta em sua casa. Ainda não foi revelada a causa de sua morte, mas a verdade é que isso não importa. Como disse, ela entra agora para um seleto clube de artistas inesquecíveis. Para finalizar, “Back to black”, o vivo.



Sobre o Autor:
The EDN

The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas

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