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Santos Reis

As Inovações Tecnológicas e o Convívio Social

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Era um tempo bacana aquele em que as famílias tradicionalmente se reuniam, normalmente no finalzinho da tarde ou quase noite, para uma refeição conjunta. Tal procedimento permeava o cotidiano da maioria das famílias interioranas. Como dizem os saudosistas: “bons tempos aqueles”.

 

veja-tecnologia

 

Como a estabilidade financeira era um sonho ainda distante, poucas eram as famílias que conseguiam um folguinha no orçamento, assim sendo, o almoço do domingo era a única oportunidade de saborear um refrigerante. Nesta mesma época surgiu, aqui no interior de Minas, o tradicional adágio que dizia: domingo sem frango, coca-cola e Sílvio Santos, não é domingo.

 

A televisão era privilégio de poucos, e naquele tempo ter uma TV em cores então era um luxo que só era possível para os mais abastados. Nos lares medianos (porque nos pobres, nem no sonho) a TV branco e preto é que fazia a alegria da casa, sim, aquela mesmo que levava quase uma hora para ligar, devido ao aquecimento da válvula. Aquela que tinha um botão giratório na parte traseira para estabilizar a imagem que teimava em embaralhar. Diante desta maravilha tecnológica, as famílias também se reuniam para assistir, ou melhor, disputar os programas televisivos.

 

O mais interessante é que não me lembro ouvir falar nessa época de problemas que é hoje é até bem comum: estresse e depressão. Penso eu que isso sempre existiu, porém as pessoas que padeciam desse mal, provavelmente eram tratadas como malucos e internadas em hospícios.

 

Estresse ou stresse  pode ser definido como (a) a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo (humano ou animal) superar determinadas exigências do meio-ambiente e (b) o desgaste físico e mental causado por esse processo. (Wikipédia)

 

Depressão: Caracteriza-se pela perda de prazer nas atividades diárias (anedonia), apatia, alterações cognitivas (diminuição da capacidade de raciocinar adequadamente, de se concentrar ou/e de tomar decisões), psicomotoras (lentidão, fadiga e sensação de fraqueza), alterações do sono (mais freqüentemente insônia, podendo ocorrer também hipersonolência), alterações do apetite (mais comumente perda do apetite, podendo ocorrer também aumento do apetite), redução do interesse sexual, retraimento social, ideação suicida e prejuízo funcional significativo (como faltar muito ao trabalho ou piorar o desempenho escolar). (Wikipédia)

 

A globalização, a estabilidade econômica e a revolução tecnológica facilitou o acesso aos eletro-eletrônicos, e hoje, dificilmente você visita uma casa que não possui pelo menos 2 aparelhos de televisão, computador, internet, celulares, etc. Decerto que a informação hoje é muito mais acessível, mas o contraponto é que os tradicionais momentos familiares tornaram-se raros, ou simplesmente inexistem.

 

Hoje é cada um no seu quarto, na sua televisão, no seu computador, no seu celular, que deixou de ser telefone para virar um aparelho multi-tarefas, nele se faz tudo, e o ato de telefonar é apenas secundário.

 

A falta de tempo hoje é realidade em todos os lares. Trabalho, trânsito, cobranças profissionais, “obrigações familiares”, violência. Tudo contribui para uma realidade cada vez estressante. Neste ínterim, nota-se que a maioria das pessoas nunca está presente de fato onde se encontra, esta sempre pensando no depois ou quem sabe no seu aparelho de última geração atualizando suas redes sociais.

 

A convivência física tornou-se exceção, a regra agora são os relacionamentos ON line e, para isso, existem diversas ferramentas para facilitar esse convívio: Orkut, Facebook, Twitter, Google+, MSN, etc. Obviamente que tais inovações poderiam figurar na lista de complementos para o convívio físico, mas, infelizmente, não é isso que constantemente acompanhamos.

 

Estou inserido em diversos desses serviços citados anteriormente. Gosto especialmente das experiências trocadas com pessoas de todas os lugares e regiões. Tenho muitos contatos, que permitem sempre um diálogo On Line entre uma tarefa e outra. Mas todo cuidado é pouco, pois essa neura tecnológica pode acabar nos roubando o bem mais precioso, o convívio com as pessoas.

 

Saber o limite entre o excesso e o tolerável é de extrema importância para deixar que aquilo que poderia ser utilizado para o bem, acabe por transformar em um martírio.

 

O convívio social é importante tanto na vida pessoal quanto profissional. Um happy hour com os amigos, um cinema com a namorada (se você ainda tem uma), passear com o cachorro no parque… enfim, são atitudes saudáveis e que não vão tirá-lo de suas obrigações. Dê um tempo e pare de trabalhar nesses períodos, mesmo que esteja chovendo e você esteja sozinho. Uma boa hora para alugar aquele filme que você queria assistir faz tempo. (Webinsider)

 

Uma das coisas que sinto prazer em fazer é o ato de blogar. Porém, não tenho isso como compromisso, mas sim como hobby. Sempre que estou “estressado” com alguma situação, abro meu editor de posts e começo a escrever, normalmente sem qualquer compromisso com tema, apenas para me distrair, no fim acabo por produzir um post, que quando quero publico, quando não apenas guardo em meu arquivo pessoal.

 

Acho estimulante dividir minhas opiniões com as pessoas, mesmo sabendo que o público do meu blog não é assim tão grande. No meu íntimo sinto que as palavras podem contribuir para situações similares vividas por outras pessoas. Sinto que o ato de blogar aplaca meus devaneios. Hoje são 2 coisas que faço com gosto especial na web, ler e escrever.

 

Cabe a cada um encontrar nos inúmeros recursos que a tecnologia proporciona, uma forma de transformar tais recursos em ferramentas de estímulo e satisfação pessoal. A convívio virtual hoje é uma realidade, não temos como fugir, mas também não podemos nos deixar aprisionar.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

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