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Internet Banda Larga? Isso é uma Vergonha Nacional!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Já disse e repito que nosso país nunca será grande de verdade se não mudarmos alguns conceitos. Inegavelmente nosso país já evoluiu muito em alguns quesitos, mas em outros anda a passos de tartaruga. Li uma reportagem na revista Galileu que me deixou estupefato, senão vejamos:

 

Imagem04 Oct. 11

Foto: Yuri Edmundo

Para 65,2% da população brasileira acima de dez anos, enviar um e-mail, teclar no MSN ou fazer uma pesquisa no Google são práticas tão distantes como passear de helicóptero ou dirigir uma Ferrari: 104,7 milhões de brasileiros não acessam a internet, segundo o IBGE. Isto é ruim? Na verdade, é péssimo: segundo a pesquisa Barômetro Cisco (pesquisa que mede a evolução da adoção das tecnologias de acesso à Internet em banda larga no País), existem apenas 5,8 conexões fixas de banda larga para cada 100 brasileiros (veja aqui lista de países mais conectados). A grande maioria ainda é obrigada a navegar aos trancos e barrancos da conexão discada, aquela que às vezes pega, às vezes não pega, que ocupa a linha do telefone e obriga o usuário a navegar de olho no relógio, já que é cobrada por hora. (Revista Galileu)

Pois é amigos, pasmem vocês! Num mundo cada vez mais globalizado em que a internet é ferramenta imprescindível para a comunicação. Nosso país parece engatinhar na oferta de uma conexão de banda larga decente. Não bastasse o número ínfimo de lares com acesso a internet, conforme mencionado, ainda somos obrigados a aceitar uma realidade trágica.

 

Um estudo realizado pela empresa americana Pando Networks e divulgado em meados de setembro ainda vem dando o que falar. Segundo o levantamento, intitulado Global Download Study, a velocidade média de downloads no Brasil é de 105 KBps, inferior a de países como Etiópia (112 KBps) e Haiti (128 KBps). (Idgnow)

 

Infelizmente a realidade brasileira não é outra senão conviver com a absurdo de pagarmos preços exorbitantes por conexões irrisórias. Conheço pessoas que comemoram o fato de conseguirem fazer um download a 50 kbps como se isso fosse a oitava maravilha do mundo. Não é preciso estudos profundos, basta irem a google pra vocês terem uma real noção do que estou falando.

 

A internet banda larga no Brasil é 10 vezes mais cara do que em países desenvolvidos (levando-se em conta o custo do serviço e a renda per capita), afirma estudo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta terça-feira (27/4) em Brasília. O estudo avalia a defasagem brasileira no setor e faz recomendações para massificar esse tipo de serviço. O documento aponta ainda que o Brasil está muito atrasado em relação à oferta da rede em alta velocidade na comparação aos países desenvolvidos e perde também para nações em desenvolvimento, como México e Turquia. No Brasil hoje, estados como Amapá e Roraima não contam com o serviço, disponível em 12 milhões de domicílios – 21% da população brasileira. (Blog do Planalto)

 

Em cidades do interior a coisa tende a ser muito pior. A título ilustrativo, aqui na minha cidade, que possui cerca de 25.000 habitantes, a operadora que detém o monopólio da telefonia recentemente ofereceu conexão via cabo para abnegados 50 clientes, ou seja, afortunados 0,2 % da população da cidade teriam tão sonhado acesso a conexão em alta velocidade.

 

Provavelmente muitos dos que acessam esse espaço não possuem sequer opção para uma conexão mais rápida. Ou se sujeitam aos preços exorbitantes e velocidades medíocres praticados por um provedor sem qualquer estrutura, ou então ficam sem qualquer acesso à interwebs.

 

Segundo a Wikipédia, o termo banda larga pode apresentar diferentes significados em diferentes contextos. A recomendação I.113 do setor de Padronização da UIT define banda larga como a capacidade de transmissão que é superior àquela da primária do ISDN a 1.5 ou 2 Megabits por segundo. O Brasil ainda não tem uma regulamentação que indique qual é a velocidade mínima para uma conexão ser considerada de banda larga. A Colômbia estabeleceu uma velocidade mínima de 512kbps e os Estados Unidos de 200kbps. O significado já sofreu várias modificações conforme o tempo. Inicialmente, banda larga era o nome usado para definir qualquer conexão à internet acima da velocidade padrão dos modems analógicos (56 Kbps). Usando linhas analógicas convencionais, a velocidade máxima de conexão é de 56 Kbps. Para obter velocidade acima desta tem-se obrigatoriamente de optar por uma outra maneira de conexão do computador com o provedor. Atualmente existem inúmeras soluções no mercado. O termo pode ser usado como oposição à Banda estreita ou Banda base.

 

Pra dizer a verdade nem sabemos de podemos chamar as conexões oferecidas no Brasil de banda larga. Segundo o coordenador do Programa de Inclusão Digital da Presidência da Republica, Cezar Alvarez: "De cada 100 brasileiros, não mais que 6,5 têm acesso à banda larga, que não é tão larga, digamos que quase estreita, se comparada aos padrões europeus ou asiáticos."

 

Como vemos pagamos preços altíssimos por um serviço que não atende a contento. E ainda temos que aturar provedores debochando do bando de idiotas (me incluo no rol), como se eles tivessem fazendo um grande favor oferecendo  um serviço de péssima qualidade. É o tal negócio, não tem tu, vai tu mesmo.

 

Para piorar a situação muitos de nós pagamos por um serviço e acabamos não recebendo. O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) aponta ainda diversas deficiências de qualidade na prestação do serviço aos clientes. A principal queixa do órgão de defesa do consumidor é em relação à variação da velocidade, pois a maioria das empresas só se compromete a entregar um percentual mínimo de conexão.

 

As perspectivas não são nada animadoras. O lei que regulamenta a internet no Brasil não sai do papel. E assim vamos vivendo a mercê da boa vontade dos provedores que se preocupam cada vez menos com os clientes, pois estão ocupados demais auferindo os lucros exorbitantes.

 

Enquanto isso nos Estados Unidos! Não chorem, por favor:

 

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos divulgou nesta segunda-feira (15) uma lista de metas para modernizar o acesso da população norte-americana à internet de alta velocidade que inclui planos para liberar mais frequências para serviços móveis. O objetivo do plano é ter 100 milhões de lares com acesso a uma conexão de 100 megabits por segundo (Mbps) até 2020, ante a atual velocidade média de 4 Mpbs. (G1)

 

“Sonhar não custa nada, ou quase nada!”

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

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