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Santos Reis

Novembro

segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Escrevo este post com um certo receio. Depois de um certo tempo sem contribuir para o espaço invicioneiro (que, aliás, não sentiu nem um pouco minha falta, como sempre abrilhantado pelos seus mestres criadores e eternos mantenedores Zé Márcio e Harley Coqueiro), não sei o que escrever.

 

Neste novembro, estou de férias, feliz junto a minha família, viajei para o litoral (Guarapari) depois de 20 anos, brindando meus filhos com a oportunidade de conhecer o mar. Poderia falar dessa viagem neste post. Mas não sei se o faço.

 

Neste novembro, Steve Jobs nos deixou e isso é algo importante. O fato de estar postando algo neste espaço invicioneiro muito se deve a ele. Mas depois de tudo o que já se falou a respeito de sua morte e de sua vida (o que é muito mais importante), inclusive com uma biografia “autorizada”, não quero ser repetitivo e não escreverei sobre isso.

 

Neste novembro, após 25 anos lecionando, constatei a presença indesejável de nódulos nas pregas vocais, o que me obrigará a um acompanhamento otorrinolaringológico e várias sessões com um fonoaudiólogo. Mas não sei se escrevo a respeito.

 

Muitas outras coisas ocorreram neste novembro de que eu poderia falar nesse post. Mas o que me motiva agora é apenas a oportunidade de retornar a esse espaço. Retorno tímido, paradoxalmente cabisbaixo e de olhar atento para a luz que brilhou nesta segunda-feira, depois de vários dias chuvosos e frios.




**************************



A chuva fria e soturna deste novembro


Aqueço-me sob o cobertor
Sinto-me ao mesmo tempo apreensivo e sereno
Neste paradoxo que costumeiramente me encaixo


Considero-me ainda sonhador
Escrevendo em tercetos meu verso livre e pleno
Olhando para cima sempre e às vezes para baixo


Não busco a rima fácil simplesmente
As palavras comandam meus dedos que digitam freneticamente
E os advérbios surgem para compor pauperrimamente
O encadeamento deste quarteto fora de contexto


Mais um terceto vou escrever
Não sei se alguém terá tempo ou disposição para ler
Retorno ao espaço virtual sem muito brilho, eu sei disso...


Três ou quatro versos não revelam esse rebuliço
De emoções dentro de mim... Saio da cama pois já não durmo
E quero sair um pouco para curtir o sol que me faz sonhar


Desço as escadas para chegar ao alto
Abro as janelas da torre e fico olhando
A chuva fria e soturna deste novembro...
 
**************

 

A chuva fria e fina costuma trazer para as pessoas momentos de introspecção. Pode ser coincidência, mas enquanto eu redijo este post, ouço agora “Pensando nela”, pelo excelente Roupa Nova (gravada originalmente pelos Golden Boys).

 

 
Para finalizar, deixo aqui as palavras parafraseadas do grande poeta Ferreira Gullar, que relaciona a poesia como uma luz, mas não qualquer luzinha não...
 

“Pretendo que a poesia tenha a virtude de, em meio ao sofrimento e o desamparo, acender uma luz qualquer, uma luz que não nos é dada, não desce dos céus, mas que nasce das mãos e do espírito dos homens.” (Ferreira Gullar)

 

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Fonte da imagem: Google

Sobre o Autor:
The EDN

The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas

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