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Santos Reis

A Jornalista e os Defensores da Estupidez

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O assunto que permeou as discussões nas redes sociais nesta semana  foi a agressão sofrida pela jornalista Monalisa Perrone, da globo durante uma entrada ao vivo no Jornal Hoje. Não vou aqui dissecar o assunto pois o mesmo já foi amplamente divulgado em todos os meios de comunicação. Ocorre que a agressão reacende a discussão em torno de assunto que infelizmente está sempre presente no nosso dia a dia, a falta de respeito e a naturalidade com que alguns tratam a violência.

 

Agression_verbale

É compreensível que um episódio envolvendo a repórter da maior rede de televisão do país, ganhe destaque em todo território nacional e até mesmo internacional. Afinal, não é todo dia que “radicais extremistas” surgem do nada e tiram do ar uma repórter que falava ao vivo.

 

Pois bem, como eu disse, o assunto que quero comentar a vocês não é o inusitado da cena, mas sim levá-los a um reflexão sobre alguns comportamentos que, via de regra, presenciamos na web.

 

Logo após o referido episódio as redes sociais foram invadidas por comentários de toda sorte e natureza, alguns condenando a imbecilidade do ato e outros, pasmem, batendo palma pros dois panacas que empurraram a repórter.

 

Certamente que muitos de vocês já presenciaram posições absurdas de usuários das redes sociais em algum momento, seja na demonstração explícita da homofobia, seja no preconceito regional, sobretudo contra nordestinos. Fato é que a globalização propiciou a facilidade de acesso à informação através das internet e as redes sociais cuidam de disseminar opiniões sobre os mais diferentes acontecimentos do cotidiano. Assim sendo, qualquer assunto mais polêmico, ganha, com uma velocidade meteórica, o conhecimento público através das redes sociais.

 

É pena que nem todos estão preparados para viver harmoniosamente com as diferenças, não bastasse as opiniões estúpidas, alguns necessitam tornar públicas suas posições radicalistas e preconceituosa em defesa sabe-se lá de quê.

 

No caso específico da agressão à jornalista, não cabe ponderações sobre o fato de que a mesma atua numa empresa que manipula as massas através da mídia televisa. Mesmo que isso fosse verdade, o que não acredito, já que ela não obriga ninguém a assistir sua programação, um erro não justifica o outro, a agressão de fato existiu e é inadmissível que qualquer ser humano seja agredido, especificamente no seu trabalho, sobre a alegação de antipatia contra a empresa em que o mesmo atua.

 

Ora, vale aqui uma reflexão: o sujeito está tranquilamente em seu ambiente de trabalho, aparece um cidadão sabe-se lá de onde e lhe dá uns catiripapos. O agressor está agredindo a pessoa ou a empresa?

 

Mas alguns não pensam assim, acham que o cidadão e a empresa se fundem, tornando um só objeto e esse deve sempre ser execrado em qualquer circunstância.

 

Imagem01 Nov. 03

 

Vou confessar que até tentei argumentar com esses energúmenos, mas vi que não valia a pena perder meu tempo. A falta de senso crítico está arraigada como erva daninha, não sabem porquê das posições, não sei se querem parecer anarquistas, ou pertencentes a um movimento idealista. Fato é que esses imbecis não se dão conta que na verdade estão estereotipados.

 

Imagem02 Nov. 03

Agressão ato em que um indivíduo prejudica ou lesa outro(s), de sua própria espécie intecionalmente. (sic)  [Wikipédia]

 

Engraçado é muitos não entendem, ou não querem entender, quê o que conta é ato e não a intensidade ou forma, se ela foi empurrada, chutada, socada, isso não vem ao caso, ela foi agredida e pronto, e, os agressores não merecem nada mais do que nosso repúdio e condenação. Nenhum tipo de argumentação, sobretudo os balizados na antipatia pela  empresa em que a mesma atua, pode servir de justificativa para um ato tão vil.

 

Preconceito não é ter suas críticas. A crítica requer conhecimento; O preconceito, apenas as vítimas. [Thaís Dayani]

 

Ando preocupado com essa geração de iletrados que não possuem senso crítico e que são facilmente manipulados. É preciso defender uma posição, mas não podemos nos esquecer que o preconceito e os estereótipos não podem ditar os rumos das discussões, sob pena de cometermos arbitrariedades históricas.

 

Às vezes as opiniões imbecis sobre alguns atos nos chocam mais do que a cena.

 

Por fim, deixo uma frase da Associação Brasileira de Imprensa para reflexão: "Jamais, em tempo algum, ato de agressão física é aceito por qualquer motivo que seja. Debates e diferenças de ideias devem ser mostradas em discussões civilizadas e com o mínimo de dignidade."

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

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