Leia também...

Leia também...
Homo Sapiens x Homo Cyber

Leia também...

Leia também...
O Humor nos Tempos do Cólera

Leia também...

Leia também...
Os 10 Mandamentos da Vida Virtual

Leia também...

Leia também...
Santos Reis

Os alunos da USP estão orkutizando os Movimentos Estudantis

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Movimento estudantil não é novidade no Brasil, remonta do final da década de 60, para nos inteirarmos um pouco sobre o tema é essencial uma viagem na história.

 

1181182307_me

 

Desde 67, o movimento estudantil tornou-se a principal forma de oposição ao regime militar. Nos primeiros meses de 68, várias manifestações tinham sido reprimidas com violência. O movimento estudantil manifestava-se não apenas contra a ditadura, mas também à política educacional do governo, que revelava uma tendência à privatização. A política de privatização tinha dois sentidos: era o estabelecimento do ensino pago (principalmente no nível superior) e outro, o direcionamento da formação educacional dos jovens para o atendimento das necessidades econômicas das empresas capitalistas (mão de obra especializada).

 

Essas expectativas correspondiam a forte influência norte-americana exercida através de técnicos da USAID que atuavam junto ao MEC por solicitação do governo brasileiro, gerando uma série de acordos que deveriam orientar a política educacional brasileira. As manifestações estudantis foram os mais expressivos meios de denúncia e reação contra a subordinação brasileira aos objetivos e diretrizes do capitalismo norte-americano.


Prisões e arbitrariedade eram as marcas da ação do governo em relação aos protestos dos estudantes, e essa repressão atingiu seu apogeu no final de março com a invasão do restaurante universitário "calabouço", onde foi morto Edson Luís, de 17 anos.

 

O fato, que comoveu e revoltou todo o país, serviu para acirrar os ânimos e fortalecer a luta pelas liberdades. Durante o velório do estudante, o confronto com policiais ocorreu em várias partes do Rio de Janeiro, sendo que o cortejo fúnebre foi acompanhado por 50 mil pessoas. Nos dias seguintes, manifestações sucediam-se no centro da cidade, com repressão crescente até culminar na missa da Candelária (2 de abril), em que soldados a cavalo investiam contra estudantes, padres, repórteres e populares.

 

Ironicamente, no final da década de 70, apesar das principais organizações estarem em pleno funcionamento, o movimento estudantil universitário havia perdido sua força e prestígio político. Desde o final da ditadura militar, a importância do movimento estudantil tem declinado significativamente. Em 1992, o amplo movimento social de oposição ao presidente Fernando Collor de Mello fez ressurgir o movimento estudantil, mas apenas por um breve período. [Fontes: Historianet e Uol]

 

E afinal o querem os estudantes da USP? Em nota oficial no site do Diretório Central dos Estudantes Livre Alexandre Vannucchi Leme (DCE), o grupo, intitulado "Movimento de Ocupação", pediu a revogação do convênio com a Política Militar, a "garantia de autonômia nos espaços estudantis" e a retirada de "todos os processos criminimais e administrativos contra @s estudantes, professores e funcionári@s" (sic).

 

Essa celeuma toda começou na noite do dia 27,  após a PM flagrar três alunos portando maconha. No momento em que os policiais foram levar o trio para a delegacia, foram impedidos por estudantes.

 

Ora, armar um aranzel desses simplesmente porque 3 maconheiros foram detidos? Faça-me o favor, chega a ser uma afronta aos abnegados membros de movimentos estudantis das décadas passadas, a atitude desses cidadãos. Os ideais de luta atuais são de uma idiotice sem precedentes.

 

Não se trata aqui de condenar ou absolver o tratamento dado aos estudantes pela PM, não sei se ouve abusos ou não na retomada da Universidade. Fato é que a motivação para tal ocupação é uma vergonha para nós brasileiros. Com tanta coisa importante para reivindicar no tocante essencialmente à educação no país. Estamos perdendo um precioso tempo discutindo a presença ou não da PM no Campus da USP. Ora, os abusos, os crimes e as contravenções devem ser punidos com o rigor da lei, sejam eles onde ocorrerem. O fato de ser estudantes de uma das principais universidades do país, não dá a esses cidadãos imunidade irrestrita.

 

O que eu quero dizer é que lutávamos por causas nacionais e então pra gente entrar já no assunto, fico pensando: armar aquela palhaçada toda dentro da reitoria da USP porque a PM prendeu dois maconheiros ou três, sei lá? Maconheiro da USP é moleque que vai pra cadeia assina um papel e sai. [Luiz Ceará]

 

Fico aqui pensando nesses rebeldes sem causa, ali estão futuros profissionais que em breve estarão no mercado. O que esperar de uma geração que não possui ideais, que causam uma revolta generalizada, quebradeira e depredação, simplesmente porque alguns colegas não puderam pitar os seus “baseados”.

 

Essas pobres crianças precisam de apoio. Talvez, eventualmente, uma bomba de gás e um cassetete civilizatório, só pra dispersar e impedir que viaturas policiais sejam incendiadas por causa de um baseado. Coisa leve, pedagógica, só para contar com orgulho para os netinhos.

Ser juventude transviada não é para qualquer geração. Nem todos têm a cara limpa, muito menos a cara pintada com as cores da bandeira. Já a babaquice é atemporal, não precisa de preparo, basta rastejar e colher. Numa universidade pública, então, na melhor do país, é preciso um certo esforço para ser cretino. Parabéns a todos os envolvidos. [Marco Antonio Araujo]

 

Numa hora dessas eu sinto uma vergonha danada de ser brasileiro. Imaginem só essa notícia correndo o mundo. Já não somos bem vistos em muitos países, principalmente por pensarem que o país é uma baderna. Nada mais justo do que os tais estudantes da USP contribuírem com essa imagem, levando ao mundo a sua falta do que fazer.

 

O que esperar de uma geração que não possui ideais construtivistas, que protestam por causas totalmente infundadas? Sinceramente, não sei. Só acho que eles poderiam usar melhor o tempo ocioso, e eles demonstram ter de sobra, para fazer algo produtivo para o povo brasileiro, ao invés de perder tempo com coisas tão fúteis. Poderiam aproveitar esse arroubo de rebeldia e subversão juvenil para lutar por alguma coisa que fato valha a pena e não perder tempo com manifestações imbecis em desagravo a prisão de 3 maconheiros.

 

Na verdade esse malucos estão deturpando as causas estudantis com objetivos totalmente estapafúrdios. Nosso  passado discente não merece essa vergonha!

 

Por fim, esses moleques não passam de crianças mimadas e birrentas que precisam de um corretivo rápido, antes que seja tarde.

 

Mais sobre o tema: Balanço da invasão da FFLCH

Sobre orkutização: A Orkutização e os Rótulos

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

Feed
Gostou desse Artigo? Então deixe um comentário, assine nosso Feed ou receba os artigos por email

4 comentários :

Postar um comentário

# Antes de comentar, leia o artigo;
# Os comentários deverão ter relação com o assunto;
# Pode criticar a vontade, inclusive o blogueiro;
# Comentários ofensivos ou pessoais serão sumariamente deletados;
# As opiniões nos comentários não refletem a opinião do blog e são de inteira responsabilidade dos seus autores;