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Santos Reis

Popularidade, sucesso, interação, o que mesmo você busca nas redes sociais?

quinta-feira, 1 de março de 2012

Já disse anteriormente que a “bola da vez” entre as redes socais agora é o Google+. Já fui fã incondicional do Twitter, que cada dia frequento menos, nada contra essa importante rede, é apenas uma questão de prioridades.

 

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Eu todas as redes sociais que faço parte não adiciono ninguém entre meus contatos pelo fato daquela pessoa ser importante pra alguém ou possuir inúmeros seguidores ou fãs, só adiciono aqueles que são interessantes pra mim. De nada adianta o cidadão agradar gregos e troianos e não ser interessante pra mim. Não estou nas redes sociais pelo sucesso que ela pode me proporcionar, mas sim pelo contatos/conhecimento que eu possa adquirir, enfim, pela troca de experiências.

 

Dia desses vi algumas pessoas discutindo no Google+ sobre a questão da popularidade, algo que julgo ser complicado definir exatamente por causa da subjetividade da palavra. Segundo o Houaiss popularidade é: condição do que é conhecido e amado por um grande número de pessoas; glória, renome, celebridade. E o que é a popularidade senão a vontade de ser reconhecido por outras pessoas?

 

Como o assunto popularidade estava em discussão acirrada na referida rede social, eu postei alguns quesitos sobre a fissura de alguns para obterem sucesso, que reafirmo, é uma grande bobagem:

 

1.  Nunca se preocupe em ser alguém de sucesso, antes, procure ser autêntico;


2. Sucesso ou fracasso é apenas consequência daquilo que você plantou;


3.  Nenhum tipo de reconhecimento te fará feliz se você não estiver bem consigo mesmo;


5.  A pessoa não é importante pelos números que ela tem, mas sim pelo conteúdo que ela publica e atenção para com os outros;


6. Todas as pessoas aqui presentes só pedem uma coisa: um pouquinho de atenção;


7. Valorize a pessoa mais importante da sua vida, ou seja, você mesmo.


8. Por fim, esqueça essa história de sucesso, procure ser feliz e se divertir, o resto virá por acréscimo.

 

Sou usuário de redes sociais há vários anos, nesse tempo aprendi que ser popular é muito fácil, difícil é ser interessante. Existem várias ferramentas que podem ser usadas para ter inúmeros seguidores em suas redes. Para ter muitos contatos no Google+, por exemplo, basta circular todo mundo que lhe é sugerido, em pouco tempo você terá um número de pessoas enorme entre seus contatos e será adicionado por igual número. Mas não se iluda, entre esses inúmeros contatos, pouquíssimos serão de fato interessantes e nenhum deles fará de você alguém relevante. As pessoas mais interessantes que conheci nesse meu convívio em redes sociais são exatamente as menos populares, os mais humildes, os que se importam menos com os números e mais com as pessoas.

 

A lógica de alguns nas redes sociais às vezes me assusta, a maioria não tem interesse na qualidade dos relacionamentos que elas podem proporcionar, querem apenas serem reconhecidos como populares, terem um grande número de seguidores, depois reclamam da inoperância de sua rede. A grande sacada das redes sociais é conseguir levar e adquirir algo de bom das pessoas, se seus inúmeros contatos não te proporcionam isso, tá na hora rever seus conceitos.

 

Muitos se acham importantes ou espertos por terem conseguido um fórmula mágica de multiplicação de contatos, seja através de scripts , seja através de qualquer outro subterfúgio. Nem sei sem em outras redes sociais, além do twitter, seja comum o o uso de scripts. Essas ferramentas podem até de fato fazer com que seus contatos aumentem consideravelmente, mas como tudo é feito de forma automática, não há qualquer controle sobre que tem está sendo adicionado, portanto a possibilidade de inclusão de perfis inúteis é muito grande. “Usar script é como dirigir o Safety Car na F1. Todo mundo te segue, mas ninguém está realmente interessado em você.“ [Blog do The Best]

O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso.” (Nizan Guanaes)

 

Gostaria de deixar uma indagação aos nobre leitores: qual é lógica de alguém que busca o sucesso numa rede social? Pra mim não existe lógica alguma, o sucesso é uma realização pessoal inerente a cada indivíduo. A meta de cada um é apenas consequência de um sonho,  algo meramente pessoal que nunca deve ser atribuída a outrem, o sucesso pessoal só pode ser alcançado por quem acredita no seu potencial, na sua capacidade de realização, de transformação de sonhos em realidade, que corre atrás dos objetivos. Roberto Shinyashiki, famoso autor de livros de auto-ajuda e palestrante motivacional, certa vez sentenciou: Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. Mas toda mágica é ilusão . E ilusão não tira ninguém do lugar onde está. Ilusão é combustível de perdedores. 

 

De que adianta querer ser alguém importante numa rede social se sua vida pessoal não anda lá essas coisas? Se você tem uma ambição incontrolável para parecer importante pra alguém, acredite, você nunca será feliz de fato. “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.” [Carlos Drummond de Andrade]

 

Penso que há uma inversão de valores na corrida pela popularidade, quase ninguém quer ser alguém reconhecidamente interessante, quer apenas ser popular. De minha parte prefiro seguir a velha máxima do Oscar Wilde: A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

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