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Santos Reis

Há algo de podre no reino dos blogs de tecnologia

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Eu gostaria muito de começar esse post com uma definição sobre o que seriam blogs de tecnologia, porém, mesmo após intensa busca pelo Google, não encontrei nenhuma definição mais apurada que pudesse definir de forma objetiva o que seriam blogs de tecnologia. Admito que não especialista, mas creio que blogs de tecnologia sejam blogs que versam sobre as diversas tecnologias disponíveis ou que ainda serão disponibilizadas.

 

Cheiro-de-peixe-podre-e-sentido-mais-rapido-do-que-o-de-uma-rosa

 

Pois bem, como a tecnologia é algo mutável, com inovações quase que diárias. É normal que esses assuntos aticem a curiosidade dos leitores, pois a tecnologia é hoje algo bem acessível às diversas classes sociais, inclusive as menos favorecidas, por isso existem no Brasil vários blogs com foco na tecnologia.

 

Eu sou um leitor assíduo de blogs, me atenho principalmente ao conteúdo, pra mim não importa o assunto tratado, mas acho de suma importância que o texto esteja bem redigido e principalmente, bem embasado. Se alguém se propõe a opinar sobre algo, deduzo que essa pessoa tenha estudado a fundo a questão, buscando diversos recursos que possam embasar sua opinião, para obter maior confiança e credibilidade.

 

Enquanto os mais simplistas têm o costume de dizer que uma pessoa com credibilidade transmite coisas boas, o dicionário Houaiss define essa palavra como atributo, qualidade, característica de quem ou do que é crível; confiabilidade. Portanto, é o resultado da percepção, isto é, da avaliação que uma pessoa faz de outra ou de algo sobre seu grau de confiança. Diante desse conceito, é possível concluir que credibilidade é algo que se transmite. Não basta ter ou ser, é preciso demonstrar para o seu público- alvo. [marcka.com]

 

Uma das coisas que mais chamam minha atenção num artigo é sua fundamentação, o cara pode ser excelente no que faz ou fala, mas é preciso respaldar suas opiniões sob o risco de cair no descrédito. O mestre em ciências da comunicação, palestrante e professor de expressão verbal Reinaldo Polito diz que: “Para que você conquiste bons resultados com a comunicação, é preciso que tenha credibilidade. Não há outro caminho. As pessoas só aceitarão as ideias que você propuser se confiarem em suas palavras. E confiança não é um atributo que se adquire de uma hora para outra. É uma qualidade que precisa ser conquistada a cada instante com seu comportamento e sua postura.”

 

Quem se propõe a escrever sobre algo, especificamente sobre tecnologia,  precisa ter uma postura ilibada, evitando sobretudo a tendenciosidade, pois a informação deve ser mais importante do que a opinião pessoal.

 

Como já disse, existem por aí diversos blogs de tecnologia, me surpreende constatar que grande parte deles não criam, apenas replicam conteúdos de grandes blogs ou sites estrangeiros.

 

Recentemente um artigo me chamou a atenção em um blog da Info, sob o egrégio título Google+ é uma rede-fantasma, o autor do artigo faz uma análise superficial sobre a rede social do Google, dizendo, de forma bem objetiva que o Google+ “vive às moscas”.  Citando para isso um artigo do site The Wall Street Journal. Até aí nada demais, não fosse por um detalhe no mínimo inusitado. Quem teve curiosidade de ler o artigo estrangeiro citado pelo  blogueiro, percebeu de forma clara que a informação original é muito mais completa e em alguns pontos, um tanto quanto dissonante, senão vejamos:

 

- O tal blogueiro brasileiro diz em seu artigo que “os internautas que estão na rede social gastam, em média, 3 minutos por mês no serviço, O valor é desprezível diante dos 405 minutos gastos, em média, por aqueles que estão no Facebook.”

Mas na matéria do The Wall Street Journal o artigo diz que: “visitantes usando computadores pessoais gastaram uma média de cerca de três minutos por mês no Google + entre setembro e janeiro, contra seis a sete horas no Facebook a cada mês durante o mesmo período, de acordo com a comScore, que não tem dados sobre o uso móvel”.

Ou seja o artigo original faz menção a visitantes e não a internautas que estão na rede social e usa um lapso temporal bem específico. Qualquer leigo sabe que existe uma diferença muito grande entre usuário e visitante.

 

- O blogueiro brasileiro diz que: “o The Wall Street Journal comparou o Plus a uma cidade-fantasma virtual. Afinal, eles estão lá, mas não interagem, não postam e não participam.”

Mas o artigo original diz assim: “Google + é uma cidade fantasma em comparação com o Facebook.”

Ora, se comparado ao Facebook o Google+ de fato possui muito menos usuários, até mesmo porque é também muito mais recente. Agora dizer que os usuários não interagem, não postam e não participam, é surreal demais. Gostaria de saber do nobre blogueiro como vamos obter esses dados se você está dizendo que as pessoas que estão lá, na verdade não estão?

 

- Ainda segundo o blogueiro: “O Google contestou os dados, mas não divulgou seus números de uso da rede social. Nem era preciso. Basta entrar no Google+ para perceber que os posts são raros, feitos muitas vezes por órfãos do Google Reader (usuários do agregador de feeds que foram forçados a compartilhar itens por lá) ou por fãs da empresa de Larry Page.”

Já o artigo original diz o seguinte: “Horowitz se recusou a compartilhar dados sobre quanto tempo as pessoas gastam no Google + mas disse que "estamos crescendo por todas as métricas que olhamos." Um porta-voz do Google disse que os dados da comScore é "drasticamente menor" do que os dados internos do Google.”

Engraçado, o blogueiro tupiniquim não quis, ou se esquivou de dar a informação completa, buscando dados no próprio Google+, que ele disse não ter usuários, pra respaldar sua pantomima, dados esses que não foram apresentados para servirem de base para comprovação de sua assertiva.

 

Como vimos, o blogueiro usou e abusou de retóricas, mas não apresentou dados concisos para respaldar sua opinião. Sua matéria na verdade serviu apenas como peça de deboche para vários internautas que não pouparam críticas às sua superficialidade e tendenciosidade. Muitos dos comentários inclusive foram apagados, numa clara demonstração de despreparo para lidar com opiniões adversas.

 

O tal blogueiro, ao invés de reconhecer sua incorreção preferiu fazer outro post atacando usuários do Google+ que opinaram na matéria: Google+ tem grupo organizado de trolls: “O Google+ é quase uma cidade fantasma, mas um pequeno grupo de usuários brasileiros, o #PCG, compartilha itens freneticamente e ataca quem critica a rede social.”

 

Ok senhor #MM, vou te explicar algo que você, como todo bom blogueiro/jornalista que se preze deveria fazer e não fez. Dar embasamento à informação. O tal #PCG que você chama de grupo organizado de troll, na verdade não possui nada de organizado, trata-se de uma brincadeira criada por um grupo de amigos que usam o Google+ como forma de interação. Se você tivesse um pouco de percepção teria notado que o grupo é pautado muito mais pelo deboche e pela descontração, do que pela organização. O Senhor dedicar um artigo a um pequeno grupo de usuários numa revista que deveria se prezar pela qualidade dos artigos como retaliação aos comentários que não te agradaram, só demonstra de forma explícita que você não tem nenhum preparo para figurar em nenhum veículo que prima pela qualidade e credibilidade, sabe porquê? É no mínimo contraditório que você diga num artigo que o Google+ é uma cidade fantasma e no outro fale que lá existe um grupo organizado de troll. Como assim? Seria uma espécie de “Os Fantasmas se divertem”?

 

Proponho que você faça uma reflexão sobre sua postura, tomando por base as palavras de Reinaldo Polito: “Esse descompasso, esse distanciamento entre o que defendemos e a forma como agimos não só compromete nossa imagem, como também, e o que é muito pior, tira nossa credibilidade. Analise bem como tem se comportado. Observe se as suas atitudes dão respaldo às suas palavras. Essa deve ser uma meta de todos nós: buscar cada vez mais coerência entre o que dizemos e a forma como agimos.”

 

Além do mais, vários outros artigos de outros blogs, apresentam opiniões e dados totalmente divergentes ao que o blogueiro menciona:

 

+ Google+cresce 27% em março

+ Audiência do Google+ cresce 27% em março

+ Google+ é uma excelente ferramenta de marketing digital?

+ Google+ vai ser inevitável como estratégia de divulgação

 

Portanto amigo leitor, acho conveniente fazer um análise sobre os vários aspectos de um blog de tecnologia, buscando aqueles que transmitem de fato informações confiáveis e bem fundamentadas. Cito alguns que leio e recomendo:

 

+ Meio Bit

+ Digital Drops

+ Gizmodo

+ Brainstorm9

+ Ricardo Fraga

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

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