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Santos Reis

Perfil falso nas redes sociais, carência ou esperteza?

quinta-feira, 5 de julho de 2012

 

Recentemente li uma matéria na site da folha.com sob o título: os perfis de redes sociais são retratos ideais de nós mesmos. Na referida matéria o autor faz uma explanação bem interessante sobre como as pessoas moldam um perfil na rede social de acordo com que ela quer que as pessoas vejam, não como elas são de fato.

 

Imagem1

 

É muito comum nos depararmos com alguns perfis nas redes sociais que ostentam fotos de atores famosos, de modelos, ou até mesmo de alguém desconhecido mas que possui uma beleza física mais contundente.

 

Como estou mais presente atualmente no Google+ sempre me deparo com alguns perfis cujas fotos chamam a atenção pela beleza física atraindo assim inúmeros elogios e galanteios. Ocorre que, em grande parte deles, quando se faz uma busca pelo Google, percebe-se que trata-se na verdade de uma foto surrupiada do álbum de alguém. O mais estranho é constatar que algumas pessoas que usam fotos alheias no perfil, assumem aquela identidade com se fossem elas próprias.

 

Reconheço que há casos em que o usuário usa uma foto falsa no perfil simplesmente por querer camuflar a identidade, mas assumem essa condição dizendo se tratar apenas de uma alternativa para poupar a própria imagem.

 

Há pobres que se vestem de ricos e ricos que se vestem de pobres, magrelos que andam de braços arqueados, como se fossem musculosos, feiosos que entram num restaurante crentes que são o George Clooney e possíveis galãs e divas que, ignorantes ou culpados por suas belezas, caminham por aí mais parecidos com Tims Burtons e Zezés Macedos. No fim, acabamos sendo um meio-termo entre o ator e o roteiro que tentamos escrever. [Antônio Prata]

 

Atualmente o que mais vemos na mídia é a busca pela beleza perfeita. As pessoas têm a disposição uma parafernália de equipamentos e medicamentos que são oferecidos prometendo verdadeiros milagres na transformação. A essência do indivíduo está, cada dia mais, perdendo terreno para os atributos físicos e alguns pensam, equivocadamente no meu entender, que esses elementos são essenciais a todos os indivíduos, ou seja, levam cada vez mais a sério a assertiva de Vinicius de Moraes: “que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental.”

As redes sociais hoje são hábitos comuns no cotidiano da maioria das pessoas, dificilmente conhecemos alguém que não tenha um perfil em pelo menos uma rede social. Há também uma busca por popularidade, algumas pessoas não se dão por satisfeitas por apenas possuir um  perfil na rede social, elas querem atrair para suas amarras o maior número possível de pessoas, pois, para alguns, isso pode significar status. Nessa neura de povoamento virtual  alguns não medem esforços e nem consequências para atingir o status de “popular”. Então tome fotos com personagens fictícios de beleza estonteante, frases de efeito plagiadas sem os devidos créditos e pasmem, compra de seguidores  no Twitter e amigos no Facebook para povoar o perfil.

 

Achar que ter 5 mil seguidores no Twitter significa ser amado é uma mentira danada. O mesmo vale para ter mil amigos no Facebook e acreditar que eles são seus amigos de verdade. Mas, pior do que tudo isso, é comprar seguidores no Twitter e no Facebook. Sim, isso existe. Não estamos brincando. [http://revistatpm.uol.com.br]

 

Pra vocês verem como alguns não medem esforços para tentar ser popular numa rede social, o uso de uma imagem falsa é apenas um desses artifícios. Alguns também floreiam a personalidade agregando a vida virtual atributos que não fazem parte da sua vida real.

 

Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente. [Abraham Lincoln]

 

Particularmente não vejo com  bons olhos essa corrida maluca pelo status de popular nas redes sociais, sobretudo com o uso de subterfúgios para moldar um perfil que de fato não existe. Penso que as pessoas precisam encarar as próprias limitações, que são naturais em todo indivíduo, e mostrar aquilo que de fato são, pois o mundo real bate a nossa porta quando desconectamos nosso computador.

 

Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são.[William Shakespeare]

 

Não sei ao certo o motivo que leva uma pessoa pessoa a tentar se passar por aquilo que não é, mas penso que em alguns casos é carência afetiva, às vezes a pessoa é tímida ou tem dificuldades de relacionamento na vida real e acaba criando um personagem para a vida virtual, numa tentativa de camuflar essas angústias. Em outros casos é puro ardil pra ludibriar as pessoas,  seja para tentar um relacionamento amoroso ou talvez para aplicar algum golpe virtual.

 

Já diz o adágio, cada cabeça um sentença, mas de minha parte eu prefiro continuar sendo “eu mesmo” nas redes sociais, pelo menos assim eu não corro o risco de cair em contradição. Penso que deve exigir um esforço descomunal das pessoas, as artimanhas usadas para tentar transparecer uma personalidade que de fato elas não possuem.

 

Outra coisa que precisa ser esclarecida é que em alguns casos o uso de imagem ou perfil falso pode acarretar complicações judiciais. Segundo o site Âmbito Jurídico: “O responsável pela criação de perfil falso, usualmente denominado “fake”, após a devida identificação, poderá ser responsabilizado na esfera civil, pelos danos morais e patrimoniais eventualmente causados e, até mesmo, na esfera penal em certos casos.”

 

Ainda sobre o tema, o site Olhar Digital, publicou recentemente um artigo que diz que, Criar ou usar perfil falso pode virar crime no Brasil, segundo nova lei: “pena pode variar de seis meses a um ano de prisão, ou multa, para quem 'acessar indevidamente' sites protegidos por senha. Também usuários da internet que usarem perfis falsos em redes sociais ou serviços e-mails, por exemplo, poderão ser acusados de praticar crimes de informática. A proposta também prevê aumento de um terço da condenação se o internauta causar prejuízos a terceiros, mas ainda não se sabe o que poderá ser considerado como perfil falso.”

 

Como vimos, essa prática até certo ponto comum nas redes sociais, de criar perfis fictícios, além de de ser um estratégia abominável, em alguns casos, pode representar complicações judiciais para o autor.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

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