Leia também...

Leia também...
Ler e Escrever Bem Com o Auxílio dos Recursos Tecnológicos

Leia também...

Leia também...
Os Embargos Econômicos

Leia também...

Leia também...
Novo

Leia também...

Leia também...
A Liberdade de opinião é um Direito, não uma Obrigação

Inclusão digital no Brasil, um sonho muito distante

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Segundo a Wikipédia, Inclusão digital é o nome dado ao processo de democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação. Inclusão digital é também simplificar a sua rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades. Um incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails, mas aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida.

 

inclusaodigital

 

As chamadas tecnologias digitais são hoje uma realidade bem concreta. O relativo baixo custo dos equipamentos de informática permitiu aos brasileiros um acesso com mais ênfase ao universo digital, mas isso não significa necessariamente que no Brasil haja inclusão digital de fato, pois dados recentes obtidos pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a taxa de acesso a essas tecnologias no Brasil ficou em 51,3%, deixando o País em 72º lugar no ranking global. Se levarmos em conta que nosso país hoje ocupa o 7º lugar entre as maiores economias mundiais, essa colocação no ranking é digna de vergonha.

 

Isso pra não dizer das abissais diferenças entre as regiões do Brasil, que acentua ainda mais os desníveis no acesso às chamadas TIC - As Tecnologias da Informação e Comunicação.

 

A inclusão digital é, em última instância, o pleno exercício da e-cidadania, e a democratização do acesso ao conhecimento. Que passa por uma reavaliação completa dos hábitos da sociedade moderna, quase uma reinvenção da roda. Não há outra saída, e parece não haver outra solução melhor. [Conjur]

 

Pois bem percebemos que nosso país ainda está muito longe de alcançar um índice desejável na inclusão digital, até mesmo porque muitos pensam que a simples disponibilização de um equipamento de informática já configura o ingresso ao mundo digital, quando na verdade não é. “Em termos concretos, incluir digitalmente não é apenas “alfabetizar” a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores.” [Mark Warschauer]

 

Sou muito favorável à inclusão digital, vejo até mesmo aí uma ótima oportunidade de crescimento profissional e pessoal. Porém não podemos nos iludir pensando que o simples acesso às tecnologias digitais serão sinônimo de melhoria cultural e educacional. Na verdade não são, nosso país patina no quesito educação e apresenta números similares a alguns países africanos, ou seja, não teremos um a inclusão digital de verdade enquanto não resolvermos o problema da educação, que repito, continua vergonhosa.

 

educacao2

Um novo conjunto de dados sobre a educação brasileira traz à luz um fato incômodo: na última década, os avanços em sala de aula foram bem mais lentos do que o esperado – e o necessário. Os números, reunidos na versão preliminar de um relatório do Ministério da Educação (MEC), revelam que o Brasil deixou de atingir as metas mais básicas rumo à excelência acadêmica. Elas compõem o Plano Nacional de Educação, documento formulado dez anos atrás, durante o governo Fernando Henrique, que, pela primeira vez, definiu objetivos concretos para a educação pública do país, justamente até 2010. Fica bem claro ali que o Brasil patinou no enfrentamento de questões cruciais, tais como os elevadíssimos índices de repetência, indicador-mor da incompetência da própria escola. A meta para este ano era chegar a 10%, índice ainda alto – mas a repetência estacionou em 13%, como em alguns dos países africanos. Outro dado que ajuda a traduzir a ineficácia do ensino é a evasão escolar. Nesse caso, pasme-se, o Brasil até piorou. De 2006 a 2008, o porcentual de estudantes que abandonaram a sala de aula pulou de 10% para 11% – quando o objetivo era baixar a taxa, nesse mesmo período, para 9%. Alerta a especialista Maria Helena Guimarães: "Essas são questões que os países mais ricos já equacionaram, com eficácia, mais de um século atrás". (veja.com)

 

Como vimos estamos muito distantes de atingir o nível ideal no quesito educação, isso reflete na própria inclusão digital que caminha a passos de tartaruga, com números muito abaixo de países até economicamente mais pobres. “O estudo, elaborado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), junto com o Ministério da Educação e o Instituto Sangari, diz que o atual quadro de disparidades regionais e sociais do acesso à Internet no Brasil pode se agravar no futuro se não houver medidas do Estado.” [Info Plantão]

 

Fica realmente muito difícil acreditar na implementação da inclusão digital por aqui, já que isso passa diretamente pelas políticas públicas, que não conseguem prover a população com uma educação de qualidade, seria utopia pensar numa inclusão social eficiente.  “Os dados sobre o acesso à Internet no país mostram ainda uma reprodução da exclusão social reinante. Assim, nos Estados mais pobres, como Alagoas, o acesso à Internet de setores socialmente marginalizados, como a maioria da população negra, é de apenas 0,5 por cento do total do grupo.” [Info Plantão]

 

O que vemos hoje são muitos jovens que conseguem até ter acesso aos meios digitais, mas não possuem discernimento e maturidade suficientes para utilizar essas ferramentas como aliadas no aprendizado. É muito comum nos depararmos com pessoas que possuem certa facilidade para acessar a internet ou as redes sociais, porém sem qualquer preparo ou discernimento para lidar com elas, verdadeiros analfabetos funcionais.

 

Pelo que vimos o processo de inclusão digital passa diretamente pela melhoria da qualidade de ensino, portanto urge providências nesse sentido  pois do contrário estaremos fadados a perder um ótima oportunidade de utilizar o boom tecnológico como ferramenta de melhoria social.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

Feed
Gostou desse Artigo? Então deixe um comentário, assine nosso Feed ou receba os artigos por email

0 comentários :

Postar um comentário

# Antes de comentar, leia o artigo;
# Os comentários deverão ter relação com o assunto;
# Pode criticar a vontade, inclusive o blogueiro;
# Comentários ofensivos ou pessoais serão sumariamente deletados;
# As opiniões nos comentários não refletem a opinião do blog e são de inteira responsabilidade dos seus autores;