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Santos Reis

O dilema do uso das redes sociais nas eleições

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

 

É chegado mais um período eleitoral no Brasil, como ocorre sempre de 2 em 2 anos, desde que foi instituído o voto direto. Com a popularização das redes sociais é inevitável que candidados e partidos usem essa ferramenta na campanha, pois permite uma maior proximidade com o eleitor.

 

politico_redes_sociais

 

Porém é sabido que o brasileiro tem uma antipatia histórica contra as companhas eleitorais e veem com certo ceticismo o uso das redes sociais para esse fim. Alguns inclusive ameaçam de exclusão as pessoas que postarem algo sobre eleição nos seus perfis. Entendo que cada pessoa é livre para usar e limitar como achar conveniente o seu perfil, porém não podemos fechar os olhos ou simplesmente ignorar o que acontece no período eleitoral.

 

Sabemos que o brasileiro carrega como estigma o fato de não saber votar. Obviamente que generalizações são temerárias e nesse caso um tanto quanto exageradas, já que de fato alguns usam o voto como ferramenta de barganha para obter algo dos candidatos nesse período. Mas alguns também se preocupam em analisar o perfil do candidato antes de votar, escolhendo aquele que apresente propostas condizentes com suas possibilidades enquanto político e não somente utopias e demagogias.

 

O que precisamos é ter mais consciência política, sabermos da importância do nosso voto como ferramenta de transformação. Analisar bem os candidatos e verificar se de fato aquela pessoa possui características e qualidades necessárias para pleitear um cargo político. O próprio histórico pessoal muitas vezes serve de parâmetro para essa análise, uma pessoa que não não consegue administrar a vida pessoal, dificilmente terá condições de administrar uma cidade.

 

Não podemos também nos esquecer daqueles candidatos que se valem do poder aquisitivo pra poder “comprar” o eleitor com oferendas de toda sorte e natureza como: dentaduras, celulares, sacos de cimento, tijolos, etc. Se a pessoa oferece algo em troca de seu voto é porque pretende reaver isso de alguma forma quando eleito, se ele burla as normas eleitorais, certamente irá burlar qualquer coisa em busca do ressarcimento dos seus gastos eleitorais “comprados”.

 

Pois bem, como eu disse anteiormente, creio que as eleições desse ano tenham um diferencial bem interessante que é o uso das redes sociais de forma mais efetiva. Dificilmente hoje encontramos pessoas que não possuam pelo menos um perfil nas diversas redes sociais existentes. E como lidar com essa situação política no seu perfil? Bem, eu penso que não há nada de errado com o candidato que usa a rede social para divulgar suas propostas e intenções, particularmente não tenho resistência a isso, o que eu vejo é que a maioria dos candidatos não se prepararam adequadamente pra usar essa ferramenta, fazendo isso de forma totaltmente equivocada e causando irritação nos usuários.

 

Sabemos ainda que existem alguns regras que norteiam o uso das redes sociais, tanto pelos internautas como pelos políticos, conforme demonstrado abaixo.

 

 

Eleições

Fonte: http://eleicoes.uol.com.br

 

Acho que a grande dificuldade é saber como usar as redes sociais adequadamente de forma a não “queimar” o candidato perante o eleitor. É sempre bom lembrar que as redes sociais servem como ferramenta de ampliação da interação, e não para uma comunicação maçante. O excesso  no uso soa exatamente como entupir a caixa de correspondência alheia com panfletos. Se a mensagem não for inteligente e bem trabalhada, ela acaba se voltando contra o candidato e indo pro lixo.

 

O candidato deve aprender a usar essa ferramenta como canal de diálogo com o eleitor, sem abusos ou excessos que podem ser entendidos como flood (“Flood” é um termo em inglês que significa “encher” ou “inundar”, mas na internet ele é usado para designar uma atitude bem irritante. Virtualmente, a palavra virou uma expressão para definir o ato de postar informações sem sentido ou finalidade nenhuma, de modo que uma ou mais pessoas sejam prejudicadas.) [http://www.tecmundo.com.br]

 

Não podemos ser tão exigentes a ponto de limar completamente a política da nossa vida. Ela está aí e querendo ou não, nos fazemos parte desse processo. Portanto cabe a cada um ter discernimento pra aproveitar o que for útil e ignorar o que for inútil, mas conscientes de que podemos usar as redes sociais a nosso favor na hora de decidirmos nosso voto.

 

O professor do departamento de ciências políticas da Ufba salienta ainda que a internet possibilita ativismo politico bastante eficiente no sentido de atender às expectativas de militantes e eleitores de emitirem seus pontos de vista. “Isso quebra um pouco a ideia de que temos um eleitorado passivo. Pelo menos, para aquele que se propõe a participar, a internet é um instrumento bastante satisfatório para que emita sua opinião”, salienta o professor, que cita ainda o exemplo da campanha de Marina Silva à presidência da república, em 2010, alavancada pelo ativismo na internet. [http://atarde.uol.com.br]

 

Ademais, não podemos negar que as redes sociais servem como termômetro para avaliação dos candidatos, muitos usuários estão sim  interessados pela a política  e as redes sociais permitem uma particiação mais direta através da opinião. Diante disso, é notório que elas são e serão, cada vez mais, uma importante ferramenta na campanhas eleitorais.

 

“Tem que ter sítio porque se o candidato não gerar conteúdo positivo sobre ele, vai haver informação negativa sobre ele na rede”, aconselhou Hoffmann. Segundo ele, como todos os demais aspectos da campanha eleitoral, também na internet o candidato deve exercer a criatividade, criando fatos e informações e monitorando tudo o que acontece para se atualizar. [http://www.vermelho.org.br]

 

Sabemos que as redes sociais serão uma ótima ferramenta nessas eleições, porém se o candidato se apegar excessivamente a isso corre o risco de ter supresas desagradáveis. Muitas pessoas ainda não têm acesso aos recursos tecnológicos, por isso é sempre bom a utilização de outros meios de divulgação, já que, conforme a cidade, a população OFF line é infinamente maior do que a ON line, quem não se atentar a isso, ou perder muito tempo com os eleitores virtuais, poderá “cair do cavalo”.

 

Outro fator preponderante é o uso de forma racional e inteligente das redes sociais. Nenhum usuário tem paciência com procedimentos massantes e sem conteúdo de candidatos que pensam que é a quantidade e postagens e não a qualidade que causam boa repercussão. Na verdade o usuário não é bobo e sabe perfeitamente diferenciar o que é interação e o que é impertinência, o mau uso pode atrapalhar mais do que ajudar.

 


Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

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