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Santos Reis

Os gadgets e o isolamento virtual

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

 

Recentemente estava conversando com os amigos no Google Plus (link) sobre o fato de que algumas pessoas estão se esquecendo que existe vida fora dos gadgets. A modernidade não veio pra isolar as pessoas, mas sim pra facilitar o contato. Lamentavelmente tem gente mais preocupada com o que está acontecendo no seu universo virtual do que na sua vida real. Nada substitui o toque, o calor humano, a atenção, o carinho, o amor.

 

comportamento4[1]

 

Gadget (em inglês: geringonça, dispositivo) é um equipamento que tem um propósito e uma função específica, prática e útil no cotidiano. São comumente chamados de gadgets dispositivos eletrônicos portáteis como PDAs, celulares, smartphones, leitores de mp3, entre outros. [Wikipédia]


Talvez você não perceba, mas mensagens prontas que você envia do seu moderníssimo smartphone ou tablet, ou seus contatos virtuais, estão de deixando cada vez mais individualista e isolado. A pessoa parece que nunca está de fato onde se encontra, é muito comum presenciarmos pessoas em cinemas, shoppings, salas de aulas, palestras, etc, mais preocupadas com seu smartphone/tablet/notebook do que com o que acontece a sua volta.

 

É inegável os benefícios das tecnologias, a informação hoje possui uma publicidade quase instantânea, através da internet e das redes sociais, que são igualmente capazes de fabricar heróis e vilões com a mesma intensidade e velocidade. O que precisamos é ter mais comedimento com o uso destas tecnologias, pois em algumas ocasiões além de ser inconveniente, não deixa de de refletir a falta de educação.

 

Não estou querendo aqui promover uma cruzada contra os gadgets, até mesmo porque penso ser um caminho sem volta. Minha intenção é apenas alertar para os excessos que tenho observado no uso destas tecnologias, com pessoas cada mais enclausuradas no mundo virtual.

 

“Conexões são rochas em meio a areias movediças. Com elas você pode contar – e, já que confia na sua solidariedade, pode parar de se preocupar com o aspecto lamacento e traiçoeiramente escorregadio do terreno onde está pisando quando uma chamada ou mensagem é enviada ou recebida.(…)Dentro da rede, você pode sempre correr em busca de abrigo quando a multidão à sua volta ficar delirante demais para o seu gosto.” (Já perceberam, muitas vezes, quando as pessoas não estão muito confortáveis em um ambiente novo, elas se voltarem para o celular de uma maneira totalmente submersa? Então!) [Positive-se!]

 

Alguns não conseguem conter o ímpeto de saber o que está acontecendo no seu perfil das redes sociais, por isso a necessidade de ter seu gadget sempre a tiracolo para consultas constantes, enquanto isso o mundo real vai ficando cada vez mais em segundo plano. Não percebemos que as pessoas reais estão sedentas de carinho e de amor, pois estamos concentrados demais nos nossos gadgtes.

 

 

gadget_bolso

 

Mesmo com todos os benefícios, não podemos negar que os famosos e desejados gadgets, apesar de todas as vantagens,  acabaram por fabricar também seres cada vez mais anti-sociais, seres esses que se preocupam mais com o seu amigo virtual do que com o amigo real, afinal na internet nós somos aquilo que queremos ser, dependendo, é claro, do nosso grau de caradurismo.

 

Se não tomarmos os devidos cuidados daqui a pouco veremos cada vez mais pessoas se trancando na sua redoma virtual, onde imaginam tornar-se seres perfeitos, sem os problemas naturais de convívio de nosso cotidiano.


Se você se sente refém dessas modernidades tecnológicas, tá na hora de repensar suas atitudes. A tecnologia é uma maravilha, mas é preciso moderação e consciência para lidar com isso, sob o risco dela acabar nos transformando em verdadeiras múmias virtuais.

 

Ainda sobre o tema:

- A Internet que encanta é a mesma que escraviza

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

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