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Santos Reis

Rousseau e a Raça Uruguaia

terça-feira, 1 de julho de 2014

 

 

 

Que o atacante uruguaio Luis Suárez é um craque, trata-se de um consenso mundial.

 

jean-jacques-rousseau

 

Porém, a sua mordida no ombro do zagueiro italiano Giorgio Chiellini, na partida entre Uruguai e Itália, válida pela Copa do Brasil 2010, ficará marcada mais que o seu talento para fazer gols. E tal polêmica, certamente, renderá alguns longas-metragens, documentários e biografias (confesso que sempre tive uma empatia por atletas polêmicos: eles fazem o esporte ser menos chato e mais humano!).

 

Suarez

 

Eu concordo que o Luisito necessite de tratamento psicológico, mas discordo, data vênia, da punição excessivamente rigorosa imposta pela FIFA: suspensão por nove partidas pela “Celeste Olímpica”; multa em torno de R$250.000,00 e afastamento dos gramados por quatro meses (!).

 

E já escuto o coro dos puritanos: “Mas ele é um reincidente!”. Tudo bem, mas é um profissional. Puni-lo e recomendar tratamento, sim, mas privá-lo de seu trabalho não me parece razoável.

 

Se para o craque francês Rousseau, o homem é o fruto do meio, atrevo-me a ir mais além e denunciar: a atitude bizarra de Suárez é consequência da tão propalada “Raça Uruguaia”!

 

Isso mesmo. Essa mística de que os jogadores uruguaios são aguerridos, raçudos, fez o futebol da ex-província Cisplatina involuir a esse ponto: carrinhos, socos, pontapés, cotoveladas, voadoras, rabos-de-arraia, dedo no olho, enxadadas e, agora, mordidas!

 

O glorioso Futebol Uruguaio não pode limitar-se a isso. Lá têm jogadores de talento. O próprio Suárez é uma estrela mundial!

 

Entretanto, há algum tempo, tenho assistido aos jogos envolvendo uruguaios, cujos lances faltosos são de causar vergonha a qualquer botinudo.

 

Na Copa aqui no Brasil, por exemplo, vi os caras, em nome da “raça”, da “vontade” e da “virilidade”, darem entradas tão violentas, tão desleais, que mais pareceram cenas de um filme pastelão. Coisas que não se veem sequer em peladas de fim de tarde!

 

Claro que todo torcedor quer ver o jogador de seu time jogando com determinação, brio, raça, vontade, entrega. Mas isso não é tudo. É preciso saber jogar futebol. A arte pela arte.

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

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