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Santos Reis

Homo Sapiens x Homo Cyber

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Atualmente o universo humano se divide em 2 espécies: o homem civilizado – homo sapiens e homem cibernetizado – homo cyber.

 

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O homo sapiens ainda consegue manter o mínimo de convívio humano e procura manter o contato físico como forma de interação. Ainda que homo sapiens conviva com o aparato tecnológico, ele não é dependente dele, eles são apenas instrumentos de facilitação de comunicação e informação. Para o homem sapiens o calor humano é algo imprescindível, ele ainda consegue ter a consciência de que a espécie humana só evoluiu porque aprendeu a extrair a essência do indivíduo. Muitas das descobertas que hoje desfrutamos foram frutos de relações interpessoais.

 

Já o homo cyber é dependente das tecnologias, ele está mais preocupado com os amigos virtuais do que com o universo real. O homo cyber valoriza mais os seus gadgets digitais do que as relações humanas. Por isso é muito comum você se deparar com grupo de pessoas que se comunicam com todos, menos com quem está do seu lado.


O homo cyber não vive mais sem seu smartphone, ele é escravo da tecnologia. A mesma tecnologia que encanta, também escraviza. Para eles o celular é uma necessidade básica, quase fisiológica. Nas rodas de amigos dessa espécie o diálogo inexiste, é um silêncio sepulcral só quebrado pelo som dos teclados. A comunicação agora é monólogo. Atualizar minha rede social é mais importante do que um bate papo descontraído com os amigos.

 

Nessa espécie, a exaltação da humilhação é algo desafiador. Por isso, o respeito ao semelhante deu lugar a violência injustificada, quem possui como prêmio o compartilhamento em massa de agressões, violência e humilhações públicas. Se alguém está sendo agredido ou humilhado, ninguém interfere, pois a filmagem é mais importante do que o ser humano, isso será um material atrativo para os amigos do Facebook e Whatsapp.

 

Para o homem cyber a sexualidade não é mais algo íntimo, ela se tornou uma espécie de competição entre mocinhas que se despem para os amantes virtuais. Quanto mais ousado for, mais interessante se torna.

 

O homo cyber não tem consciência de que a cibernética domina suas ações. Para ele, isso é um processo natural de evolução. Ele não percebe que a tecnologia está tornando as relações superficiais demais. O amigo virtual é sempre mais importante do que o amigo do lado. Com isso estamos construindo uma sociedade cada vez mais repleta de virtualidade e oca de materialidade.

 

Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez. [Simone de Beauvoir]

 

Estamos vendo nascer e crescer uma geração que não sabe mais viver sem o aparato tecnológico, o que veio para facilitar a vida, acabou se tornando um aprisionador de mentes. O futuro desse fenômeno ninguém sabe ao certo. Mas é bem provável que muitos um dia venham a lamentar pelo tempo que perderam com as máquinas. O ser humano é insubstituível e o convívio humano uma necessidade evolutiva. Num futuro não muito distante  perceberemos que o ser humano começará a involuir. O homo sapiens entrará em extinção e o homo cyber viverá apenas a mercê de todo aparato tecnlógico existente. Ironia do destino: o criador refém da criatura.

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.
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