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Santos Reis

Vamos Vaiar Quem Agora?

quarta-feira, 11 de março de 2015

 

Um certo assunto tem dominado as mídias sociais atualmente. Trata-se nada mais nada menos do que a tal VAIA. Que, segundo o dicionário, é a manifestação de desagrado, desaprovação, desprezo ou escárnio, por meio de brados, assobios ou certos ruídos orais.

 

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Penso eu, que esse IBOPE todo tem como cerne o fato de que alguns “sabichões” resolveram, de uma hora pra outra, mudar o já conhecido adágio popular que dizia: QUEM TEM BOCA VAI A ROMA. Que em linhas gerais significa que tem boca vai a qualquer lugar, bastando usar o diálogo. Ocorre que de uns tempos pra cá, alguém, com tempo de sobra, resolveu levantar a polêmica de que o ditado correto é: QUEM TEM BOCA VAIA ROMA, vaia do verbo vaiar. Ora pois, alguém saberia me dizer o que diabos a coitada da ROMA fez para merecer esse desagravo? Pois é, nem eu, essa nova versão não faz sentido algum.

 

Mas polêmicas a parte a vaia já faz parte do nosso cotidiano. O povo vaiou a Dilma na Copa das Confederações, vaiou outra vez na feira de construção civil em São Paulo. A apresentadora Angélica foi vaiada após gravação para o programa Estrelas que ocorria na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UniRio). Vaiaram, inclusive, num passado não muito distante, uma certa moça de vestido rosa na faculdade. Fato esse que acabou trazendo mais benefício do que prejuízo para a vítima.

 

Certo é que entre manifestações de apoio e desagravo, esses assuntos acabaram ganhando as discussões nas redes sociais. Entre um comentário e outro podemos perceber que a visão do ato possui 2 vertentes: os que defendem a liberdade de expressão; e os que são contra o ato por entendê-lo como uma falta de respeito e de educação. Não ternho certeza, mas acredito que diante do cenário atual, se os tais “sabichões” tivessem mudado o ditado para QUEM TEM BOCA VAIA A DILMA, eu tenho certeza que o a aceitação seria maior.

 

Porque se a democracia representa alguma coisa, ela representa, sobretudo, a liberdade de aplaudir ou desaprovar os atos dos agentes públicos. Seja por meio das críticas, seja por meio das vaias. Já dizia Georg Christoph Lichtenberg, filósofo, escritor e matemático alemão: Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.

 

No caso específico de nossa presidenta, as vaias representam um ato de reprovação em relação às medidas recentes, tomadas para combater a crise econômica. Com a popularidade em franco declínio, poucos meses após a reeleição, aparentemente nossa governante maior perdeu, se é que um dia já teve, a capacidade de gerir, de forma racional, os rumos do país. Não bastasse isso, tem dado mostras diárias de que não tem habilidade para conseguir manter um diálogo amistoso até mesmo com os partidos da base aliada. Acho até que a crise institucional é mais grave do que a econômica.

 

De minha parte eu ainda continuo achando as vaias a expressão máxima da falta de educação. E, quando elas são dirigidas a maior autoridade do país, significa que é preciso parar e repensar as prioridades, pois as políticas públicas relacionadas à educação falharam miseravelmente. Nesse caso, Ela está apenas colhendo o que não plantou (ops, mudaram mais um ditado popular).

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.
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