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Santos Reis

Acho Que a Humanidade Está Involuindo

terça-feira, 9 de junho de 2015

 

Estamos vivendo um tempo estranho em nossa sociedade no que diz respeito aos valores. Talvez tal fenômeno seja oriundo da popularização da internet, que propiciou uma maior liberdade às minorias. Hoje, qualquer pessoa ou grupo pode dar uma opinião, ou reivindicar algo através, sobretudo, das redes sociais. Assim sendo, tal fenômeno acabou por dar repercussão a fatos que antes eram restritos a um número ínfimo de pessoas.

 

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Estou presente nas redes sociais há muito tempo. Gosto da agilidade em que as coisas acontecem  nesse recinto, onde as informações viajam na velocidade de clique. Muitas situações que antes passavam despercebidas, hoje ganham repercussão mundial através do compartilhamento.


Mas percebo também que esse recurso talvez não esteja sendo utilizado com sabedoria por muitos. O que acaba causando mais desinformação do que informação. Isso também se reflete na defesa da liberdade individual ou de determinados grupos. Hoje, o politicamente correto é que dá a tônica, somos policiados a todo momento, e, qualquer palavra mal colocada pode dar início a uma hecatombe de críticas e ameaças. Aliás, diga-se de passagem, muitas vezes tais polêmicas são fruto mais do erro de interpretação do que foi escrito, do que efetivamente daquilo que foi dito.

 

As piadas de hoje precisam de revisão para que não causem embaraços, e para que determinados grupos não se sintam ofendidos. Assim, criamos um novo paradigma na sociedade, você tem liberdade de dizer o que quiser, desde que essa liberdade não esteja em desacordo com o que os outros vão entender. Ou seja, hoje em dia a gente não precisa se preocupar apenas com o que diz, temos também que pensar em como as pessoas vão entender. Como se fosse tarefa simples saber o que pode ser entendido como ofensa.

 

Na esteira dessa confusão interpretativa ainda temos que conviver com a reação dos ofendidos, que muitas vezes conseguem ser mais preconceituosos na resposta do que a própria ofensa.

 

Parece que o mundo caminha a passos largos para uma nova guerra, a guerra de egos. A tendência agora é: EU NÃO TE COMPREENDO E VOCÊ NÃO ME ENTENDE. Assim acabamos por gerar mais intolerância do que compreensão. Porque, como se sabe, o respeito não impõe, ele se conquista.

 

Nessa nova ordem mundial estão inseridos os diversos rótulos: xenófobo, misógino, homofóbico, racista, direita, esquerda, torcedores de futebol e também os grupos religiosos ou não.

 

Modismos geram excessos, acirram retaliações e podem voltar ao esquecimento sem nenhum ganho real. Virou mania dizer (e acreditar) que o mundo é gay. E não é. Ele é dos gays, héteros e vários outros gêneros inventados a cada semana. De fato, algumas mudanças de paradigma só acontecem se fomentadas pelo exagero revolucionário, mas aqueles que levantam bandeiras também precisam aceitar que nem todo mundo é obrigado a sentir-se à vontade vendo mastros trançando à sua frente. [Bruno Fernandes – Jornalista]

 

Parece que estamos voltando ao tempo em que o diferente era tratado como inimigo e desta forma, precisava ser aniquilado. Todas as guerras que se tem notícia, tiveram início na necessidade de alguém ou algum grupo impor a sua condição. Eu mato o inimigo que pensa diferente, assim criamos uma sociedade apenas com os igualitários.

 

Na atual conjuntura as coisas não são muito diferentes: para que meu grupo tenha direito, eu preciso acabar com o direito do outro. A incompreensão é mútua, o ofendido de hoje é o ofensor de amanhã. Ninguém quer conquistar nada através do diálogo, querem apenas impor. Seja ela uma opinião ou uma condição. Somos vítimas da nossa própria liberdade.

 

A confusão recente tem como estopim a tal Parada Gay. Onde os diversos grupos trocam acusações e ironias. No meio dessa mixórdia, fica difícil saber que tem ou não razão, se é que alguém tem. O que fica claro, pelo menos pra mim, é que estamos perdendo uma ótima oportunidade de discutir tais questões de forma séria e educativa. O viés ideológico tem falado mais alto do que o diálogo e a compreensão.

 

Fato é que estamos pagando um alto preço por não saber usar a liberdade que os recursos tecnológicos nos proporcionaram. Ao invés de disseminar o respeito e o amor. Estamos alimentando, cada vez mais, o ódio e a incompreensão. Basta dar um olhada nos sites de notícias. Diariamente somos bombardeados por notícias que tornam cada vez mais evidentes as demonstrações de ódio e preconceito. Muitos grupos estão  querendo se impor empurrando goela abaixo dos outros uma determinada condição. Esse tom impositivo, já sabemos que não funciona, aliás, ele mais atrapalha do que ajuda.

 

A humanidade sangra, talvez ferida de morte.

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.
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