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Santos Reis

O Mal do Brasil é o Próprio Brasileiro

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Se tem uma coisa que essa olímpiada no Brasil deixou de legado, foi talvez a capacidade do brasileiro de superar as adversidades. Munidos do nosso tradicional “complexo de vira latas”, fizemos todo tipo de piada relacionada à olímpiada. Debochamos da nossa própria capacidade de fazer algo realmente bom e deitamos de falação já prevendo o vexame histórico que o evento seria.

 

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É fato, não somos nem um pouco ufanistas. Aliás, muito pelo contrário, gostamos muito de falar das mazelas da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país, do que exaltar aquilo que é bom.

 

Somos, talvez, o povo mais crítico em relação ao próprio país. A gente sempre gosta de enxergar as coisas pelo lado negativo, como se a desgraça fosse um prazer incontrolável para o brasileiro.

 

Mesmo assim, voltando ao assunto das Olimpíadas, mostramos ao mundo que somos capazes de fazer bem feito quando queremos. A abertura estonteante, combinado com o transcorrer dos jogos, sem muitos contratempos, foram uma resposta a todos aqueles que apostavam que o negócio ia dar zika.

 

Não deu, muito antes pelo contrário, fizemos bonito e fomos elogiados pelo mundo inteiro. Ainda que a promoção de eventos dessa magnitude (Copa do Mundo e Olimpíada) passem longe de nossas prioridades, é inegável que passamos bem por essas provas de fogo, mesmo com o pessimismo patente.

 

Talvez a maior lição a ser aprendida é em relação à nossa capacidade. Mostramos que quando queremos sabemos fazer de um limão uma limonada.  Mostramos que além do carnaval e da violência desmedida que reflete nossa imagem pelo mundo. Somos um povo hospitaleiro, festeiro, e, sobretudo, trabalhador.

 

Mostramos que o país não é exatamente como muitos pintam lá fora. Que temos nossos problemas, é claro, mas que temos muito mais qualidades do que defeitos.

 

Que essa experiência sirva de lição para que nós possamos usar essa mesma sabedoria e inteligência para sermos dignos de aplausos também na educação, na saúde, da segurança pública, numa democracia amadurecida. Afinal, já mostramos que quando queremos nós somos capazes de qualquer coisa. Então não custa sonhar.

 

Está mais do que na hora de abandonarmos o maldito “complexo de vira latas” e passarmos a ser mais patriotas. Se queremos deixar um país melhor para nossos filhos e netos, precisamos começar agora. Que essa capacidade de mudar as circunstâncias e surpreender o mundo seja a ponte que nos levará para um futuro melhor.

 

Antes que eu me esqueça, nunca é demais lembrar que o maior vexame dessa Olimpíada, ao contrário do que se esperava, foi propiciado pelos nadadores da terra do Tio Sam. Que tiveram boa educação porque estudaram em boas escolas. Aqueles mesmos que vivem na maior economia do mundo, num país de primeiro mundo.

 

Isso também serve de lição, para aprendermos que gente idiota tem em todo lugar. Inclusive naqueles lugares onde as pessoas se acham melhores do que todo o mundo.

 

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.
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