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A Caixa Preta da Petrobrás

quarta-feira, 16 de abril de 2014

 

 

 

Na charge da próxima edição da Folha de Paraopeba, que antecipo  aqui neste blog, retrata a crise político-institucional envolvendo o Governo Dilma e a Petrobrás em ano eleitoral.

 

caixa_preta

 

Considerada um dos maiores patrimônios do povo brasileiro - e uma das poucas empresas públicas que se salvaram da onda de privatizações do governo FHC, justamente por ser o petróleo de nosso subsolo um patrimônio nacional e não de governo “a” ou “b” - na charge há a comparação entre a crise da Petrobrás e o misterioso acidente com o avião da Malaysia Airlines, que desviou de sua rota inicial da Malásia para a China, desaparecendo com 239 pessoas a bordo, com alguns destroços encontrados no Oceano Índico.

 

Por aqui, o Governo terá de trabalhar duro para que essa crise não se reverta em votos maciços para a oposição. Só não sabemos se essa missão será mais ou menos fácil que localizar a caixa preta do avião da Malásia nas profundezas do Oceano Índico…

 

Mas se conseguiram até inocentar o piloto e os donos de um helicóptero abarrotado de cocaína, pertecente à família de um senador mineiro… No Brasil, nada é impossível!

 

 

Charge_Harley_Coqueiro_Caixa_Preta_Petrobras

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

E o Prêmio Quiabo do Ano 2013 vai para… Marco Feliciano!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

 

 

Desde 2006, a tradicional “Festa Nacional do Quiabo” é realizada em Paraopeba, no interior de Minas, cidade a cerca de 100 Km. de Belo Horizonte.

 

frango com quiabo 

A festa acontece em todo final do mês de maio e início de junho, coincidindo com o aniversário de emancipação político-administrativa do Município. Pelos dados da EMATER, Paraopeba é o maior produtor nacional de quiabo.

 

Curiosamente, no interior de Minas, chamar alguém de "quiabo" é o mesmo que dizer que tal pessoa "possui habilidades para se esquivar de problemas” ou é “escorregadio”, “liso” ou “que nunca assume nada do que diz ou faz".

 

Durante a “Festa Nacional do Quiabo”, existe o prêmio “Quiabo do Ano” (ou “Kiaboo Prize”), honraria conferida pelo blog “Os Invicioneiros”, nos moldes do “Framboesa de Ouro”, à personalidade nacional ou internacional que mais se destaca no ato de “quiabar”...

 

Neste ano, o “Kiaboo Prize” vai para o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP),  presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, e pastor evangélico conhecido por ter emitido opiniões polêmicas envolvendo homossexuais e negros.

 

Apesar de todas as pressões de ativistas de Direitos Humanos, o deputado se nega terminantemente a renunciar à função de presidente da Comissão de Direitos Humanos e chegou, inclusive, a propor: “Eu saio da comissão se os mensaleiros José Genoíno e João Paulo Cunha renunciarem à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania…!”. Tal proposta causou furor na cúpula petista.

 

Liso e escorregadio, o nobre parlamentar Marco Feliciano receberá em seu gabinete, em Brasília, uma caixa de 40 Kg da hortaliça…

 

Veja os vencedores dos anos anteriores e os motivos para a premiação, clicando nos nomes ou assistindo aos vídeos:

 

2006 - Silvinho do PT

 

2007 - Léo Messi

 

2008 - Ronaldo Fenômeno

 

2009 - Vanusa

 

 

2010 - Neymar

 

2011 - Aécio Neves

 

2012 - Demóstenes Torres

 

 

Festa_Nacional_Quiabo

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

Os Embargos Econômicos

segunda-feira, 13 de maio de 2013

 

 

 

Nestes tempos em que muito são pregadas a paz, a igualdade social e a sustentabilidade, as potências econômicas mundiais ainda insistem em aprovar os malditos “embargos econômicos”. Uma forma mais que radical para se tentar “enquadrar” nações tidas como de governos tirânicos, privando-as de comercializar com outras nações.

 

O_Grito_Invicioneiros_Harley_Coqueiro

 

Na prática, é uma tentativa nada cristã de se punir o povo de determinada nação, privando-o do acesso aos gêneros mais básicos, com o objetivo de fazê-lo se rebelar contra o seu governo e demovê-lo do poder.

 

Ocorre que os efeitos desses embargos, também conhecidos como “bloqueios econômicos”, podem levar a situações ainda mais catastróficas, infligindo dor e sofrimento aos que não podem se defender: os mais pobres, crianças e idosos, acendendo assim os estopins para guerras de dimensões imprevisíveis.

 

Quando uma nação tem um governo radical, inflexível, de nada adiantam as sanções econômicas advindas de uma potência mundial como os EUA, por exemplo, pois a tendência é que tal governo se mantenha ainda mais firme em seus propósitos ao usar os próprios EUA como “inimigos externos”. Na verdade, quem sofre as consequências dos embargos é o povo da região ou país afetado, como observamos na Faixa de Gaza, região de conflito entre árabes e israelenses. Nestes momentos constata-se a ineficácia de tais medidas, pois o que assistimos é um espetáculo dantesco, com pessoas famintas e doentes tentando fugir da área bloqueada. Seres humanos se debatendo contra a inanição e a morte, enquanto não lhes são permitido o livre acesso aos gêneros de primeira necessidade, como comida e medicamentos.

 

Os embargos econômicos, na opinião de muitos economistas, ao contrário do pretendido, acabam fortalecendo ainda mais o governo local, como ocorreu com Saddam Hussein, Fidel Castro, Adolf Hitler, dentre outros, que apesar das medidas adotadas contra eles, sustentaram-se por muito mais tempo no poder. Alguns países como a Coreia do Norte adaptaram-se ao bloqueio e sobrevivem, isolados em seus regimes políticos e ameaçando a tudo e a todos.

 

Uma curiosidade envolvendo tais embargos, ocorreu durante as guerras napoleônicas. Em 1806, numa tentativa de bloquear economicamente o Reino Unido, criou-se o chamado “Bloqueio Continental”, que proibia as nações europeias de comercializar com os britânicos. Entretanto, na prática, tal bloqueio não teve como ser integralmente executado, por um detalhe: revelou-se mais prejudicial a outros países do que para a potência industrial britânica, por motivos óbvios...

 

Segundo especialistas, somente a diplomacia pode resolver tais impasses. As negociações devem se limitar aos planos político e humanitário, jamais ao econômico, respeitando-se a soberania e a autodeterminação dos povos, uma vez que os embargos transformam o próprio povo, que poderia ser um grande aliado contra o governo totalitário, no principal inimigo da nação ou nações que pactuam e impõem o bloqueio.

 

Em termos estratégicos, os embargos econômicos, além de ineficazes, revelam a face mais cruel e impiedosa do mundo globalizado capitalista: fazem do povo sofrido e faminto o seu refém.

 

 

[Crônica publicada na Folha de Paraopeba, edição de Março de 2013]

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

Três Coisas Invendáveis: a Alma, a Honra e o Voto

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

 

Prosseguindo com o meu hercúleo e mesopotâmico combate à compra de votos, cheguei à conclusão de que existem três coisas que jamais poderiam ser vendidas: a ALMA, a HONRA e o VOTO.

 

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De tanto matutar sobre o tema, cheguei a algumas conclusões arrepiantes. O indivíduo que vende a sua ALMA, fará o seu acerto pessoalmente com o Cramulhão. O outro (ou outra) que vende a sua HONRA (nisto eu incluo o corpo), também arca individualmente pelos seus atos. Constata-se o seguinte: nas duas primeiras “modalidades de venda”, o indivíduo venal arca sozinho com as consequências de seus atos, enquanto que na “modalidade venda de VOTO”, toda uma coletividade paga o preço!

 

Em verdade, em verdade vos digo: das três “negociatas” [vendas de ALMA, da HONRA ou do VOTO], a pior é a venda do VOTO, pelos seus efeitos nefastos e dantescos que vão muito além da pessoa do indivíduo, afetando toda a coletividade ao seu redor, pondo em risco, inclusive, a vida e o futuro de sua família e de seus filhos. Por outro lado, o político que compra votos não é suficientemente digno, competente e honesto para representar o seu povo!

 

Nesta reta final, reconheço que esta minha obsessão está beirando à paranoia, mas insisto que a manutenção do voto livre tem de prevalecer numa Sociedade tida como Livre e Democrática.

 

Embora desagrade a alguns, não me arrependo de combater o bom combate!

 

 

(Bonus Track):

 

venda_alma_nani

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

Um Blogueiro Subindo ao Cadafalso

sábado, 22 de setembro de 2012

 

 

 

Meus bons amigos, qual a pena a ser paga por uma opinião emitida em um blog?

 

Pois bem. Em Paraopeba, no interior de Minas, este blogueiro que vos fala, está respondendo a um processo criminal eleitoral por ter manifestado a sua opinião sobre a Lei da Ficha Limpa e os seus efeitos, como bem disse, “colaterais”, especificamente na disputa para prefeito daquela cidade.

 

A postagem trata na verdade da controversa aplicação da Lei da Ficha Limpa sobre o registro de um candidato a prefeito, de carreiras pública e política honradas em Paraopeba, mas que teve problemas particulares de ordem ambiental (decorrentes de sua atividade privada de empresário do ramo de mineração) no distante Rio Grande do Norte, enquanto que outro candidato à reeleição, com uma administração pública marcada por fatos repreensíveis e notórios, que de certa forma comprometeram a sua vida pregressa e a moralidade para o exercício do mandato, não sofreu a idêntica ação de impugnação pelo mesmo promotor eleitoral, que por muito menos impugnou outros candidatos à prefeito em 2008.

 

O post em questão, muito além de uma modesta opinião, serve - quer queiram quer não - de reflexão e alerta sobre uma situação inusitada, irônica, que já é reflexo de uma irrefletida ineficácia da Lei da Ficha Limpa, que neste caso concreto, poderá impedir o Povo de Paraopeba de ver no governo o seu escolhido...

 

E como assim caminha a Humanidade, o promotor eleitoral de Paraopeba ajuizou uma ação criminal eleitoral, com base no artigo 323 do Código Eleitoral, por entender que houve crime eleitoral no post, alegando que este blogueiro teria escrito “fatos sabidos inverídicos”...

 

Inverídicos?! Data venia…!!!

 

Com todo o respeito, mas o nome disso não é outro, senão: CENSURA!

 

A livre manifestação do pensamento é cláusula pétrea, garantida pelo artigo 5º, incisos IV e IX, da Constituição Federal. Não se trata apenas de uma prerrogativa, mas de uma conquista do Povo Brasileiro. E uma vez que se trata de matéria “criminal eleitoral”, o artigo 21 e o §4º do artigo 26 da Resolução nº 23.370/2011 do TSE, também convergem para a garantia de tal direito, neste caso, na internet.

 

As liberdades de expressão e de imprensa, não podem ser tolhidas como nos países totalitários. A repressão, por quaisquer meios, em nada contribui para a necessária liberdade para as discussões, pois são destas que surgem as novas teses e correntes de pensamento, gerando a pluralidade de ideias que impulsionam o avanço das ciências, das artes e das leis.

 

Meus bons amigos, ter opinião e manifestá-la é crime?

 

E qual a pena desse crime?

 

O degredo na África ou a condenação à fogueira da Santa Inquisição?

 

Respondam-me depressa: já estou subindo para o cadafalso... (Dead man walking!)

 

 

O_Iluminado_Cadafalso_Harley_Coqueiro

 

Leiam também:

 

Leis eleitorais garantem liberdade de expressão na internet durante as eleições; veja regras

 

Ficha Limpa, Mãos Sujas

 

Lei Ficha Suja, ops Ficha Limpa

 

Os Efeitos Colaterais da Lei da Ficha Limpa Começaram a Aparecer

 

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

O dilema do uso das redes sociais nas eleições

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

 

É chegado mais um período eleitoral no Brasil, como ocorre sempre de 2 em 2 anos, desde que foi instituído o voto direto. Com a popularização das redes sociais é inevitável que candidados e partidos usem essa ferramenta na campanha, pois permite uma maior proximidade com o eleitor.

 

politico_redes_sociais

 

Porém é sabido que o brasileiro tem uma antipatia histórica contra as companhas eleitorais e veem com certo ceticismo o uso das redes sociais para esse fim. Alguns inclusive ameaçam de exclusão as pessoas que postarem algo sobre eleição nos seus perfis. Entendo que cada pessoa é livre para usar e limitar como achar conveniente o seu perfil, porém não podemos fechar os olhos ou simplesmente ignorar o que acontece no período eleitoral.

 

Sabemos que o brasileiro carrega como estigma o fato de não saber votar. Obviamente que generalizações são temerárias e nesse caso um tanto quanto exageradas, já que de fato alguns usam o voto como ferramenta de barganha para obter algo dos candidatos nesse período. Mas alguns também se preocupam em analisar o perfil do candidato antes de votar, escolhendo aquele que apresente propostas condizentes com suas possibilidades enquanto político e não somente utopias e demagogias.

 

O que precisamos é ter mais consciência política, sabermos da importância do nosso voto como ferramenta de transformação. Analisar bem os candidatos e verificar se de fato aquela pessoa possui características e qualidades necessárias para pleitear um cargo político. O próprio histórico pessoal muitas vezes serve de parâmetro para essa análise, uma pessoa que não não consegue administrar a vida pessoal, dificilmente terá condições de administrar uma cidade.

 

Não podemos também nos esquecer daqueles candidatos que se valem do poder aquisitivo pra poder “comprar” o eleitor com oferendas de toda sorte e natureza como: dentaduras, celulares, sacos de cimento, tijolos, etc. Se a pessoa oferece algo em troca de seu voto é porque pretende reaver isso de alguma forma quando eleito, se ele burla as normas eleitorais, certamente irá burlar qualquer coisa em busca do ressarcimento dos seus gastos eleitorais “comprados”.

 

Pois bem, como eu disse anteiormente, creio que as eleições desse ano tenham um diferencial bem interessante que é o uso das redes sociais de forma mais efetiva. Dificilmente hoje encontramos pessoas que não possuam pelo menos um perfil nas diversas redes sociais existentes. E como lidar com essa situação política no seu perfil? Bem, eu penso que não há nada de errado com o candidato que usa a rede social para divulgar suas propostas e intenções, particularmente não tenho resistência a isso, o que eu vejo é que a maioria dos candidatos não se prepararam adequadamente pra usar essa ferramenta, fazendo isso de forma totaltmente equivocada e causando irritação nos usuários.

 

Sabemos ainda que existem alguns regras que norteiam o uso das redes sociais, tanto pelos internautas como pelos políticos, conforme demonstrado abaixo.

 

 

Eleições

Fonte: http://eleicoes.uol.com.br

 

Acho que a grande dificuldade é saber como usar as redes sociais adequadamente de forma a não “queimar” o candidato perante o eleitor. É sempre bom lembrar que as redes sociais servem como ferramenta de ampliação da interação, e não para uma comunicação maçante. O excesso  no uso soa exatamente como entupir a caixa de correspondência alheia com panfletos. Se a mensagem não for inteligente e bem trabalhada, ela acaba se voltando contra o candidato e indo pro lixo.

 

O candidato deve aprender a usar essa ferramenta como canal de diálogo com o eleitor, sem abusos ou excessos que podem ser entendidos como flood (“Flood” é um termo em inglês que significa “encher” ou “inundar”, mas na internet ele é usado para designar uma atitude bem irritante. Virtualmente, a palavra virou uma expressão para definir o ato de postar informações sem sentido ou finalidade nenhuma, de modo que uma ou mais pessoas sejam prejudicadas.) [http://www.tecmundo.com.br]

 

Não podemos ser tão exigentes a ponto de limar completamente a política da nossa vida. Ela está aí e querendo ou não, nos fazemos parte desse processo. Portanto cabe a cada um ter discernimento pra aproveitar o que for útil e ignorar o que for inútil, mas conscientes de que podemos usar as redes sociais a nosso favor na hora de decidirmos nosso voto.

 

O professor do departamento de ciências políticas da Ufba salienta ainda que a internet possibilita ativismo politico bastante eficiente no sentido de atender às expectativas de militantes e eleitores de emitirem seus pontos de vista. “Isso quebra um pouco a ideia de que temos um eleitorado passivo. Pelo menos, para aquele que se propõe a participar, a internet é um instrumento bastante satisfatório para que emita sua opinião”, salienta o professor, que cita ainda o exemplo da campanha de Marina Silva à presidência da república, em 2010, alavancada pelo ativismo na internet. [http://atarde.uol.com.br]

 

Ademais, não podemos negar que as redes sociais servem como termômetro para avaliação dos candidatos, muitos usuários estão sim  interessados pela a política  e as redes sociais permitem uma particiação mais direta através da opinião. Diante disso, é notório que elas são e serão, cada vez mais, uma importante ferramenta na campanhas eleitorais.

 

“Tem que ter sítio porque se o candidato não gerar conteúdo positivo sobre ele, vai haver informação negativa sobre ele na rede”, aconselhou Hoffmann. Segundo ele, como todos os demais aspectos da campanha eleitoral, também na internet o candidato deve exercer a criatividade, criando fatos e informações e monitorando tudo o que acontece para se atualizar. [http://www.vermelho.org.br]

 

Sabemos que as redes sociais serão uma ótima ferramenta nessas eleições, porém se o candidato se apegar excessivamente a isso corre o risco de ter supresas desagradáveis. Muitas pessoas ainda não têm acesso aos recursos tecnológicos, por isso é sempre bom a utilização de outros meios de divulgação, já que, conforme a cidade, a população OFF line é infinamente maior do que a ON line, quem não se atentar a isso, ou perder muito tempo com os eleitores virtuais, poderá “cair do cavalo”.

 

Outro fator preponderante é o uso de forma racional e inteligente das redes sociais. Nenhum usuário tem paciência com procedimentos massantes e sem conteúdo de candidatos que pensam que é a quantidade e postagens e não a qualidade que causam boa repercussão. Na verdade o usuário não é bobo e sabe perfeitamente diferenciar o que é interação e o que é impertinência, o mau uso pode atrapalhar mais do que ajudar.

 


Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

Ocorrências Policiais com Câmeras

segunda-feira, 25 de junho de 2012

 

 

 

As abordagens policiais nos EUA são gravadas em vídeo, a partir de câmeras instaladas no interior dos carros (viaturas ou guarnição, no jargão policial). Pela lei americana, as filmagens subsidiam as ocorrências, tornando-se importantes materiais de prova e embasando as sentenças dos rigorosos tribunais americanos.

 

Embora não seja eu um profundo conhecedor de assuntos ligados à segurança pública, eu penso se não seria o caso de a polícia brasileira também adotar tal procedimento, instalando câmeras de vídeo em suas viaturas. Com as adequações em nossa legislação, creio que esta mídia inibiria excessos tais como os abusos de policiais e, por outro lado, serviria de prova nas hipóteses de desacato à autoridade. Seria, antes de tudo, uma proteção para o cidadão e a salvaguarda de policiais diante de falsas acusações de tortura, corrupção e outros desvios, mostrando a realidade dos fatos através das imagens gravadas. Se não resolve todos os problemas da criminalidade, acredito que pelo menos diminuirá as notícias estranhas nas crônicas policiais, envolvendo diligências policiais mal sucedidas ou mal intencionadas (vide o caso emblemático da jovem engenheira que desapareceu após uma blitz policial no Rio).

 

É óbvio que, antes de tudo, fazem-se necessários o treinamento e a valorização profissional daqueles que têm a missão de servir e proteger a população. Mas para ilustrar a minha tese, certa vez eu vi na TV uma das situações mais inusitadas - por não dizer cômicas - envolvendo operações policiais filmadas que foi parar inclusive no “Top 20 Most Shocking” (um programa de vídeos com situações bizarras da vida real, exibido no canal por assinatura Tru TV).

 

Em determinada ocorrência policial numa estrada do Arizona, nos EUA, a câmera havia sido posicionada no parabrisa dianteiro da guarnição, de modo que gravava tudo no interior do veículo.

 

As imagens mostravam o policial sentado no banco do motorista, lavrando uma multa. E no banco traseiro, à esquerda do vídeo, a câmera mostrava o motorista a ser multado: um jovem de óculos.

 

Em dado momento, o rapaz fala para o policial, num tom desafiador:

 

“Eu vou me safar desta!”

 

“Se safar? Mas como?” - indaga o policial.

 

“Você me bateu!”

 

“Como assim, te bati?”

 

“Assim ó!”

 

E imediatamente o jovem começa a desferir socos em seu próprio rosto, num ridículo autoflagelo, quase quebrando os óculos.

 

Tranquilo, o policial continua a preencher a multa e adverte:

 

“Pode continuar [a se esbofetear]. E sorria, porque você está sendo filmado e multado...!”

 

 

Operacoes_policiais

 

 

*Crônica publicada na Folha de Paraopeba, edição de junho.

 

 

Bonus Track:

 

Charge_Harley_Coqueiro_Demostenes_Cachoeira

 

** Charge publicada na Folha de Paraopeba, edição de junho, retratando as desventuras do senador Demóstenes Torres em razão de seus envolvimentos com Carlinhos Cachoeira

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

E o Prêmio Quiabo do Ano 2012 vai para… Demóstenes Torres!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

 

A “Festa Nacional do Quiabo”, desde 2006, é realizada em Paraopeba, interior de Minas, a cerca de 100 Km. de Belo Horizonte. A festa acontece em todo final do mês de maio e início de junho.

 

Segundo a EMATER, Paraopeba é o maior produtor nacional de quiabo.

 

premio_quiabo_do_ano_kiaboo_prize

Curiosamente, no interior de Minas, chamar alguém de "quiabo" é o mesmo que dizer que tal pessoa "possui habilidades para se esquivar de problemas” ou é “escorregadio”, “liso” ou “que nunca assume nada do que diz ou faz".

 

Durante a “Festa Nacional do Quiabo”, existe o prêmio “Quiabo do Ano” (“Kiaboo Prize”), honraria conferida pelo blog “Os Invicioneiros” (www.osinvicioneiros.com.br) à personalidade nacional ou internacional que mais se destaca no ato de “quiabar”...

 

Neste ano, o “Kiaboo Prize” vai para o senador goiano DEMÓSTENES TORRES (!), por ter sido flagrado nas escutas da Polícia Federal na “Operação Monte Carlo”, em conversas comprometedoras com o contraventor Carlinhos Cachoeira, e agora está tentando negar tudo, escorregando feito um quiabo…

 

demostenes 

O nobre senador Demóstenes Torres receberá em seu gabinete em Brasília, uma caixa de 40 Kg da hortaliça…

 

Eis os vencedores dos anos anteriores e os motivos pelos quais foram merecidamente credenciados ao recebimento do prêmio:

 

2006  Silvinho do PT

 

2007  Messi

 

 

2008  Ronaldo Fenômeno

 

2009 Vanusa

 

 

2010  Neymar

 

2011  Aécio Neves

UPDATE 21/05/2012

Ouça a entrevista deste blogueiro à Band News FM, sobre o referido prêmio:

 

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

O Renascimento de uma Nação

segunda-feira, 9 de abril de 2012

 

 

A catástrofe histórica que se abateu sobre o Japão, combinando terremotos, tsunamis e acidente nuclear, completou um ano neste mês de março. Porém, mesmo depois de um cataclismo de dimensões cinematográficas, vimos a Terra do Sol Nascente reerguer-se em meio aos entulhos e à desolação.

 

japan 

Neste contexto, surge a capacidade nada surpreendente que o povo japonês tem para superar tragédias e traumas. Uma colmeia de abelhinhas de olhos puxados, onde todos se preocupam mutuamente e, juntos, empreendem um mutirão de reconstrução. Isto sim, é a mais completa tradução do espírito republicano. Japão, “Banzai”!

 

Já, pelas bandas de cá, o que nós assistimos nos envergonha. Só para ter uma ideia, reformam estádios onde o público não consegue assistir às partidas e duplicam rodovias sem o planejamento adequado e sem o cuidado com a segurança.

 

É fato: enquanto os japoneses fazem obras de recuperação em tempo recorde, aqui no Brasil, não conseguem melhorar sequer o que já está feito!

 

A lerdeza no cronograma de entrega das reformas nos estádios para a Copa de 2014, por exemplo, causou até um incidente diplomático: o arrogante secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, com uma “justificável deselegância”, ofendeu os agentes políticos do Brasil com uma expressão que doeu tanto quanto um “chute no traseiro”...

 

A duplicação na nossa BR 040 _ com um atraso de mais de 20 anos em seu início _ também não escapa das críticas. Quando as máquinas surgiram nos canteiros e os políticos alardearam a obra que estava para acontecer, a sensação era de que finalmente teríamos uma rodovia mais segura, mais moderna, mais funcional e mais inteligente.

 

Com a “conclusão” (!) das obras no trecho Sete Lagoas-Paraopeba, a expectativa cedeu lugar ao desalento. Caetanópolis e Paraopeba ficaram, inexplicavelmente, isoladas, com acessos bizarros, que certamente nos custarão muitas explicações aos nossos netos, se nada for feito para alterar esse quadro!

 

A famosa descida/subida da “Gineta” é outro exemplo do negligente planejamento viário por parte dos responsáveis técnicos da obra. Considerado o ponto mais crítico do trecho, conseguiram criar uma curva ainda mais perigosa que a outrora existente em sua descida. Sem contar que é gritante a necessidade de se construir uma 3ª pista no sentido da subida Sete Lagoas-Paraopeba (Ah, eu me esqueci: é só fazer um simples aditivo no contrato da obra e lá vão milhões e milhões dos contribuintes!).

 

Se no outro lado do mundo, o Japão renasce em meio ao caos, aqui, o caos se faz conveniente. Afinal de contas, do caos “made in Brazil” “verminam” as propinas para financiar as campanhas de muitos políticos inescrupulosos. E essa grana suja, logicamente, serve para comprar as almas dos eleitores incautos, que apenas assistem ao caos, “com a boca escancarada e cheia de dentes/ esperando a morte chegar”...

 

* Crônica publicada na Folha de Paraopeba, edição de março de 2012.

 

 

 

Bonus Track:

 

Charge_Harley_Coqueiro_Dilma_Base_Aliada

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

Tempo de Despertar

terça-feira, 20 de março de 2012

 

 

 

Numa dessas madrugadas insones de domingo, acabei revendo um belo filme exibido na TV a cabo: “Tempo de Despertar” (Awakenings, 1990, EUA), estrelado por Robin Williams e Robert De Niro. Trata-se de uma instigante história sobre um neurologista que se depara com vários pacientes numa clínica psiquiátrica que aparentemente encontram-se em estado catatônico. O médico tem a intuição de que eles estão apenas "adormecidos" e que poderão ser “despertados” se forem medicados da maneira correta. Assim, o herói da trama mergulha em suas pesquisas e chega à conclusão de que uma nova droga - já usada para pacientes com o Mal de Parkinson - é o medicamento ideal a ser ministrado para àqueles casos. Logo, os pacientes dão sinais de melhora e também se mostram ansiosos em recuperar o “tempo perdido” em suas vidas.

 

tempo_de_despertar_Invicioneiros_Harley_Coqueiro 

Sem emitir juízo de valor, o filme serve de motivação para a superação de problemas dos quais nós temos a mania de superdimensioná-los. Valeu a pena ficar desperto!

 

Antes de voltar para a cama, passei por um desses canais de notícias e vi uma multidão nas ruas de Moscou, enfrentando um dos piores invernos dos últimos setenta anos (-20°) para protestar contra as fraudes nas eleições presidenciais marcadas para março deste ano.

 

E o que tem a ver “Tempo de Despertar” com um protesto russo na neve?

 

Eu tenho percebido nas ruas e redes sociais um desencanto generalizado com os rumos da política local, principalmente por parte dos mais jovens. Claro que não sou o médico de “Tempo de Despertar”, mas contra este mal, sugiro um remédio insípido e eficaz: o voto consciente.

 

As eleições municipais estão batendo às portas e as leis eleitorais estão avançando cada vez mais para que o abuso do poder econômico e a compra de votos sejam banidos de vez das disputas eleitorais. Partem-se do princípio lógico: a eleição não é um investimento e o voto não é uma mercadoria. Por isso, é que todos os cidadãos de bem devem fiscalizar e denunciar a mãe de todas as corrupções: a corrupção eleitoral. Apesar de que nas eleições municipais de 2008 houve de tudo, menos respeito às leis eleitorais, é chegado o tempo para despertar a nossa cidadania, para que neste ano não se reprise o filme sem graça de outrora...

 

Miremos no exemplo dos russos que, mesmo sob um longo e tenebroso inverno, protestam por eleições limpas na Rússia!

 

Por isso, despertemos desta letargia!

 

* Crônica publicada na edição de fevereiro da Folha de Paraopeba.

 

** Bonus Track:

 

Charge_Harley_Coqueiro_Iran

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

A Maldição do Gerúndio*

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

 

Peço licença para contar uma história que ouvi enquanto viajava de ônibus numa noite chuvosa do verão de 2008. Se é verídica, eu não sei. Só sei que dos fatos não omitirei nenhum detalhe; quanto aos nomes, sim, em respeito aos parentes das vítimas...

 

Maldicao_Gerundio_Jose_Roberto_Arruda_Harley_Coqueiro

 

Antes de tudo, cabe ponderar que há modismos para quase tudo neste mundo. E dentre estas modas e bossas, houve uma recente “guerra fria” declarada ao gerúndio (uma das formas nominais do verbo, formada pela desinência "ndo", que indica a continuidade de uma ação).

 

Revoltados com os atendimentos de SAC e call center, alguns ortodoxos patrocinaram uma verdadeira “caça às bruxas”, ou melhor, “caça às atendentes de telemarketing viciadas em conjugar verbos no futuro, acrescidos de gerúndio”:  “vou ‘estar passando’ a reclamação para o setor responsável...”.

 

Mas cá entre nós: é preferível que a atendente “esteja passando” realmente a sua reclamação para o setor responsável e “resolvendo”, do que “engavetando”, como fazem certas autoridades diante de denúncias contra chegados seus...

 

Fato é que não há crime na utilização do gerúndio. O problema é o gerundismo, que acabou por banalizar uma forma nominal tão necessária quanto o ar que respiramos. Mas ainda que inapropriado em alguns tempos verbais, eu não tenho a pretensão de ser o carrasco de quem o pratique na forma falada. Na escrita, porém, é que se deve tomar cuidado. Por isso, não ousarei a atirar a primeira pedra. Talvez, “estarei atirando” a segunda...

 

O pior dos modismos ocorre quando político se mete a criar moda. Em 2007, o então governador do Distrito Federal assinou um decreto no mínimo surrealista: “Fica demitido o gerúndio de todos os órgãos do Distrito Federal”. A justificativa: acabar com a típica burocracia dos governos, que se valem do gerúndio para “desculpa de suas ineficiências”. Como que num passe de mágica, revoga-se a nossa burocracia quinquentenária, exterminando a sua causa: o gerúndio...!

 

Feito este prefácio, passarei ao epílogo da história propriamente dita.

 

Viajava eu no último Setelagoano, de BH à Paraopeba, via Caetanópolis, quando ouço dois senhores, nas poltronas de trás, confabularem sobre um fato ocorrido em Brasília, em que um deles foi o protagonista (apresentarei a versão adaptada, com exageros, é claro, senão não teria graça!):

 

Dois porteiros do estacionamento do Governo do Distrito Federal, em troca de turno, comentam o decreto do governador candango que “demitira o gerúndio”. Ainda que ambos tenham a noção do que se trata o ato governamental, eles, como todos os porteiros e guardas de banco, que detêm o poder supremo de igualar os iguais e desiguais, aproveitam o mote para fazer uma chacota com um humilde faxineiro que se encontra ao derredor:

 

“Ô, mineirinho, fica esperto! O governador ‘tá’ mandando embora até gente concursada... Hoje ele ‘correu’ com o ‘Gerúndio do almoxarifado’!”

 

O faxineiro, sem interromper o vaivém de sua vassoura desgastada de bruxa medieval, responde mansamente:

 

“Se eu fosse o ‘guvernadô’, eu ‘num taria mexeno’ com o homem do almoxarifado, não...”

 

Após uma breve pausa, sussurra:

 

“Uai... Dizem até que ele é ‘feiticero’!”

 

Com as suas gargalhadas escarnecedoras, os porteiros lembram uma revoada de maritacas...

 

* * *

 

O tempo passou e com ele as dores do mundo. E não é que aquele faxineiro tinha razão: o governador cairia em 2010, por, ironicamente, praticar o que outrora combatera: “ ‘estar levando’ dinheiro nas meias”...

 

 

* Crônica publicada na Folha de Paraopeba, edição de janeiro de 2012.

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

Retrospectiva em Perspectiva

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

 

 

Calma, nobre leitor, não tenho aqui a menor pretensão de repassar os fatos de 2011. Aliás, estou com uma preguiça danada e você já deve estar de saco cheio destas tais “retrospectivas”…!

 

Apenas quero encerrar o ano com os mesmos besteiróis de outrora…

 

messi

 

Aproveito este espaço para republicar o meu desabafo publicado na edição deste mês da Folha de Paraopeba, contra um ano patético pelo qual passou o glorioso futebol mineiro:

 

CHUTANDO PARA ESCANTEIO

 

A expressão “chutar para escanteio”, emprestada do futebol, também é usada para descartar pessoas, coisas ou situações indesejáveis. Embora com a graça de Deus, tive muito o quê comemorar em 2011, o mesmo não posso dizer no que se refere ao futebol, em especial, ao mineiro, “de páginas heroicas e imortais”...

 

Dependendo do ponto de vista, o ano que se finda está fadado ao esquecimento ou à posteridade - se servir de referência para “o quê não deve ser praticado no futebol de jeito nenhum”.

 

Começarei pelo Cruzeiro, que teve um início de ano promissor: futebol vistoso e muitos gols. Chegou a ser comparado ao famoso time catalão: “Barça das Américas”. A confiança e o entusiasmo eram tamanhos que o presidente Perrela já tinha uma certeza, já no mês de março, quando foi divulgada a Tabela do Brasileirão 2011: o Cruzeiro seria campeão brasileiro na última rodada em cima do Galo!

 

Na verdade, o Cruzeiro não encontrou páreo no Campeonato Mineiro. Na Libertadores, atropelava todo mundo. Tudo azul, até o dia em que enfrentou o Once Caldas e o excesso de confiança afundou o Titanic Celeste.

 

No Brasileirão 2011, o time estrelado começou até bem, mas no returno, o caldo entornou de tal modo que quase redundou num vergonhoso rebaixamento para a Série B. E o pior: a ironia selava o destino através das mãos do arquirrival histórico. Para quem profetizara a conquista do título em cima do rival, Zezé Perrela teve de se contentar em ver o Cruzeiro ser o “recepcionista da Z4”, amargando um 16º lugar.

 

O América, que segundo os bastidores, acabou promovido para a Série A deste ano, “por acidente” (a diretoria americana planejava a ascensão do Coelho em 2012, por questões financeiras), fez um Campeonato Brasileiro cheio de altos e baixos. Na verdade, mais baixos que altos, em momentos de lampejo - com vitórias sobre o campeão e vice (Corinthians e Vasco) - e perdendo muitos jogos em que saía na frente e tomava a virada (lembrando a fábula do coelho e a tartaruga), evidenciando um pecado capital no futebol: a falta de preparo físico.

 

Deixei o Atlético Mineiro por último, quando na verdade não seria nem digno de nota! Com o seu presidente boquirroto “arrastando bagaço” e “oferecendo dinheiro” ao clube rival no início do ano, o Galo acabou por fazer um “campeonato rural” inominável e fechou com “chave de ouro” um dos anos mais ridículos de sua história, perdendo de forma vexatória para um Cruzeiro desesperado para não cair.

 

O Galo acabou levando uma surra histórica na chance em que teve para empurrar o rival para as trevas abissais da Segundona. Para a Massa, restou a triste constatação: nos momentos em que a torcida mais espera do time, ele não corresponde (e a recíproca nunca é verdadeira!).

 

A hora é de chutar para escanteio a empáfia e a falta de comprometimento de jogadores e dirigentes dos clubes mineiros, e pôr em campo a lucidez e a competência, como bem fez o Tupi de JF.

 

Boas Festas e um próspero Ano Novo!

 

 

E se acaso você aspira ser Ministro no Governo Dilma, atente-se à admoestação contida na charge seguinte:

 

Charge_Dilma_Ministerios_Revista_Veja_Harley_Coqueiro

 

Bônus Track:

 

Versão “toscamente animada” da charge no You Tube, ao som do Led Zeppelin:

 

A Torre de Babel da Economia Europeia

segunda-feira, 21 de novembro de 2011




A crise econômica europeia não para de causar estragos. Após por o “premier” grego para correr, derrubou até o poderoso Sílvio Berlusconi [que neste caso, nem sei se é estrago ou não!]. Como num dominó, é bem provável que as quedas não parem por aí: são os efeitos colaterais de uma globalização capitalista selvagem [ou melhor, “civilizada”, afinal, estou me referindo à Europa, “o berço da civilização ocidental”...].

torre_de_babel_os_Invicioneiros_Harley_Coqueiro

A palavra de ordem vem carregada de eufemismo – a tal “austeridade econômica” -  que até então só traduz uma certeza: o sacrifício das massas, com vorazes encargos fiscais e tributários, acompanhados de desemprego em todas as frentes e em larga escala. Um suicídio coletivo para salvar o Euro...

Numa análise, ainda que simplista, percebe-se uma complexidade bem peculiar nesta crise: os líderes enfrentam problemas domésticos e têm de mover céus e terra para que a crise continental não se transforme em um cataclismo de proporções bíblicas.

Se para nós será outra “marolinha” ou não, fato é que os europeus não estão se entendendo. Assim, o tema inspirou a charge para a nova edição da Folha de Paraopeba:

Charge_Harley_Coqueiro_Economia_Europeia 
[Bonus Track: Versão You Tube com áudio]:



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O [di] lema de Obama

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

 

Ficaram célebres os lemas utilizados por Barack Obama em sua campanha presidencial [“Yes, We Can” e “Change”]. Inspirados no “I have a Dream” de Martin Luther King, os marqueteiros da campanha de Obama conseguiram transformar em votos as esperanças da nação americana, traumatizada com seguidas guerras e à beira do abismo da recessão econômica.

 

obama_change

 

Entretanto, há uma grande diferença entre as expectativas de uma campanha eleitoral e a realidade de um governo. Tanto lá, quanto cá, durante uma campanha, tudo é barulho e espetáculo; a partir da posse, a coisa muda de figura: exigem-se habilidades para administrar egos e vaidades, na busca de êxito em algo muito maior.

 

E como nunca antes visto na história americana, os EUA tentam desesperadamente corrigir o curso de sua economia, para se evitar uma recessão iminente. Um pepino do tamanho do mundo no colo de Barack Obama, que precisa provar que “sim, ele pode fazer uma mudança” [muito além da sua mudança de residência, de Chicago para Washington DC].

 

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[Charge publicada na Folha de Paraopeba, edição de setembro de 2011]

 

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Dilma, Forbes, Corrupção & PAC

terça-feira, 6 de setembro de 2011

 

E não é que a nossa presidente Dilma Rousseff conseguiu ser eleita pela Revista Forbes a 3ª mulher mais influente do planeta, ficando atrás apenas da chanceler alemã Angela Merkel e da ex-primeira dama Hillary Clinton?

 

D2

 

Ainda que para alguns isso não represente nada, para outros é a prova de que o Brasil já demarca território no cenário da política internacional. E não há como negar: tudo isso é legado do ex-presidente Lula

 

Com um estilo tecnocrático, mas demonstrando um domínio seguro de todos os meandros administrativos e políticos da Federação Brasileira, Dilma se difere de seu antecessor, carismático e populista. Esta ex-militante radical de esquerda, sem exercer um mandato político sequer até então, conseguiu a fantástica proeza de ser eleita presidente, por obra e graça política de quem a antecedeu.

 

Merece destaque o pensamento da presidente de que o combate à corrupção não seja a prioridade número 1 (pleonasmo tão vicioso quanto o peculato no serviço público) de nenhum governo, pois administrar ímproba e transparentemente é muito mais que uma obrigação ou meta governamental!

 

No entanto, decisões e medidas moralizadoras que cortaram na carne dos partidos aliados lotados nos Ministérios dos Transportes e do Turismo, tornaram-se necessárias, ainda que desgastantes para a base do Governo. E isso deve ter tirado um pouco do sono da presidente, tanto quanto o seu PAC, que ao invés de “acelerar o crescimento”, encontra-se estagnado, empacado...

 

Então, mão na massa, presidente Dilma Rousseff!

 

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[Charge publicada na Folha de Paraopeba, edição de agosto]

 

Sobre o Autor:
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21 Bandeiras, Corações e Mentes

segunda-feira, 13 de junho de 2011

 

Eu não gosto de ficar postando listas. Já existem listas demais por aí. Mas depois do sucesso das 21 logomarcas e símbolos marcantes, por curiosidade, resolvi postar as 21 bandeiras de nações e estados das quais eu julgo as mais bonitas e interessantes.

 

Numa breve análise, percebi uma tendência de pavilhões contendo grafismos como cruzes, predominantemente nos dos países escandinavos e bretões; lua, estrela e triângulos, como nos de religiosidade islâmica; e os tricolores europeus, decorrentes de antigos impérios. A exceção, é a bandeira atual da Líbia, que é toda verde, sem desenhos ou dizeres.

 

Muitas bandeiras se confudem pela semelhança e influência religiosa ou regional, que afirmam a soberania de seu povo, enquanto nação, ou autonomia, nos estados. Nem sei se isso faz algum sentido, uma vez que há ministros no STF que confudem soberania com descumprimento de tratados internacionais…

 

Vamos às bandeiras, então, em ordem alfabética.

 

 

Alemanha:

Alemanha

Das bandeiras tricolores é a mais bonita, apesar da semelhança com a da Bélgica.

 

 

Brasil:

Brasil

A bela bandeira da “Maior Democracia do Mundo”, apesar dos pesares…

 

 

Brasília DF:

Brasilia  Transmite a ideia de descentralização administrativa.

 

 

Canadá:

Canada

É na minha opinião, uma das mais bonitas do mundo.

 

 

Coreia do Norte:

Coreia do Norte

 

 

Coreia do Sul:

Coreia do Sul

 

 

EUA: 

EUA  

Pode ser a bandeira mais queimada fora de um país, porém a mais reverenciada pelo seu povo. É o grafismo bidimensional do ideal federativo, republicano e democrático, que influenciou inúmeras bandeiras mundo afora.

 

 

Geórgia:

Georgia

As cruzes, influência da Igreja Católica Ortodoxa Russa, fazem-na parecer um cemitério…

 

 

Israel:

Israel

A lendária estrela de Davi representa a luta do povo judaico para regressar à “Terra Prometida”. 

 

 

Jamaica:

Jamaica

Bob Marley e o reggae tornaram esta bandeira um ícone mundial.

 

 

Japão:

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Poética bandeira do “País do Sol Nascente”.

 

 

Kiribati:

Kiribati

Kitsch, parece logomarca de empresa de turismo…

 

 

Líbano:

Libano

 

 

Minas Gerais:

Minas Gerais

Outra bela bandeira, símbolo do Movimento dos Inconfidentes. Tem o poder de emocionar que poucos pavilhões possuem.

 

 

Montenegro:

Montenegro

Este país dos Balcãs, o mais novo do mundo, manteve a tradição de brasões antigos em sua bandeira.

 

 

Palestina:

Palestina Já pintei esta bandeira em um violão que eu tinha. Parece muito com a do Sudão. A diferença é que a Palestina ainda não é uma nação soberana, uma das razões do conflito com os israelenses.

 

 

Reino Unido:

Reino Unido

Esta bandeira da Grã-Bretanha é a junção das bandeiras da Inglaterra, Escócia e Irlanda, que formam o poderoso Reino Unido. O Brit Pop tornou esta bandeira um ícone da música pop.

 

 

Suécia:

Suecia

Das bandeiras com cruzes, que predominam nos países escandinavos e anglo-saxões, resultado do protestantismo europeu, esta é a mais bonita.

 

 

Texas:

Texas

Saiba agora porque os xerifes utilizavam os distintivos de estrela e porque o Estado do Texas é conhecido como “O Estado da Estrela Solitária”. Só não sei dizer se os texanos torcem para o Glorioso…

 

 

Turquia:

Turquia

Esta bandeira é a que mais se destaca, dentre as contendo luas crescentes e estrelas, símbolos do islã.

 

 

Vietnã:

Vietna

Lembra a bandeira da Somália, só que mais engajada pelo Socialismo vencedor da histórica e sangrenta “Guerra do Vietnã”.

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

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